17.2.12

crooner


Lembro que, descrente, fui a um show do Chris Cornell, quando sua turnê aportou por aqui uns anos atrás. Pintou ingresso e fui. Explico a minha baixa expectativa: uns anos antes tinha assistido o desastre que é a performance de Cornell naquele dvd do Audioslave, em Cuba. Voltando ao show que vi, com ele já em carreira solo, foi algo surpreendente do início ao fim. Arrebatador. Eu não esperava, nem de longe, aquilo. Cornell cantou muito e tudo que podia em quase três horas de show, encerrando de maneira apoteótica com Whole Lotta Love, do Zep. 

Tudo isso para dizer que ele continua -- apesar daquele fiasco Scream -- muito bem e cantando muito. Nessa abaixo, ele homenageou Whitney Houston com I Will Always Love You, da Dolly Parton, mas que Whitney elevou a um status inalcançável - e também insuportável - na música pop. É impressionante como ele canta o refrão pra fora e sustentando as notas com aquele drive que é identidade de sua voz. Demais.

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