12.6.12

com delay


Não consegui pintar aqui para falar dos dois últimos shows que vi. Primeiro, um espetacular Los Hermanos na Fundição. É a banda perfeita para adoradores e detratores, mas, não tem jeito, é a banda de uma geração. E há muito de música ali entre aqueles quatro camaradas de barba - e hoje bem mais maduros. Camelo e Amarante são ótimos compositores. Houve uma volta com louvor ao primeiro álbum - que ficara de fora quando a banda enveredou pelas influências de música brasileira e fez coisas como Bloco e Ventura. Sim, é compreensível que certo ar de banda de universidade não combinasse com o amadurecimento precoce que se instalou em músicas como Todo Carnaval Tem Seu Fim, Veja Bem Meu Bem, Samba a Dois, Conversa de Botas Batidas e por aí vai. Deixar de lado o primeiro disco, parecia absurdo em 2004, mas, hoje, a gente vê que havia sentido. Hoje, até Anna Julia está nos shows. E não há quem não cante. Afinal, esgotada ou não, é uma música pop perfeita. Foi bonito ver a banda em ação e tomara que voltem.

O outro foi Joe Bonamassa, da nova geração do blues rock. O que Bonamassa fez foi um passeio por clássicos de blues, coisas muito boas de sua carreira solo e uma chuva de solos de guitarra. Excelente guitarrista - toca muito -, Bonamassa ainda evidenciou que é ótimo cantor, com uma voz afiadíssima.

Volto para falar do BMW Jazz Festival, com delay já habitual. Mas por enquanto dá para acompanhar minhas primeiras - e leves - impressões lá no blog do festival.


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