30.12.12

2013

Um 2013 especial para todos. O blog volta a ter um ritmo saudável no ano que vem. O segundo semestre foi puxado e acabei deixando esse espaço um pouco de lado. Mas deixo aqui 12 momentos musicais de 2012: Changing of the Guards, do Dylan. Música que mais ouvi no ano. O trio do Avishai Cohen que quase me fez estudar piano (super-heróis). O Blunderbuss do Jack White que me fez perder a implicância. O Koln Concert do Keith Jarrett que quase me fez estudar piano. O disco do Perfume Genius, que tem melodias lindas e um dos melhores falsetes da praça. O tema principal da trilha do Intocáveis que quase me fez estudar piano. O álbum do Alt-J (melhor surpresa do ano). Os quatro primeiros discos do Tim Maia. O DVD do 5 a Seco. O disco do Michael Kiwanuka. Truman Sleeps, composição do Philip Glass para o “Show de Truman”, que quase me fez estudar piano. E o Celebration Day, do Zeppelin, que é algo inacreditável. Foi por aí. Nos vemos em breve.

3.11.12

celebration day


Hoje tem segunda dose de Celebration Day, o tal show de reunião do Zeppelin. Na primeira, terça passada, foi espetacular ver Plant, Page, John Paul e Jason em ação, com aquele repertório que privilegiou os grandes momentos. Se tivemos uma surpresa, For Your Life com certeza ocupou esse espaço. Com as músicas adaptadas para uma região tonal mais confortável, Plant estava elegante, solto e cantando muito, mas muito. Era muita coisa para pensar enquanto o show acontecia na telona, com o som baixo no início, mas a principal delas era a integridade artística que o Zeppelin conseguiu blindar. É uma coisa inatingível. Pelas cadeiras, uns batiam palmas, outros davam pequenos gritos, outros ameaçavam se levantar, curvavam o corpo para frente, alguns apenas ficavam parados, bobos, o meu caso. Não tem cena backstage, nem entrevista para - como se precisasse - eles falarem da importância daquele show e blá blá blá. É só a música do Zeppelin. E ponto. Para a sorte de todos nós, Celebration Day vem aí em DVD, Blu-Ray etc.

30.10.12

pra baixar


Alvinho Lancelotti soltou ontem seu primeiro disco solo "O tempo faz a gente ter esses encantos", enquanto seu ótimo Fino Coletivo descansa e prepara o terreno para um terceiro álbum, sucessor do excelente Copacabana. Está disponível para download no site dele e também para venda aqui

28.10.12

caetano e gil


Tropicália, o doc, é ótimo. É certo que, a partir de agora, Gil e Caetano passem a frequentar mais minha casa. É certeiro, logo no início, quando Caetano fala em não ter entrando na coisa do anti-americanismo, primeiro por admirar o cinema de lá, assim como a música etc, e, depois, por desconfiar dessa coisa de aderir a algo tão facilmente, como fora na época com as pessoas. O momento do Tom Zé com aquela tela é hilário e instigante. Lembro que, no curso de Beatles, na PUC, que desisti no meio por achar que estava longe do ideal, a aula mais interessante foi a que um dos professores - Julio, acho, não vou checar agora - falou sobre a influência dos fab four nos artistas brasileiros e contou como Gil e Caê piraram aquilo. Mais Gil, se não me falha. E como eles estavam lá fora, como tinham cabeças iluminadas. E sim, ontem, assistindo o doc, pensava justamente nisso: como esses dois sempre foram especiais na maneira de pensar tudo. Não só música. O negócio agora é revirar os discos. Começando pelo Transa, o do exílio em Londres e o do Gil de 68. Não que fossem lacunas tão grandes aqui, sempre os admirei e ouvi direta ou indiretamente (rádios, coisas soltas, irmão mais velho, amigos etc etc etc), mas há aquele momento em que a chave vira e a gente começa a ver as coisas de outro jeito.


5.10.12

encontro

Último vídeo que produzimos lá com o tocavideos teve Tiago Iorc e Clarice Falcão. Ficou bonito.

4.10.12

o gruve do muse

O Muse quando não se leva tão a sério soa melhor, seja com aquelas pompas orquestradas ou com essas coisas como Panic Station. Ok, as pompas para quem está de fora podem soar como se o trio se levasse a sério demais. Mas não acho possível. Voltando à essa Panic Station, a terceira faixa do (confuso) The 2nd Law junta Prince, Michael Jackson, Queen e aquela turma que grooveou nos anos 80, como o INXS, numa coisa só. Resultado: soa uma colagem sem fim, mas é divertida e irresistível. Vale lembrar que Supermassive Black Hole já era meio Prince, meio Britney - e boa. 




2.9.12

Zimmer


Uma hora e vinte seis minutos de Hans Zimmer. Acabei de cair nisso no youtube. Aliás, isso me lembra que preciso vir aqui falar da passagem do Dream Theater pelo Rio. A ligação é que antes de a banda entrar, eles soltam, no apagar das luzes da casa, Dream is Collapsing, que Zimmer escreveu para a trilha do Inception. Coisa fina.

25.8.12

capricho pop 2


Fui pegar umas referências de vídeos de estúdio no youtube e dei de cara com essa Kimbra. O nome não me era estranho, já tinha lido por aí e depois, com ajuda da wikipedia, vi ser a menina que canta com o Gotye na supertocada Somebody That I Used to Know. Fato é que fiquei preso em Kimbra e umas apresentações dela no estúdio Sing Sing, na Austrália. Tem algo. Pegar o álbum será o próximo passo.


7.8.12

capricho pop



A Ana Maria Bahiana soltou no twitter algo como um Fleet Foxes mais pesado e linkou essa banda britânica chamada alt-J. Resolvi clicar, mesmo não achando mais o Fleet Foxes lá essas coisas - parei no primeiro disco, que é muito bom, sim. Para a minha surpresa o alt-J é muito mais que um Fleet Foxes pesado, é um desfile pop de extremo bom gosto e musicalmente cativante. É uma coisa prog pop, os vocais  são caprichados, as composições muito bem arranjadas... An Awesome Wave, primeiro deles, lançado esse ano, é um baita disco. A sequência Something Good, Dissolve Me e Matilda é um bom caminho que mostra a criatividade, acima da média, do quarteto. Corram atrás.






22.7.12

woon



E o Jamie Woon tocando esse clássico dos 90s?

18.7.12

das boas novas


Estou distante do Marillion faz tempo. Até me balancei com o anúncio do show no Rio, mas tem tempo que nem revisito meus favoritos, Brave e Seasons End. Eis que hoje, de pura curiosidade, dei o play na Power, nova música deles. Surpreendentemente boa. A começar pela voz de Steve Hogarth intacta. Depois dá para se deixar levar pelos climas que o teclado e a guitarra vão formando ao longo dos seis minutos.

15.7.12

made in israel


Mesmo com o trabalho lá pro BMW Jazz Festival, o jazz não tem aparecido muito em casa nos últimos meses. Coisa de mood - na língua de lá. Talvez um pouco saturado de improvisos e coisas do tipo, mesmo que o jazz vá além disso. E também não. Acontece; assim como acontece de haver encontros repentinos como o de alguns dias atrás. Esbarrei com a capa do Seven Seas, de Avishai Cohen, exposta na Travessa. Chamou atenção. Já tinha lido alguma coisa - ele veio ano passado em SP -, mas meu conhecimento era tão quase nada que pensava, até ler o encarte, que Avishai era o pianista. Engano meu, Avishai é o baixista, além de ser um monstro como compositor. O pianista é outro ser incrível, de 25 anos apenas, chamado Shai Maestro. Os dois fizeram uma revolução por aqui, me atropelaram musicalmente. Pouco tempo depois já havia avançado do Seven Seas para outros dois álbuns: Gently Disturbed (2008) e Continuo (2006).



O que de certa forma me pegou no disco de Avishai é que Seven Seas é formado por canções. Tem coisas de 3 minutos, como a bela Dreaming que abre o disco, com uma estrutura mais enxuta. Aliás, o piano em Dreaming é do próprio Avishai, que também domina as teclas. 


Há novos ares no jazz fusion de Avishai e parte disso vem da naturalidade em sublinhar as referências da cultura israelense. Quando no palco, o trio esbanja técnica e sensibilidade sem se perder na cartilha do improviso velho conhecido do mundo jazzístico. Espetacular.


Logo depois da faixa 2, About a Tree, entra a faixa-título com um tema de tirar o fôlego. Olha aí.





14.7.12

acordaram?

8.7.12

made in israel


Shai Maestro, pianista favorito da casa hoje. Ele é do trio do baixista Avishai Cohen. Volto pra falar do disco, Seven Seas, que não para de tocar por aqui. Mas no momento, já avancei, toca o álbum Gently Disturbed, também deles. 

Feras. Das brabas.

29.6.12

SA



Falando em Skunk Anansie: música nova aí numa rádio francesa. Skin cantando muito.

no cinema



E a Tropicália vem aí.

26.6.12

já pensou?


Ben L'Oncle Soul disse hoje no twitter que estão trabalhando por lá para uma turnê em setembro, por aqui. O pessoal do Queremos já tinha soltado uma pista no Facebook semanas atrás. Parece que é sério mesmo. O show do Ben é um baile soul de alto nível. Imperdível.

lá vem


Capa do novo do Skunk Anansie. Sai dia 17 de setembro. A casa aguarda.

Patti Smith & Neil Young



Uma das minhas favoritas do meu álbum favorito do Neil Young numa bela versão da Patti Smith. A faixa fecha o novo dela, Banga. Ficou lindo.

20.6.12

Sempre as Mesmas com o Zeca


Chamei o Zeca Azevedo, figura sempre com boas colocações musicais que conheci via Facebook, para participar aqui do Sempre as Mesmas. Zeca é de Porto Alegre, mas dá pra esbarrar com ele pelas páginas da Rolling Stone. O esquema vocês já conhecem, mas, pra quem está assistindo o programa pela primeira vez, faço - praticamente - as mesmas perguntas para pessoas diferentes. A ideia é levantar um bate-papo saudável envolvendo coisas que gosto (Peter Gabriel, Miles, Nina etc), interrogações (Radiohead tudo isso?) e uma ou outra coisa mais direcionada - no caso do Zeca, a soul music, assunto no qual ele é autoridade e sempre me interessa muito saber mais. Fiquem por aí e anotem o que interessar.


(addendum: tem mais gente ali na aba entrevistas -- Sérgio Martins, Renata D'Elia, Rafael Teixeira, Dapieve e por aí vai)


Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?



Com Ian Gillan, sem dúvida! O Deep Purple da fase Gillan-Blackmore-Lord-Glover-Paice é uma das maiores bandas de todos os tempos. A voz do Gillan nos anos 70 tinha uma beleza sobrenatural. A propósito, eu não gosto do Coverdale, é um poser xarope.



Miles Davis vale em todas as fases?

Sim, especialmente nas fases mais iradas (no sentido de raiva mesmo). Miles era o verdadeiro pantera negra, sempre desafiou as noções pré-concebidas a respeito dele e de sua música. Do lirismo das primeiras gravações à economia pop do final, tudo o que o cara fez merece atenção. Eu tenho mais de 30 discos do cara em casa (e ainda quero mais).

Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday ou Sarah Vaughan?

Todas essas e mais outras: Bessie Smith, Mahalia Jackson, Marion Williams, Clara Ward, as irmãs Clark, Dinah Washington, Mavis Staples, Helen Baylor, Shirley Caesar, Etta James, Aretha, Dionne Warwick, Gladys Knight, Diana Ross, Ronnie Spector, Laura Lee, Candi Staton, Irma Thomas, Lorraine Ellison, Bettye LaVette, Betty Wright, Chaka... a lista não termina. Quero todas pra mim, rsrsrsrs.

Quais são os três discos de soul obrigatórios?

Posso citar 3.000? 300? Citar 30 eu já acho impossível, 3 nem se fala. Preciso mesmo responder essa? Ok. Vou citar 3 discos obrigatórios pra mim mesmo, que marcaram a minha vida. A canção que fez de mim um escravo da soul music para todo o sempre foi Oh Girl, dos Chi-Lites. Isso aconteceu em 1973. Então, tenho que incluir o álbum A Lonely Man, produção magnífica do Eugene Record para o grupo que ele mesmo criou. Faltam dois. Um pouquinho depois de Oh Girl acender todos os dois neurônios do meu pequeno cérebro eu descobri You Are the Sunshine of My Life, do Stevie Wonder. Quando ouvi All in Love is Fair, virei fã para sempre. Stevie tem pelo menos uma dezena de discos que considero obrigatórios, mas vou sugerir o Innervisions. Falta um. Um álbum de soul music que eu adoro, mas que é pouco conhecido, é o Women's Love Rights da Laura Lee, uma cantora EXCEPCIONAL. A versão de Since I Fell For You contida nesse disco é um dos maiores momentos da história da soul music. [Vou ter que incluir mais um disco: Anthology, dos Temptations. Não dá pra viver feliz sem as vozes de David-Eddie-Paul-Melvin-Otis. Esse disco duplo resume bem não só a história do grupo vocal, mas também a gloriosa história da Motown nos anos 60 e 70.]

Vale o revival que gente como Mayer Hawthorne, Raphael Saadiq, Michael Kiwanuka e outros vêm fazendo?

Questão difícil. Como dizia o Raul Seixas, ''eu devia estar contente'' com esse revival, mas não estou 100% contente, por uma razão simples: nenhum dos proponentes do revival de soul music conseguiu chegar perto dos artistas do passado em termos de emoção, técnica, originalidade e bom gosto. Soul music é uma forma de arte que, como o blues, requer inteligência, disponibilidade (e controle) emocional e grande bagagem existencial. Os veteranos (muito estão vivos, mas não recebem a devida atenção do público e da mídia) INVENTARAM essa música. O que os novos fazem, alguns com muita competência, é copiar o que eles ouviram em discos. Os que vieram depois já encontraram tudo pronto. Entre as estrelas do revival há veteranos como a Sharon Jones e o Charles Bradley. Esses dois estavam esquecidos, mas foram resgatados pelo revival. Esse é um lado positivo da coisa, o resgate de alguns veteranos.  No geral, nenhum disco do ''novo soul'' tem estatura para competir com a produção dos anos 60 e 70 (nem vou falar dos anos 50 e 40, a era do R&B, seria covardia). Isso é fato. Talvez para os garotos de hoje tudo seja novo e excitante, mas eu, que estou mergulhado no mundo da soul music de forma consciente desde os 11 anos (vou fazer 50 agora em julho), já ouvi tudo isso antes. [P.S.: Mayer Hawtorne é superestimado, o cara não tem voz.] 

Beatles e Stones. Stones e Beatles. O que um tem que o outro não?

A minha vida está tão impregnada de Beatles e de Stones que eu não consigo decidir de qual banda eu gosto mais. Às vezes preciso de Beatles, às vezes preciso de Stones. As duas bandas têm a minha eterna admiração.

Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo? 

Tenho TODOS os discos solo do Gabriel e só alguns do Genesis na minha coleção. Isso indica a minha preferência, não é? Gabriel cresceu muito como artista quando saiu da moldura do progressivo inglês dos anos 70. Ele ficou livre para flertar com música africana, new wave, música eletrônica, minimalismo (San Jacinto é puro Steve Reich), soul (Shock the Monkey é uma mutação do som da Motown dos anos 60), pop e outros ritmos. Os discos solo do Gabriel são um primor em termos de design sonoro. Isso sem falar nas lindas canções e naquela voz. Gabriel solo, sempre. 



Quem está fazendo coisa boa hoje no Brasil?

André Mehmari. Esse é gênio.

O que tem essa cena de indie rock lá de fora? É pra tanto barulho? É notável os - digamos - descolados daqui abraçando essa penca de bandas chinfrim com força. Ou sempre teve isso?

Sou um inimigo da mentalidade indie dos deformadores de opinião. Ao adotar e difundir a música feia, "realista" e "alternativa" como paradigma cultural, essa gente abriu a caixa de Pandora e liberou os maus espíritos que fazem música popular hoje. A cena está cheia de gente que não sabe cantar e não sabe tocar, mas que faz "música". A mentalidade indie não é nova, é coisa do punk/pós-punk. Até a primeira metade dos anos 70 havia muita variedade musical nas rádios e nas festas e os gêneros conviviam civilizadamente uns com os outros. Na segunda metade dos 70 a cena se partiu ao meio: de um lado, o pop, de outro a música "alternativa" (no caso, punk rock e rock pós-punk). A cultura do rock adotou postura messiânica e ficou menos permeável. A cena musical não pode ser totalmente dominada por um estilo, precisamos de diversidade. Enquanto a máquina de propaganda indie estiver funcionando, a cena da música pop vai continuar a ser a porcaria que é hoje.

Radiohead é isso tudo?

Quem ouviu Brian Eno, Robert Fripp, krautrock, PiL e música de vanguarda do século XX antes do surgimento do Radiohead não encontrou novidade na música do grupo. Ok Computer é um disco importante porque propôs uma reflexão sobre a alienação da cultura cibernética no momento certo. É um bom grupo, talvez seja um dos melhores em atividade hoje, tem ótimas gravações, mas não dá pra dizer que estão entre os maiores de todos os tempos ou algo do tipo.



Qual foi o álbum dos anos 2000?

Pra mim foi Nashville, do Solomon Burke, lançado em 2006. Obra-prima de country soul.

O que você está ouvindo? 

Neste momento ouço o barulho do meu ventilador de teto, rsrsrsrs.


13.6.12

WOON


Coisa nova do Jamie Woon.



Toque árabe e aquela boa dose de reverb. Só melhora.

12.6.12

com delay


Não consegui pintar aqui para falar dos dois últimos shows que vi. Primeiro, um espetacular Los Hermanos na Fundição. É a banda perfeita para adoradores e detratores, mas, não tem jeito, é a banda de uma geração. E há muito de música ali entre aqueles quatro camaradas de barba - e hoje bem mais maduros. Camelo e Amarante são ótimos compositores. Houve uma volta com louvor ao primeiro álbum - que ficara de fora quando a banda enveredou pelas influências de música brasileira e fez coisas como Bloco e Ventura. Sim, é compreensível que certo ar de banda de universidade não combinasse com o amadurecimento precoce que se instalou em músicas como Todo Carnaval Tem Seu Fim, Veja Bem Meu Bem, Samba a Dois, Conversa de Botas Batidas e por aí vai. Deixar de lado o primeiro disco, parecia absurdo em 2004, mas, hoje, a gente vê que havia sentido. Hoje, até Anna Julia está nos shows. E não há quem não cante. Afinal, esgotada ou não, é uma música pop perfeita. Foi bonito ver a banda em ação e tomara que voltem.

O outro foi Joe Bonamassa, da nova geração do blues rock. O que Bonamassa fez foi um passeio por clássicos de blues, coisas muito boas de sua carreira solo e uma chuva de solos de guitarra. Excelente guitarrista - toca muito -, Bonamassa ainda evidenciou que é ótimo cantor, com uma voz afiadíssima.

Volto para falar do BMW Jazz Festival, com delay já habitual. Mas por enquanto dá para acompanhar minhas primeiras - e leves - impressões lá no blog do festival.


6.6.12

MUSE

The 2nd Law, novo do Muse, sai em setembro. Fiquei surpreso com esse dubstep aí e tem uma trilha cheia de pompa também na primeira metade.

5.6.12

pr'acordar



A turma lá do Peter Gabriel está empenhada em resgatar vídeos, imagens etc. Hoje, eles soltaram essa Signal to Noise, com o próprio Nusrat Fateh Ali Khan mandando os vocais ao vivo. Espetacular. Lembrando que essa música só apareceria, gravada, anos depois, no UP, de 2002. O PG fica cozinhando essas coisas. E aproveitando: ele disse que na turnê-festinha-de-aniversário do SO terá coisa nova no palco. 

30.5.12

agora no folk

Ainda não cresceu muito esse novo do John Mayer por aqui, mas tem seus bons momentos. Essa Age of Worry, por exemplo, é um deles. Tá caprichado, tem boas participações - o sopro de Chris Botti e os vocais de Crosby e Nash -, mas ainda está um pouco morno.

22.5.12

25th


Peter Gabriel anunciou hoje que vai deixar a orquestra na garagem, pegar um avião com a banda e seguir para EUA e Canadá para comemorar os 25 anos do álbum SO. Sim, aquela história de gente da formação que tocou no disco, execução de cabo a rabo e ainda hits de outras épocas completando o espetáculo. Certamente um dos grandes shows do ano, tomara que vire turnê, DVD etc. O nome do giro é Back To Front, mas será que ele vai tocar o SO de trás pra frente, começando por In Your Eyes (se ele se basear na versão em cd)? O Metallica vem fazendo isso com o Black Album, também aniversariante, começando por The Struggle Whitin e seguindo até Enter Sandman. Do ponto de vista *hits* até faz sentido esse caminho, mas... soa esquisito. No caso de Peter Gabriel o fim do ato seria com Sledgehammer e Red Rain. Faz sentido. Veremos.

20.5.12

POP



Ainda processando as referências. Tem desde obviedades como Tool e Pink Floyd ao pop chiclete de bandas tão vazias e nulas como um Backstreet Boys da vida. Mas a mistura faz sentido. E muito. Que coisa boa. 

Não deu para embedar o clipe aqui, que é excelente e vale a remada até o youtube.

19.5.12

Otis



Florence fez super bem esse clássico de Otis.

14.5.12

tá melhorando



Acertou nessa aí.

9.5.12

é só chegar


O Sónar está chegando - infelizmente só em SP nos próximos dias 11 e 12 - com coisa muito boa tipo Kraftwerk (de última hora no lugar da Bjork), Cee Lo, James Blake, Justice, Sakamoto, Four Tet e mais. Mas para ninguém ficar de fora, eles vão transmitir o show online pelo canal do festival no youtube. É só sintonizar aqui: http://www.youtube.com/sonarsaopaulo

Enquanto isso estão rolando alguns esquentas. Chega junto.

4.5.12

made in japan





Essa turma do Toe é do Japão. Lembro dessa You Go ter me fisgado uns anos atrás, mas me perdi do cd aqui no HD. Hoje pela manhã, por algum motivo, me lembrei e perguntei para a Lela sobre. Eu não lembrava mais o nome do grupo, muito menos da música. Ela disse e eu fui atrás de novo. O que me encanta nessa faixa é a capacidade do tema se repetir. Tem um quê de hipnose. Uma coisa meio em círculo. Lindo isso aí.

2.5.12

Esperanza



Ela é um charme e essa talvez seja a melhor música daquele segundo disquinho dela. Combinação perfeita de música pop e jazz. Gosto muito da parte C, quando a música muda de ambiente, vem um groove.

Tem classe a menina.

29.4.12

metallica e mais



O making of do Death Magnetic? Sério? Nem sabia que existia isso. Foi o Say que achou. Aliás, o próprio me convidou para dividir um tumblr. Quase não topei por ser mais uma coisa para fazer, mas o bom que lá consigo falar de coisas que não cabem aqui no SI. Sendo que é um lance mais rápido. Aqui você senta e passa um tempo, lá é uma coisa mais drive-thru.

Chega lá.

25.4.12

tocavideos e wilco


O tocavideos foi convidado para entrar no tributo ao Yankee Hotel Foxtrot -- disco do Wilco que fez aniversário de 10 anos anteontem -- que a turma do Rock'n'Beats organizou. Ana Clara, editora do site, me deu algumas opções de música e fui de Kamera, uma das minhas favoritas do álbum de Jeff Tweedy e cia. Compilamos umas imagens de arquivo e outras que fiz pelo Rio e Europa. A ideia era essa mesmo fazer uma espécie de arquivão, memórias e andanças. O vídeo segue abaixo, mas lá no site eu explico o conceito.

23.4.12

Piano


Where Breathing Starts é uma das melhores faixas do ótimo Changing Places, disco do pianista Tord Gustavsen. Para dias como esse, nublado e com cara de domingo, que faz hoje no Rio é mais do que uma boa pedida. Tord é da escola das poucas notas, do lirismo, e surpreende com leves ataques. A música passeia bem, flutua, com um toque meio hispânico. Ele é noruguês e veio ano passado para o BMW Jazz Festival.

19.4.12

RIP Levon


E a nova do RUSH?



Headlong Flight me lembrou aquele fase noventista deles, que gosto muito. Tá meio Counterparts, meio Test for Echo e isso com Rush clássico. Vem coisa boa aí. Tá demais.

18.4.12

SKIN e cia


Skunk Anansie tem sido a trilha dos últimos dias, principalmente Post Orgasmic Chill (99) e Wonderlustre (2010). Mas aqui quero falar mesmo do álbum de 99. A banda de Skin vinha de dois excelentes discos - Paranoid and Sunburnt e Stoosh - alternando canções perfeitamente pop, baladas delicadas e aventuras roqueiras com um pé no peso do heavy metal e outro na atitude do punk. Isso tudo com um ingrediente muito particular e fundamental: a voz da vocalista Skin. Negra, careca e dona de uma voz incrível, Skin é um fenômeno. A mulher é quase uma força da natureza. Ao vivo é hipnotizante, em performances incendiárias.

Eis que chegam no fim da década de 90 com um disco perfeito. Post Orgasmic Chill é um álbum para entrar no top 10 da década. É agressivo, pesado e cortante ao mesmo tempo em que é delicado, calmo e introspectivo. Ace é ótimo e esperto guitarrista e a cozinha é super afiada e segura com Cass e Mark.  Charlie Big Potato abre esquisita, pesada, progressiva, com intervenções eletrônicas, On My Hotel T.V. e Skank Heads são quase punks com Skin à toda, Lately e Secretly mostram a capacidade do quarteto de criar pérolas pop radiofônicas e You'll Follow me Down chega a ser comovente. E tem muito mais. Tem We Don´t Need Who You Are e Tracy's Flaw, por exemplo, com Skin mostrando ser uma vocalista completa, e um refrão pegajoso em Cheap Honesty.

E aí, na sequência, em sua melhor fase, a banda acaba. Skin voa solo com bons discos e o resto da turma se mete em outros projetos.



Corta para 2010, eles anunciam um retorno com uma coletânea -- e dentro três ótimas inéditas --, uma turnê e - oba - um disco de inéditas que saiu no comecinho de 2011, o tal Wonderlustre, que é excelente. Aqui embaixo Because of You, o single da volta em grande estilo. Talvez uma das melhores músicas do grupo. Uma porradaria de bom gosto e a Skin melhor do que nunca.



O rock não precisa ser preguiçoso, como se vê por aí aos montes hoje em dia. E a boa notícia: Skin e cia estão finalizando um novo trabalho.

13.4.12

RUSH



E esse aperitivo do RUSH?

Tá demais, mesmo com a capa horrorosa.

12.4.12

e a nova do Pantera?


É boa essa Piss. Vale dizer que, como sempre, o riff é matador. 




Claro, o que deixa ela melhor é o fato de ser inédita, saindo agora anos depois do fim da banda, morte do Dime etc. Ela está numa versão nova e deluxe do Vulgar Display of Power que está saindo do forno. E tem cara mesmo daquela evolução, em grande escala, do Cowboys.

5.4.12

3 coisas


Na cabeça: The Wall, de semana passada. Ainda me recuperando do impacto para falar algo aqui. No som: Mariana Aydar e seu ótimo disco Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo. E também, nesses últimos dias, o livro do Metallica, que bateu muito muito bem. A história da banda ficou ainda mais fascinante. Mas eu volto para falar sobre essas coisas.

28.3.12

Kavita


No momento toca a faixa-título, Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo, e muito bem. Coisa dela com o rapper Emicida. Os arranjos do Letieres são de luxo. Depois de ouvir Não foi em vão, que comentei aqui embaixo, resolvi comprar o cd, sem download antes. Prática cada vez mais rara, mas, até agora, a aposta está valendo.

24.3.12

samba afro



Um samba desconstruído com uma bateria levada no aro meio r&b, ao mesmo tempo que tem um acordeon e uma guitarra dedilhada. No refrão, entra mais coisa, entra sopro e um sotaque hermânico. Algumas saídas dos metais - com auxílio luxuoso de Leiteres Leite e orquestra - são puro Moacir Santos com leves dissonâncias, parecendo que o tom escorrega. E tudo isso com charme. A composição é da Thalma de Freitas e a voz é da Mariana Aydar em seu último disco Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo. Achei isso aí espetacular. 

22.3.12

LNN no RIO


Lenine chegou com o seu Chão anteontem ao Rio. Havia uma curiosidade, pelo menos da minha parte, de como aquele conceito do disco funcionaria no palco - e ainda ao lado de músicas de outras épocas. O pernambucano é um desses inquietos, isso a gente sabe, mas Chão ainda brincou com música concreta e não tem bateria, não tem - digamos - uma banda por trás. O tratamento é outro e com Lenine acompanhado apenas de seu filho Bruno e de  Tolstoi, seu companheiro de longa data no palco. Os dois revezam entre guitarrras, baixos, teclados e samplers. A comunicação no palco é muito forte, entre os músicos e entre as programações. Em Jack Soul Brasileiro, por exemplo, Lenine grava três ou quatro violões em sequência, um em cima do outro, para então começar a cantar.

A turnê, que começou em Recife sexta passada, agora segue pelo Brasil e tem um esquema de som com caixas instaladas na plateia. Dessas caixas saem os ruídos e efeitos que têm adornado as músicas novas e também outras da carreira. Um passo ainda mais experimental e caindo de cabeça no conceito seria apresentar o álbum na íntegra de uma vez só. Trinta minutos de uma tacada só, como é o disco. Mas aí o público que não tem embarcado na ideia seria ainda maior. De forma inteligente, Lenine separou o repertório por blocos -- três do novo e umas antigas e por aí vai.

Eu assistia o show ao mesmo tempo em que pensava se tem alguém no Brasil, hoje, com tanto carinho e cuidado com uma obra. Não é só gravar e levar para o palco, a coisa com Chão é quase artesanal. São muitos detalhes em cena. É um show diferente. Num encontro rápido na passagem de som, Lenine falou que muita coisa sensorial ficou apenas com o cinema, que os shows haviam perdido algo nos últimos tempos, ficando em uma forma muito básica.

A foto de Lenine com um arco e flecha invisível é do Diego Padilha, amigo e integrante da nossa equipe lá do tocavideos. Essa flecha do Lenine não está acertando todo mundo, mas isso acontece com qualquer trabalho que quebre expectativas. A ideia é levar para o palco uma experiência que vai além. É ver, ouvir e sentir. Inovar é importante e nesse caso estou do lado de quem abraçou.

20.3.12

LNN

Lenine chega hoje - amanhã também tem - no Oi Casagrande com a turnê do álbum Chão. Será que ele abre tocando o disco do início ao fim?



Nós acompanhamos os últimos ensaios, com o tocavideos, e estamos preparando algumas coisas como esse teaser aí.

16.3.12

fim de semana



Pegando carona lá no URBe: o Behind the Music do Pantera. De arrepiar.

addendum: Que história essa do Pantera. Desde o início num glam meio fake, passando pela mudança quando entrou Philip Anselmo para ser o frontman, até o inacreditável assassinato de Dimebag, em cima do palco, por um louco que não aceitava o fim do Pantera e a nova banda de Dime e seu irmão Vinnie Paul, o Damageplan. É aquele clássico caso de uma banda que acaba sendo levada para um lado negro pelas drogas e toda aquela vida de estada. Phil Anselmo, em determinado momento, não só bebia todas - como todos ali -, mas também partiu para remédios e doses pesadas de heroína. O motivo, segundo ele, era a busca por um alívio para as (insuportáveis) dores na coluna que ganhou devido ao estilo que levava para o palco. Phil era intenso e louco quando encarava uma plateia. Era o melhor vocalista que o Pantera poderia ter. E por isso, quando a crise tomou conta de uma forma insustentável, a melhor coisa foi cada um seguir pr'um lado. Phil seguiu com o Down e outros de um lado e Vinnie e Dime montaram o Damageplan. Não tinha como entrar ninguém no Pantera. Era o fim.  O grupo deixou uma discografia de altíssimo nível e um exemplo de metal a ser seguido. Tem três discos ali que são referência em qualquer momento que se fale de música pesada: Cowboys From Hell, Vulgar Display of Power e Far Beyond Driven. Este último atingindo o primeiro lugar da Billboard quando lançado. E não tinha nada mais pesado que aquilo naquele momento. Demais. Dimebag, por sua vez, fez história na guitarra. Os últimos minutos, que focam em sua morte e a repercussão, são emocionantes. 

15.3.12

aí tem

Peter Gabriel manda avisar que trabalha em 12 novos temas.

metallica


Essa biografia do Metallica promete. Mick Wall, que já escreveu sobre o Zep, agora disseca a história do grupo e, segundo ele, mostra que o Metallica sempre buscou a massa, mesmo resistindo a coisas do mainstream como o videoclipe (só veio com One, já no quarto disco) e o mais interessante: que a banda, nos 80s mesmo, já havia saído do mundo do heavy metal, de Iron Maiden e Slayer, e entrado para o patamar de um U2 ou um Stones. Aqui no Globo Online.

14.3.12

STONES 50th


A turnê dos Stones de 50 possivelmente em 2013. Bill Wyman em algumas jams e podendo integrar o grupo ano que vem. É isso. Lá na Rolling Stone.

13.3.12

Duran Duran



Ficou médio o cover de Come Undone. Esse grupo do Allen com o Portnoy realmente continua a não fisgar. Nem vou pro álbum, dava pra fazer melhor aí.

12.3.12

top três

E os discos que estão no topo aqui. Vamos lá.


Home Again, de Michael Kiwanuka. Por aqui já era o mais esperado do ano até agora e não decepcionou. Talvez Kiwanuka seja o grande nome do soul em 2012. Como falei lá no Epístolas, num papo com o Tex, e reproduzo aqui, o que me chamou atenção foi que ele não é descaradamente retrô (Saadiq); não é açucarado (Maxwell); não é espafalhatoso e com vocais negróides (Cee Lo); não é divertido e ensolarado (Mayer) e nem modernão (Jamie Lidell). Kiwanuka traz uma coisa do violão, do Richie Havens, do Bill Withers. Não tem explosão, tem sensibilidade, lirismo. Veio pra ficar. Baita disco.


Chão, de Lenine. Ainda não tinha chegado nesse novo, apenas lido por aí sobre o conceito, a jogada da música concreta, a formação reduzida só com Tolstoi e, pela primeira vez?, o filho Bruno. A primeira faixa, que dá nome ao álbum, bateu de primeira. É um som muito novo, embora mantenha a identidade - e os clichês pro bem - de Lenine. O fio que conduz é o violão quebrado, a sensação de música intensa. Ao longo do disco também esbarramos com aquele bom gosto para baladas ("Amor é pra quem ama", "Uma canção e só"). A veia rocker de sempre aparece em "Se não for amor, eu cegue" com um riff grudento.  Não é catchy, é experimental. Não tem apelo pop, aquele single de cara. Tudo isso harmonizado com  passos no chão, coração batendo, motoserra e outros ruídos. A única que não ganha um elemento desses é a espetacular "Tudo que me falta, nada que me sobra". Entre as tentativas de sair do mesmo que rondaram os álbuns de Lenine e o de Gal com Caê, não tenho dúvidas que fico com o primeiro. O segundo, que voltou numa discussão no último sábado com amigos, me parece muito conceito para pouca música. O do pernambucano é pra se escutar numa tacada só, do início ao fim, num tempo que bate a marca de 28 minutos em dez músicas. Há uma sensação de obra perfeita no final de tudo. A turnê começa no Recife no próximo dia 16, depois vem pro Rio, e mantém o formato: Lenine, Bruno e Tolstoi apenas. Será ainda curioso ver como as músicas antigas entrarão na nova onda. 


Esse apareceu ontem, depois que vi lá no Lúcio. Perfume Genius na verdade é banda de um homem só. Mike Hadreas faz algo próximo de James Blake e Jamie Woon. Tem muito teclado, músicas calmas, ambientações e uma voz frágil, com muito falsete. Depois falo mais dele.


7.3.12

CSN


Confirmado Crosby, Stills & Nash no Rio. O show acontece no domingo 13 de maio, depois de passar por SP (10) e BH (12). Bela oportunidade de ver e ouvir aqueles vocais impecáveis.

1.3.12

JM II


Taí a capa. Sem gel no cabelo, sem pose de galã, parece que a onda vem mesmo puxando para a coisa folk que ele disse ter sido influência para as últimas composições. O single - post aí embaixo - não bateu muito, mas vamos ver como vem o trabalho. E cabe dizer que pode ser interessante um certo distanciamento com a estética - muito bem sucedida - dos dois últimos discos, Continuum e Battle Studies, que são nota dez. O novo sai em maio.


28.2.12

JM



E essa nova do John Mayer? Achei média, morna. Battle Studies e Continuum têm baladas muito superiores. Mas o que importa é mesmo é que, depois da cirurgia, ele já anunciou uma turnê nos EUA e essa música aponta pro novo álbum, que deve sair em breve.

La Havas

Em falta por aqui, mas o ritmo está pesado. Enquanto isso: Lianne La Havas. Quem é essa menina? Vi no Blogotheque esses dias e fiquei fascinado com a voz e a calma dela.

26.2.12

+ cícero

E mais Cícero por aqui.



Taí o vídeo que fizemos com ele lá pro tocavideos. Ficou bonitão. Ponto Cego fecha o álbum muito bem.

22.2.12

tocavideos



Teaser do Cícero lá no tv.

20.2.12

Dylan


Preso em Changing of the Guards do Dylan. Fácil saber como fui fisgado: em primeiro lugar, a harmonia super esperta, que fica dando volta e, quando parece que vai resolver, volta para o começo do ciclo; depois, as backings seguindo a linha vocal com toque gospel; e para fechar, um Dylan super melodioso. Não tinha como ser diferente. A canção me libertou de outra, Beast of Burden. Já nessa dos Stones a isca ficou com a ginga de Mick Jagger e as guitarras de Keef e Ronnie conversando. As duas estão desde cedo no repeat. E mais: as duas são do mesmo ano, 1978. Dylan com o disco Street-Legal e os Stones com o Some Girls.


17.2.12

crooner


Lembro que, descrente, fui a um show do Chris Cornell, quando sua turnê aportou por aqui uns anos atrás. Pintou ingresso e fui. Explico a minha baixa expectativa: uns anos antes tinha assistido o desastre que é a performance de Cornell naquele dvd do Audioslave, em Cuba. Voltando ao show que vi, com ele já em carreira solo, foi algo surpreendente do início ao fim. Arrebatador. Eu não esperava, nem de longe, aquilo. Cornell cantou muito e tudo que podia em quase três horas de show, encerrando de maneira apoteótica com Whole Lotta Love, do Zep. 

Tudo isso para dizer que ele continua -- apesar daquele fiasco Scream -- muito bem e cantando muito. Nessa abaixo, ele homenageou Whitney Houston com I Will Always Love You, da Dolly Parton, mas que Whitney elevou a um status inalcançável - e também insuportável - na música pop. É impressionante como ele canta o refrão pra fora e sustentando as notas com aquele drive que é identidade de sua voz. Demais.

16.2.12

classe



Vídeo novo do Kiwanuka. É muito som isso aí. O disco tá no forno, quase saindo.

Bob


Dylan vem aí.

15.2.12

cover



Não sabia que o Elbow tinha gravado Working Class Hero, do Lennon. Ficou muito boa.

Sempre As Mesmas: Luiz Felipe Carneiro



Aqui nos arquivos do blog eu tinha uma entrevista com o chapa Luiz Felipe Carneiro, do excelente Esquina da Música. O blog parou, mas a gente fica na torcida do Luiz Felipe voltar com algo em breve, já que é um cara que também abre o campo -- fala de Metallica, de Elis e de Paul McCartney da mesma forma. Sempre me identifiquei com a direção do Esquina e começamos a trocar uma ideia por isso até. Quis convidá-lo aqui para a Sempre As Mesmas e, com atraso imperdoável, publico hoje, já em fevereiro de 2012, como a primeira do ano (as outras estão ali no canto na tag entrevistas). O tempo voa. E ah, o Luiz é também autor do ótimo livro da história do Rock in Rio. Agora chega de papo e vamos lá que ele tem coisas para falar sobre os de sempre: Miles, Radiohead, Peter Gabriel, Beatles, Stones etc.

Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?

R. Ian Gillan. Só por causa do "Made in Japan". Acredito que seja o bastante, não?

Neil Young: do rock ou do folk?

R. Ah, me desculpe, mas não tenho como escolher. Depende do meu estado de espírito. Mas confesso que, nos últimos três anos, só tenho escutado o Neil Younk folk.

Miles Davis vale em todas as fases?

R. Qualquer gênio vale em todas as fases. Mas eu gosto mesmo é dos dois primeiros quintetos dele (o primeiro com John Coltrane, Philly Joe Jones, Red Garland e Paul Chambers; o segundo, talvez ainda mais sensacional, com Herbie Hancock, Ron Carter, Wayne Shorter e Tony Williams)

E o Milton Nascimento?

R. O artista que gravou "Clube da Esquina". O artista que apresentou o show "Os tambores de Minas". O artista mais generoso que tive a sorte de conhecer.



Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday ou Sarah Vaughan?

R. Ella. O box dela com os songbooks de Cole Porter, Duke Ellington, Rodgers & Hart, Irving Berlin, George & Ira Gershwin, Harold Arlen, Johnny Mercer e Jerome Kern vale uma vida.

Quais são os seus três discos de jazz obrigatórios?

R. "A love supreme" (John Coltrane), "Song for my father" (Horace Silver) e "Diane" (Chet Baker & Paul Bley).

Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?

R. Os Beatles tinham a magia que nenhuma outra banda teve. Os Stones têm Keith Richards.

Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?

R. Acho que soube voar solo também, especialmente no início da sua carreira solo. Ele só poderia ser um pouquinho menos preguiçoso.

O que tem essa cena indie atual? É pra tanto barulho? Quem se salva?

R. Eu juro que não sei o que significa "indie". Não tem tanto tempo que alguns blogs auto-intitulados "indies" davam esse "status" ao Coldplay. E agora? Não é mais "indie"? Por quê? Por que lota estádios? E o Arcade Fire? É "indie"? Mas eles também lotam shows em grandes festivais. E ainda ganharam um Grammy de Álbum do Ano!! E o R.E.M.? O que é? Ou era, no caso? Os Strokes ainda são "indies", apesar de terem vendido milhões de discos? Definitivamente, não sei qual é o significado dessa palavra.

Radiohead é isso tudo?

R. Jamais diria que Radiohead é ruim. (Eu adorei até o rejeitado "The king of limbs".) Mas a considero a banda mais superestimada em todos os tempos. Para mim, o The National dá de um trilhão a zero.

Qual foi o álbum dos anos 2000?

R. Acho que precisaria pensar algumas horas para responder a essa pergunta, mas coloca aí o "Rated R", do Queens Of The Stone Age.

Qual o lançamento de 2011 até agora? (N.E. o bate-papo foi em outubro de 2011)

R. O que mais me emocionou foi o "Collapse into now", do R.E.M.. Ainda mais depois da separação da banda. Não consigo mais ouvir a última faixa, "Blue", com a Patti Smith e o Michael Stipe, sem ficar com lágrimas nos olhos.

O que você está ouvindo?

R. Nesse momento?? Them Crooked Vultures.

13.2.12

no GRAMMY


Ontem no Grammy: Dream Theater na beca. Quem diria.

10.2.12

VH VH VH


Van Halen chegou com tudo. Esse vídeo abaixo mostra que Eddie está recuperado, jovem e tocando muito novamente. Eu volto depois para falar do (ótimo) disco. 



lá fora

Enquanto isso o Dream Theater está rodando lá fora com a turnê do Dramatic Turn of Events. No site oficial tem data até abril só, quando entra Japão na rota. É possível que América do Sul apareça na agenda no segundo semestre. Vamos aguardar. 







Essas fotos do show do último show em Paris estão demais. Tem mais lá no site deles.


7.2.12

A segunda dose de Mayer no Circo


Falando então do Mayer, com certo atraso. Como esperado, o show - de novo via Queremos - foi tão bom quanto o primeiro, não tinha como ser diferente, ainda mais que, dessa vez, Mayer tinha o público ainda mais na mão, conhecia onde ia pisar e vinha abastecido de repertório (How Do You Do, segundo de inéditas, saiu ano passado) e estrada. O jogo já estava ganho. Mas Mayer e banda não entraram com salto alto e brindaram o público com aquele soul dele que passou a combinar tão bem com o verão do Rio. É impressionante. E ele disse que, se o povo quiser (e se movimentar), eles vêm sempre. O soulzão mais classe do primeiro e ótimo A Strange Arrangement esteve presente com várias faixas - Maybe So, Maybe No; Your Easy Lovin' Ain´t Pleasin' Nothin'; The Ills; Just Ain´t Gonna Work out; One Track Mind; I Wish it Would Rain e a título. Ou seja, quase todas do álbum, o que afirma o êxito do mesmo. E se o primeiro é mais na base do soul clássico, o segundo puxa também para aquela turma do blue-eyed-soul de Hall & Oates (presentes no set com Private Eyes), Doobie Brothers fase Michael McDonald e até algo de Beach Boys. Aliás, os Doobie são - digamos - reverenciados em A Long Time e Finally Falling, ótimas canções presentes no repertório do show no Circo, que bebem diretamente dessa fonte. Dreaming e Hooked também mostram que Mayer sabe das coisas e colocou na praça outro baita álbum ano passado. As músicas ainda crescem ao vivo, quando ganham força com a ótima banda de apoio, The County. A verdade é que ele pegou a fórmula e parece que não vai decepcionar. Ou ao menos, tão cedo. Já dá pra esperar um terceiro trabalho de alto nível. E mais: a voz de Mayer está melhor. Já dava para perceber isso no EP, depois o How Do You Do confirmou e agora, no show, ficou ainda mais claro. Ele mesmo fala disso em uma entrevista à Época.


É curioso ver como Mayer conquistou mesmo um público por aqui, todos cantavam as músicas, uma atrás da outra. Parecia que era um artista de 10 ou mais anos de carreira enfileirando hits de rádio de diversos discos. E não é bem assim. Mayer surgiu meio do nada nessa leva da turma que rebobinou o soul e pousou aqui naquele festival da Amy (e veio pra Lapa pelas mãos do Queremos), por acaso. O Rio de Janeiro abraçou o camarada e ele abraçou a cidade. Vai ser difícil um largar do outro agora. Uma visita por ano, sempre em janeiro, não seria nada mal. Foi uma noite com um astral irresistível aquela de sexta.