29.6.12

SA



Falando em Skunk Anansie: música nova aí numa rádio francesa. Skin cantando muito.

no cinema



E a Tropicália vem aí.

26.6.12

já pensou?


Ben L'Oncle Soul disse hoje no twitter que estão trabalhando por lá para uma turnê em setembro, por aqui. O pessoal do Queremos já tinha soltado uma pista no Facebook semanas atrás. Parece que é sério mesmo. O show do Ben é um baile soul de alto nível. Imperdível.

lá vem


Capa do novo do Skunk Anansie. Sai dia 17 de setembro. A casa aguarda.

Patti Smith & Neil Young



Uma das minhas favoritas do meu álbum favorito do Neil Young numa bela versão da Patti Smith. A faixa fecha o novo dela, Banga. Ficou lindo.

20.6.12

Sempre as Mesmas com o Zeca


Chamei o Zeca Azevedo, figura sempre com boas colocações musicais que conheci via Facebook, para participar aqui do Sempre as Mesmas. Zeca é de Porto Alegre, mas dá pra esbarrar com ele pelas páginas da Rolling Stone. O esquema vocês já conhecem, mas, pra quem está assistindo o programa pela primeira vez, faço - praticamente - as mesmas perguntas para pessoas diferentes. A ideia é levantar um bate-papo saudável envolvendo coisas que gosto (Peter Gabriel, Miles, Nina etc), interrogações (Radiohead tudo isso?) e uma ou outra coisa mais direcionada - no caso do Zeca, a soul music, assunto no qual ele é autoridade e sempre me interessa muito saber mais. Fiquem por aí e anotem o que interessar.


(addendum: tem mais gente ali na aba entrevistas -- Sérgio Martins, Renata D'Elia, Rafael Teixeira, Dapieve e por aí vai)


Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?



Com Ian Gillan, sem dúvida! O Deep Purple da fase Gillan-Blackmore-Lord-Glover-Paice é uma das maiores bandas de todos os tempos. A voz do Gillan nos anos 70 tinha uma beleza sobrenatural. A propósito, eu não gosto do Coverdale, é um poser xarope.



Miles Davis vale em todas as fases?

Sim, especialmente nas fases mais iradas (no sentido de raiva mesmo). Miles era o verdadeiro pantera negra, sempre desafiou as noções pré-concebidas a respeito dele e de sua música. Do lirismo das primeiras gravações à economia pop do final, tudo o que o cara fez merece atenção. Eu tenho mais de 30 discos do cara em casa (e ainda quero mais).

Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday ou Sarah Vaughan?

Todas essas e mais outras: Bessie Smith, Mahalia Jackson, Marion Williams, Clara Ward, as irmãs Clark, Dinah Washington, Mavis Staples, Helen Baylor, Shirley Caesar, Etta James, Aretha, Dionne Warwick, Gladys Knight, Diana Ross, Ronnie Spector, Laura Lee, Candi Staton, Irma Thomas, Lorraine Ellison, Bettye LaVette, Betty Wright, Chaka... a lista não termina. Quero todas pra mim, rsrsrsrs.

Quais são os três discos de soul obrigatórios?

Posso citar 3.000? 300? Citar 30 eu já acho impossível, 3 nem se fala. Preciso mesmo responder essa? Ok. Vou citar 3 discos obrigatórios pra mim mesmo, que marcaram a minha vida. A canção que fez de mim um escravo da soul music para todo o sempre foi Oh Girl, dos Chi-Lites. Isso aconteceu em 1973. Então, tenho que incluir o álbum A Lonely Man, produção magnífica do Eugene Record para o grupo que ele mesmo criou. Faltam dois. Um pouquinho depois de Oh Girl acender todos os dois neurônios do meu pequeno cérebro eu descobri You Are the Sunshine of My Life, do Stevie Wonder. Quando ouvi All in Love is Fair, virei fã para sempre. Stevie tem pelo menos uma dezena de discos que considero obrigatórios, mas vou sugerir o Innervisions. Falta um. Um álbum de soul music que eu adoro, mas que é pouco conhecido, é o Women's Love Rights da Laura Lee, uma cantora EXCEPCIONAL. A versão de Since I Fell For You contida nesse disco é um dos maiores momentos da história da soul music. [Vou ter que incluir mais um disco: Anthology, dos Temptations. Não dá pra viver feliz sem as vozes de David-Eddie-Paul-Melvin-Otis. Esse disco duplo resume bem não só a história do grupo vocal, mas também a gloriosa história da Motown nos anos 60 e 70.]

Vale o revival que gente como Mayer Hawthorne, Raphael Saadiq, Michael Kiwanuka e outros vêm fazendo?

Questão difícil. Como dizia o Raul Seixas, ''eu devia estar contente'' com esse revival, mas não estou 100% contente, por uma razão simples: nenhum dos proponentes do revival de soul music conseguiu chegar perto dos artistas do passado em termos de emoção, técnica, originalidade e bom gosto. Soul music é uma forma de arte que, como o blues, requer inteligência, disponibilidade (e controle) emocional e grande bagagem existencial. Os veteranos (muito estão vivos, mas não recebem a devida atenção do público e da mídia) INVENTARAM essa música. O que os novos fazem, alguns com muita competência, é copiar o que eles ouviram em discos. Os que vieram depois já encontraram tudo pronto. Entre as estrelas do revival há veteranos como a Sharon Jones e o Charles Bradley. Esses dois estavam esquecidos, mas foram resgatados pelo revival. Esse é um lado positivo da coisa, o resgate de alguns veteranos.  No geral, nenhum disco do ''novo soul'' tem estatura para competir com a produção dos anos 60 e 70 (nem vou falar dos anos 50 e 40, a era do R&B, seria covardia). Isso é fato. Talvez para os garotos de hoje tudo seja novo e excitante, mas eu, que estou mergulhado no mundo da soul music de forma consciente desde os 11 anos (vou fazer 50 agora em julho), já ouvi tudo isso antes. [P.S.: Mayer Hawtorne é superestimado, o cara não tem voz.] 

Beatles e Stones. Stones e Beatles. O que um tem que o outro não?

A minha vida está tão impregnada de Beatles e de Stones que eu não consigo decidir de qual banda eu gosto mais. Às vezes preciso de Beatles, às vezes preciso de Stones. As duas bandas têm a minha eterna admiração.

Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo? 

Tenho TODOS os discos solo do Gabriel e só alguns do Genesis na minha coleção. Isso indica a minha preferência, não é? Gabriel cresceu muito como artista quando saiu da moldura do progressivo inglês dos anos 70. Ele ficou livre para flertar com música africana, new wave, música eletrônica, minimalismo (San Jacinto é puro Steve Reich), soul (Shock the Monkey é uma mutação do som da Motown dos anos 60), pop e outros ritmos. Os discos solo do Gabriel são um primor em termos de design sonoro. Isso sem falar nas lindas canções e naquela voz. Gabriel solo, sempre. 



Quem está fazendo coisa boa hoje no Brasil?

André Mehmari. Esse é gênio.

O que tem essa cena de indie rock lá de fora? É pra tanto barulho? É notável os - digamos - descolados daqui abraçando essa penca de bandas chinfrim com força. Ou sempre teve isso?

Sou um inimigo da mentalidade indie dos deformadores de opinião. Ao adotar e difundir a música feia, "realista" e "alternativa" como paradigma cultural, essa gente abriu a caixa de Pandora e liberou os maus espíritos que fazem música popular hoje. A cena está cheia de gente que não sabe cantar e não sabe tocar, mas que faz "música". A mentalidade indie não é nova, é coisa do punk/pós-punk. Até a primeira metade dos anos 70 havia muita variedade musical nas rádios e nas festas e os gêneros conviviam civilizadamente uns com os outros. Na segunda metade dos 70 a cena se partiu ao meio: de um lado, o pop, de outro a música "alternativa" (no caso, punk rock e rock pós-punk). A cultura do rock adotou postura messiânica e ficou menos permeável. A cena musical não pode ser totalmente dominada por um estilo, precisamos de diversidade. Enquanto a máquina de propaganda indie estiver funcionando, a cena da música pop vai continuar a ser a porcaria que é hoje.

Radiohead é isso tudo?

Quem ouviu Brian Eno, Robert Fripp, krautrock, PiL e música de vanguarda do século XX antes do surgimento do Radiohead não encontrou novidade na música do grupo. Ok Computer é um disco importante porque propôs uma reflexão sobre a alienação da cultura cibernética no momento certo. É um bom grupo, talvez seja um dos melhores em atividade hoje, tem ótimas gravações, mas não dá pra dizer que estão entre os maiores de todos os tempos ou algo do tipo.



Qual foi o álbum dos anos 2000?

Pra mim foi Nashville, do Solomon Burke, lançado em 2006. Obra-prima de country soul.

O que você está ouvindo? 

Neste momento ouço o barulho do meu ventilador de teto, rsrsrsrs.


13.6.12

WOON


Coisa nova do Jamie Woon.



Toque árabe e aquela boa dose de reverb. Só melhora.

12.6.12

com delay


Não consegui pintar aqui para falar dos dois últimos shows que vi. Primeiro, um espetacular Los Hermanos na Fundição. É a banda perfeita para adoradores e detratores, mas, não tem jeito, é a banda de uma geração. E há muito de música ali entre aqueles quatro camaradas de barba - e hoje bem mais maduros. Camelo e Amarante são ótimos compositores. Houve uma volta com louvor ao primeiro álbum - que ficara de fora quando a banda enveredou pelas influências de música brasileira e fez coisas como Bloco e Ventura. Sim, é compreensível que certo ar de banda de universidade não combinasse com o amadurecimento precoce que se instalou em músicas como Todo Carnaval Tem Seu Fim, Veja Bem Meu Bem, Samba a Dois, Conversa de Botas Batidas e por aí vai. Deixar de lado o primeiro disco, parecia absurdo em 2004, mas, hoje, a gente vê que havia sentido. Hoje, até Anna Julia está nos shows. E não há quem não cante. Afinal, esgotada ou não, é uma música pop perfeita. Foi bonito ver a banda em ação e tomara que voltem.

O outro foi Joe Bonamassa, da nova geração do blues rock. O que Bonamassa fez foi um passeio por clássicos de blues, coisas muito boas de sua carreira solo e uma chuva de solos de guitarra. Excelente guitarrista - toca muito -, Bonamassa ainda evidenciou que é ótimo cantor, com uma voz afiadíssima.

Volto para falar do BMW Jazz Festival, com delay já habitual. Mas por enquanto dá para acompanhar minhas primeiras - e leves - impressões lá no blog do festival.


6.6.12

MUSE

The 2nd Law, novo do Muse, sai em setembro. Fiquei surpreso com esse dubstep aí e tem uma trilha cheia de pompa também na primeira metade.

5.6.12

pr'acordar



A turma lá do Peter Gabriel está empenhada em resgatar vídeos, imagens etc. Hoje, eles soltaram essa Signal to Noise, com o próprio Nusrat Fateh Ali Khan mandando os vocais ao vivo. Espetacular. Lembrando que essa música só apareceria, gravada, anos depois, no UP, de 2002. O PG fica cozinhando essas coisas. E aproveitando: ele disse que na turnê-festinha-de-aniversário do SO terá coisa nova no palco.