28.2.12

JM



E essa nova do John Mayer? Achei média, morna. Battle Studies e Continuum têm baladas muito superiores. Mas o que importa é mesmo é que, depois da cirurgia, ele já anunciou uma turnê nos EUA e essa música aponta pro novo álbum, que deve sair em breve.

La Havas

Em falta por aqui, mas o ritmo está pesado. Enquanto isso: Lianne La Havas. Quem é essa menina? Vi no Blogotheque esses dias e fiquei fascinado com a voz e a calma dela.

26.2.12

+ cícero

E mais Cícero por aqui.



Taí o vídeo que fizemos com ele lá pro tocavideos. Ficou bonitão. Ponto Cego fecha o álbum muito bem.

22.2.12

tocavideos



Teaser do Cícero lá no tv.

20.2.12

Dylan


Preso em Changing of the Guards do Dylan. Fácil saber como fui fisgado: em primeiro lugar, a harmonia super esperta, que fica dando volta e, quando parece que vai resolver, volta para o começo do ciclo; depois, as backings seguindo a linha vocal com toque gospel; e para fechar, um Dylan super melodioso. Não tinha como ser diferente. A canção me libertou de outra, Beast of Burden. Já nessa dos Stones a isca ficou com a ginga de Mick Jagger e as guitarras de Keef e Ronnie conversando. As duas estão desde cedo no repeat. E mais: as duas são do mesmo ano, 1978. Dylan com o disco Street-Legal e os Stones com o Some Girls.


17.2.12

crooner


Lembro que, descrente, fui a um show do Chris Cornell, quando sua turnê aportou por aqui uns anos atrás. Pintou ingresso e fui. Explico a minha baixa expectativa: uns anos antes tinha assistido o desastre que é a performance de Cornell naquele dvd do Audioslave, em Cuba. Voltando ao show que vi, com ele já em carreira solo, foi algo surpreendente do início ao fim. Arrebatador. Eu não esperava, nem de longe, aquilo. Cornell cantou muito e tudo que podia em quase três horas de show, encerrando de maneira apoteótica com Whole Lotta Love, do Zep. 

Tudo isso para dizer que ele continua -- apesar daquele fiasco Scream -- muito bem e cantando muito. Nessa abaixo, ele homenageou Whitney Houston com I Will Always Love You, da Dolly Parton, mas que Whitney elevou a um status inalcançável - e também insuportável - na música pop. É impressionante como ele canta o refrão pra fora e sustentando as notas com aquele drive que é identidade de sua voz. Demais.

16.2.12

classe



Vídeo novo do Kiwanuka. É muito som isso aí. O disco tá no forno, quase saindo.

Bob


Dylan vem aí.

15.2.12

cover



Não sabia que o Elbow tinha gravado Working Class Hero, do Lennon. Ficou muito boa.

Sempre As Mesmas: Luiz Felipe Carneiro



Aqui nos arquivos do blog eu tinha uma entrevista com o chapa Luiz Felipe Carneiro, do excelente Esquina da Música. O blog parou, mas a gente fica na torcida do Luiz Felipe voltar com algo em breve, já que é um cara que também abre o campo -- fala de Metallica, de Elis e de Paul McCartney da mesma forma. Sempre me identifiquei com a direção do Esquina e começamos a trocar uma ideia por isso até. Quis convidá-lo aqui para a Sempre As Mesmas e, com atraso imperdoável, publico hoje, já em fevereiro de 2012, como a primeira do ano (as outras estão ali no canto na tag entrevistas). O tempo voa. E ah, o Luiz é também autor do ótimo livro da história do Rock in Rio. Agora chega de papo e vamos lá que ele tem coisas para falar sobre os de sempre: Miles, Radiohead, Peter Gabriel, Beatles, Stones etc.

Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?

R. Ian Gillan. Só por causa do "Made in Japan". Acredito que seja o bastante, não?

Neil Young: do rock ou do folk?

R. Ah, me desculpe, mas não tenho como escolher. Depende do meu estado de espírito. Mas confesso que, nos últimos três anos, só tenho escutado o Neil Younk folk.

Miles Davis vale em todas as fases?

R. Qualquer gênio vale em todas as fases. Mas eu gosto mesmo é dos dois primeiros quintetos dele (o primeiro com John Coltrane, Philly Joe Jones, Red Garland e Paul Chambers; o segundo, talvez ainda mais sensacional, com Herbie Hancock, Ron Carter, Wayne Shorter e Tony Williams)

E o Milton Nascimento?

R. O artista que gravou "Clube da Esquina". O artista que apresentou o show "Os tambores de Minas". O artista mais generoso que tive a sorte de conhecer.



Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday ou Sarah Vaughan?

R. Ella. O box dela com os songbooks de Cole Porter, Duke Ellington, Rodgers & Hart, Irving Berlin, George & Ira Gershwin, Harold Arlen, Johnny Mercer e Jerome Kern vale uma vida.

Quais são os seus três discos de jazz obrigatórios?

R. "A love supreme" (John Coltrane), "Song for my father" (Horace Silver) e "Diane" (Chet Baker & Paul Bley).

Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?

R. Os Beatles tinham a magia que nenhuma outra banda teve. Os Stones têm Keith Richards.

Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?

R. Acho que soube voar solo também, especialmente no início da sua carreira solo. Ele só poderia ser um pouquinho menos preguiçoso.

O que tem essa cena indie atual? É pra tanto barulho? Quem se salva?

R. Eu juro que não sei o que significa "indie". Não tem tanto tempo que alguns blogs auto-intitulados "indies" davam esse "status" ao Coldplay. E agora? Não é mais "indie"? Por quê? Por que lota estádios? E o Arcade Fire? É "indie"? Mas eles também lotam shows em grandes festivais. E ainda ganharam um Grammy de Álbum do Ano!! E o R.E.M.? O que é? Ou era, no caso? Os Strokes ainda são "indies", apesar de terem vendido milhões de discos? Definitivamente, não sei qual é o significado dessa palavra.

Radiohead é isso tudo?

R. Jamais diria que Radiohead é ruim. (Eu adorei até o rejeitado "The king of limbs".) Mas a considero a banda mais superestimada em todos os tempos. Para mim, o The National dá de um trilhão a zero.

Qual foi o álbum dos anos 2000?

R. Acho que precisaria pensar algumas horas para responder a essa pergunta, mas coloca aí o "Rated R", do Queens Of The Stone Age.

Qual o lançamento de 2011 até agora? (N.E. o bate-papo foi em outubro de 2011)

R. O que mais me emocionou foi o "Collapse into now", do R.E.M.. Ainda mais depois da separação da banda. Não consigo mais ouvir a última faixa, "Blue", com a Patti Smith e o Michael Stipe, sem ficar com lágrimas nos olhos.

O que você está ouvindo?

R. Nesse momento?? Them Crooked Vultures.

13.2.12

no GRAMMY


Ontem no Grammy: Dream Theater na beca. Quem diria.

10.2.12

VH VH VH


Van Halen chegou com tudo. Esse vídeo abaixo mostra que Eddie está recuperado, jovem e tocando muito novamente. Eu volto depois para falar do (ótimo) disco. 



lá fora

Enquanto isso o Dream Theater está rodando lá fora com a turnê do Dramatic Turn of Events. No site oficial tem data até abril só, quando entra Japão na rota. É possível que América do Sul apareça na agenda no segundo semestre. Vamos aguardar. 







Essas fotos do show do último show em Paris estão demais. Tem mais lá no site deles.


7.2.12

A segunda dose de Mayer no Circo


Falando então do Mayer, com certo atraso. Como esperado, o show - de novo via Queremos - foi tão bom quanto o primeiro, não tinha como ser diferente, ainda mais que, dessa vez, Mayer tinha o público ainda mais na mão, conhecia onde ia pisar e vinha abastecido de repertório (How Do You Do, segundo de inéditas, saiu ano passado) e estrada. O jogo já estava ganho. Mas Mayer e banda não entraram com salto alto e brindaram o público com aquele soul dele que passou a combinar tão bem com o verão do Rio. É impressionante. E ele disse que, se o povo quiser (e se movimentar), eles vêm sempre. O soulzão mais classe do primeiro e ótimo A Strange Arrangement esteve presente com várias faixas - Maybe So, Maybe No; Your Easy Lovin' Ain´t Pleasin' Nothin'; The Ills; Just Ain´t Gonna Work out; One Track Mind; I Wish it Would Rain e a título. Ou seja, quase todas do álbum, o que afirma o êxito do mesmo. E se o primeiro é mais na base do soul clássico, o segundo puxa também para aquela turma do blue-eyed-soul de Hall & Oates (presentes no set com Private Eyes), Doobie Brothers fase Michael McDonald e até algo de Beach Boys. Aliás, os Doobie são - digamos - reverenciados em A Long Time e Finally Falling, ótimas canções presentes no repertório do show no Circo, que bebem diretamente dessa fonte. Dreaming e Hooked também mostram que Mayer sabe das coisas e colocou na praça outro baita álbum ano passado. As músicas ainda crescem ao vivo, quando ganham força com a ótima banda de apoio, The County. A verdade é que ele pegou a fórmula e parece que não vai decepcionar. Ou ao menos, tão cedo. Já dá pra esperar um terceiro trabalho de alto nível. E mais: a voz de Mayer está melhor. Já dava para perceber isso no EP, depois o How Do You Do confirmou e agora, no show, ficou ainda mais claro. Ele mesmo fala disso em uma entrevista à Época.


É curioso ver como Mayer conquistou mesmo um público por aqui, todos cantavam as músicas, uma atrás da outra. Parecia que era um artista de 10 ou mais anos de carreira enfileirando hits de rádio de diversos discos. E não é bem assim. Mayer surgiu meio do nada nessa leva da turma que rebobinou o soul e pousou aqui naquele festival da Amy (e veio pra Lapa pelas mãos do Queremos), por acaso. O Rio de Janeiro abraçou o camarada e ele abraçou a cidade. Vai ser difícil um largar do outro agora. Uma visita por ano, sempre em janeiro, não seria nada mal. Foi uma noite com um astral irresistível aquela de sexta.


fab four


E esse curso de Beatles na PUC?

2.2.12

Segunda dose

Mayer Hawthorne anuncia sua turnê mundial nesse vídeo aí embaixo. Hoje ele passa por SP, amanhã tem no RJ, no Circo, para repedir a dose do ótimo show do ano passado. Pra amanhã: repertório crescido por conta do segundo disco e mais um ano de banda na bagagem. Depois conto como foi.