15.7.12

made in israel


Mesmo com o trabalho lá pro BMW Jazz Festival, o jazz não tem aparecido muito em casa nos últimos meses. Coisa de mood - na língua de lá. Talvez um pouco saturado de improvisos e coisas do tipo, mesmo que o jazz vá além disso. E também não. Acontece; assim como acontece de haver encontros repentinos como o de alguns dias atrás. Esbarrei com a capa do Seven Seas, de Avishai Cohen, exposta na Travessa. Chamou atenção. Já tinha lido alguma coisa - ele veio ano passado em SP -, mas meu conhecimento era tão quase nada que pensava, até ler o encarte, que Avishai era o pianista. Engano meu, Avishai é o baixista, além de ser um monstro como compositor. O pianista é outro ser incrível, de 25 anos apenas, chamado Shai Maestro. Os dois fizeram uma revolução por aqui, me atropelaram musicalmente. Pouco tempo depois já havia avançado do Seven Seas para outros dois álbuns: Gently Disturbed (2008) e Continuo (2006).



O que de certa forma me pegou no disco de Avishai é que Seven Seas é formado por canções. Tem coisas de 3 minutos, como a bela Dreaming que abre o disco, com uma estrutura mais enxuta. Aliás, o piano em Dreaming é do próprio Avishai, que também domina as teclas. 


Há novos ares no jazz fusion de Avishai e parte disso vem da naturalidade em sublinhar as referências da cultura israelense. Quando no palco, o trio esbanja técnica e sensibilidade sem se perder na cartilha do improviso velho conhecido do mundo jazzístico. Espetacular.


Logo depois da faixa 2, About a Tree, entra a faixa-título com um tema de tirar o fôlego. Olha aí.





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