28.10.12

caetano e gil


Tropicália, o doc, é ótimo. É certo que, a partir de agora, Gil e Caetano passem a frequentar mais minha casa. É certeiro, logo no início, quando Caetano fala em não ter entrando na coisa do anti-americanismo, primeiro por admirar o cinema de lá, assim como a música etc, e, depois, por desconfiar dessa coisa de aderir a algo tão facilmente, como fora na época com as pessoas. O momento do Tom Zé com aquela tela é hilário e instigante. Lembro que, no curso de Beatles, na PUC, que desisti no meio por achar que estava longe do ideal, a aula mais interessante foi a que um dos professores - Julio, acho, não vou checar agora - falou sobre a influência dos fab four nos artistas brasileiros e contou como Gil e Caê piraram aquilo. Mais Gil, se não me falha. E como eles estavam lá fora, como tinham cabeças iluminadas. E sim, ontem, assistindo o doc, pensava justamente nisso: como esses dois sempre foram especiais na maneira de pensar tudo. Não só música. O negócio agora é revirar os discos. Começando pelo Transa, o do exílio em Londres e o do Gil de 68. Não que fossem lacunas tão grandes aqui, sempre os admirei e ouvi direta ou indiretamente (rádios, coisas soltas, irmão mais velho, amigos etc etc etc), mas há aquele momento em que a chave vira e a gente começa a ver as coisas de outro jeito.


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