30.6.11

PG

Acima capa do New Blood e do New Blood Live in London, os dois lançamentos de Peter Gabriel agendados para o segundo semestre. O primeiro é gravado em estúdio, com orquestra - no guitars, no drums, como ele diz -, e um repertório todo de suas composições próprias no formato sinfônico. O segundo é um show - filmado também em 3D - da turnê do Scratch my Back, o tal último álbum com covers e orquestra, que é onde pega carona todo o 2011 de Gabriel, inclusive sua passagem pelo Brasil, em novembro, no SWU. Então, aproveitando: passada a euforia de ter Peter Gabriel anunciado para o festival, me preocupa um pouco a receptividade do público. Esse é um espetáculo que não joga para a massa. É uma abordagem que exige um ouvido mais paciente e que tem dividido mesmo quem o admira. São músicas densas, arranjos não muito convencionais e não tem a banda de Gabriel por trás, o que deixaria o formato mais palpável para os desavisados. É show para um teatro, para se ver sentado, sem interferência, e não para um festival, ao ar livre. Dependendo do dia em que for escalado e como isso será feito (horário) poderá provocar leves tilts no público. E a boa ideia se tornará um erro. Tirando isso, sim, a sacada do SWU foi surpreendente. Foi uma jogada esperta, embora arriscada. Mas que venha novembro.

Di Melo


Semana de atropelamentos. Ia falar do Peter Gabriel no SWU, ficou para depois. Ontem, a nova do Dream Theater, mas vai ficar para depois também. No momento, um post rápido e rasteiro sobre o Di Melo, soulman pernambucano com matéria hoje no Globo. Fui atrás e me deparei com um groove irresistível. Tem estilo, tem ginga, tem classe e 1 disco apenas, lançado 35 anos atrás. Por enquanto o play, depois volto com a programação normal.

29.6.11

Nova


A nova era do Dream Theater começa hoje. Daqui a pouco, 12h de Brasília, a banda solta a nova música que estará no A Dramatic Turn of Events, que sai em setembro. É a primeira da nova fase, sem a bateria, a identidade e a liderança de Mike Portnoy, e com John Petrucci (foto) mais à frente de tudo. Isso pode ter acontecido pro bem. O grupo precisava respirar. Precisava de sangue novo. Semana que vem, dia 4, a estreia é ao vivo, em Roma. Venho falar da música já já. Enquanto isso, correndo por fora, Mike Portnoy já fez o debut de sua nova banda com Russel Allen, Adrenaline Mob, com um show no fim de semana. Tem um video de Mob Rules, do Sabbath, já no youtube. Eles ainda tocaram uma versão heavy de Come Undone, do Duran Duran, mas, infelizmente, sem video por enquanto. E depois falo da sacudida em 2011 (pelo menos por aqui) que fez o anúncio de Peter Gabriel no line-up do SWU.

28.6.11

Confirmou

Peter Gabriel confirmado no SWU, em novembro. Depois falo mais.

MJ nos anos 90


Eu e Renata praticamente dissecamos o Dangerous via gtalk nos últimos dias. Não sei quem começou, mas ela, com categoria e classe, escreveu sobre o disco do MJ em sua série Revisitando. Como quem faz uma introdução rápida antes de chamar a pessoa da plateia para vir falar no palco, mando aqui: Dangerous me marcou, e muito. Primeiro pelo clipe de Black or White no Fantástico (onde você estava essa hora?) e, depois, pelas batidas fortes e os arranjos cheios, pomposos, que traziam um Michael atualizado (e atualizando), pro bem e pro mal. Sobra nota na massa sonora e tem uma ou outra coisa descartável, mas tem canções fortíssimas - Who Is It é top -, que sobrevivem. Ainda gosto da maneira que o cd transparece a cultura dos anos 90 - MTV, Bart Simpson, Michael Jordan, Macaulay Culkin, Slash...

Mas a Renata fala melhor disso. Chega lá.

27.6.11

Peter Gabriel no SWU

É o que estão dizendo por aí. E ainda Neil Young e/ou Dylan para o mesmo dia. A escalação sai amanhã.

26.6.11

Ventura


Afirmando a criatividade de pintar o rock com diferentes tintas que começara, de fato, no Bloco do Eu Sozinho, os Hermanos lançaram Ventura em 2003, um disco belíssimo do início ao fim. A primeira sequência de Camelo já dá as cartas: o sambinha Samba a Dois, com ótimo solo do Bruno; o hit O Vencedor e a quase singela Tá Bom. Amarante chega pro jogo com a dupla Último Romance e Sétimo Andar e, pronto, nem estamos na metade do álbum e a banda tinha ido além do Bloco. Daí pra frente é a consagração dos Hermanos como os melhores de sua geração em um terreno, ok, praticamente sem concorrentes. Ou algum outro grupo teve uma faixa como A Outra? Ou Conversa de Botas Batidas? Ou De Onde Vem a Calma? Ou Deixa O Verão? Isso sem contar o desabafo na roqueira e estridente Cara Estranho.

Assim como os mestres de Liverpool, ainda tinha a rivalidade - saudável - dos compositores internos, afinal Camelo e Amarante dividiam, de forma tão distinta, suas composições e suas vozes. Assim como numa boa big band, a força evocada pelo naipe de sopros era algo que jamais poderia ser abandonado como foi no álbum seguinte, o 4. Resultado: o disco soou pálido e sem força, tentando flertar com uma sonoridade que, sim, poderia salvar a banda no dever de fazer a sequência de um álbum tão forte e importante como o Ventura. Mas não deu.

A fase de ouro que compreende Bloco e Ventura - sem esquecer do álbum de estreia - está registrada no dvd gravado no Cine Íris. Ali está a banda Los Hermanos em sua melhor fase, indo além e colhendo os louros. Mereciam qualquer comoção, mesmo aquelas exageradas.




24.6.11

Sempre as Mesmas: Renata D`Elia


Chamei a Renata D'Elia para mais uma edição do Sempre as Mesmas aqui no blog. Renata é jornalista, escolhe sempre uma programação esperta no Facebook, e tem - como ela gosta de chamar - um blogue-groque chamado Magic on Sundays: lazy on a sunny afternoon. Falando nisso, corre lá que tem um texto bacana sobre o a-ha. Ela também é co-autora do livro "Os Dentes da Memória", que tem lançamento marcado agora em agosto. Você fica sabendo mais disso aqui.

Explicando mais uma vez: o Sempre as Mesmas, como o nome entrega, traz um time selecionado respondendo - praticamente - as mesmas perguntas. Outra edições você pesca ali no canto direito, na tag entrevistas. Tem gente fina lá. Mas chega de papo e vamos ver o que a Renata tem pra dizer sobre Radiohead, Beatles e Stones, divas do jazz e mais. Vambora.

Ah, escolhi essa do Chet Baker, que ela cita entre os obrigatórios de jazz, para ilustrar o post. Uma foto do Chet é sempre uma foto do Chet. Ou alguém discorda?


Nina, Ella, Billie ou Sarah?

Ella pela doçura. Billie pela capacidade de chegar aos umbrais. Sarah pelo suor em cada nota. Nina por ser pisciana e musicista completa. Cada deusa com seu mundo e seu espaço. (Ui!)

Miles Davis vale em todas as fases?

Todas as fases, todos os gêneros, todas as décadas.

Três discos de jazz obrigatórios.

Sou muito mais roqueira do que jazzística e pouco saio dos medalhões.

Miles Davis & Gil Evans – “Sketches Of Spain”
Thelonious Monk – “The Complete 1957 Riverside Recordings”. Embora a melhor versão de “Ruby My Dear”, pra mim, seja com o Charlie Rouse no sax.
Chet Baker - “Chet Baker Sings”, provavelmente o primeiro disco de jazz que ouvi

Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?

Ah! Mas aí dá uma tese que geralmente chateia qualquer conversa. Digamos que os Beatles não tem um grande guitarrista junkie, como Keith Richards, nem um vocalista sexy, diabólico, e com a presença de palco de Mick Jagger, só pra simplificar. Os Stones, por sua vez, não tem a “nerdice” de Paul McCartney, nem um produtor com o George Martin, muito menos a intenção e a paciência de pensar num conceito como o do “Sgt. Peppers” ou gravar discos pops tão perfeitos e redondinhos. São mais blues, mais ásperos e pontiagudos. Não dá pra negar a genialidade e a influência pop dos Beatles, que eu adoro. Mas meu coraçãozinho bate mais forte pelos Rolling Stones.

Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?

Não sou lá muito fã de Genesis. Peter Gabriel soube voar muito bem na carreira solo. O “Melt” é provavelmente meu preferido. Nos anos 1980, ele é um cara genial rodeado por gente genial como a Kate Bush, a Laurie Anderson, Tony Levin, Robert Fripp, o próprio Phil Collins. Daniel Lanois também trabalhou com ele. O “So” é disco pop perfeito. Só lamento contrariar os grandes intelectuais cabeçudos da crítica musical, mas não entendi o culto em torno do “Scratch My Back” embora tenha curtido algumas coisas do disco.

O que tem essa cena indie de Artic Monkeys, The Strokes, Franz Ferdinand, Arcade Fire, Bloc Party etc? É pra tanto barulho? Quem se salva?

Arctic Monkeys é uma fabricação da imprensa musical inglesa que foi reproduzida com histeria no Brasil e comprada sem critério pelos deslumbrados de sempre. Acho até que melhoraram, o tal do vocalista lançou até umas coisinhas bacanas, mas peraí, não é pra tanto. Os Strokes me soam repetitivos. Uma pena, já que o “Is This It” tem essa coisa pós-moderna (como alguns gostam de dizer) de soar como um disco de rock velho sendo muito novo e muito “fresh”. Não é datado. Já o BlocParty é uma grande choradeira, com duas ou três belas músicas em três discos. Sem contar que é muito feio achar que não pega nada fazer playback no terceiro mundo, né? Mesmo que seja na festa da MTV. Franz Ferdinand é talvez a mais regular das bandas dos anos 2000. Arcade Fire foi uma surpresa e tanto na década passada. Tem ali uma espécie de fauvismo musical, uma paleta de cores riquíssima, uma proposta de celebração bem sucedida. Não conseguiram ainda superar o “Funeral” e espero que não descambem pro messianismo chororô ou pela mania de grandeza que já estragou muita banda, mas é um belo grupo, que transgrediu a palidez anódina e a vibe de “sou feio e deprimido” do mundo indie. Só isso já seria um grande mérito pra eles e pro Franz Ferdinand.

Radiohead é isso tudo?

É uma bela banda, com coragem para experimentar e ir além. O lado ruim é esse flerte exagerado com o abstrato. Está virando um Dadá mal resolvido. Não tem como não achar que eles se levam a sério demais. Transparece ali uma obsessão com o iconoclasmo e não mais com a musicalidade, tem muito “som” e pouca “música”. Periga daqui a pouco o Thom Yorke gravar um disco roncando e todo mundo dizer que é genial. Principalmente se resolverem vender pelo preço que os fãs quiserem pagar. Estou com os carnívoros convictos: fodam-se as vacas sagradas!

Qual foi o álbum dos anos 2000?

Vamos nos fixar nas bandas aí de cima. O “Is This It”, dos Strokes, o “Funeral”, do Arcade Fire e o primeiro do Franz Ferdinand são os discos fundamentais da década.

Qual o lançamento de 2011 até agora?

Cedo, não? Certamente não ouvi tudo de bom que já está por aí. Fico num terreno conhecido, o último do REM. E com o novo da PJ Harvey.

O que você está ouvindo?

Pouca coisa nova, muita coisa velha. Gosto de uma banda britânica chamada Wild Beasts. Não tenho muita regra. Vou de Kate Bush a Serge Gainsbourg, Itamar Assumpção, King Crimson, muita coisa do David Sylvian, solo e com o Japan. Tenho ouvido muito o Paul McCartney com o Wings. E tem Rolling Stones e David Bowie, que quase nunca sai das minhas seleções.

21.6.11

jazz jazz jazz


Ainda bem que o BMW Jazz Festival passou pelo RJ, mesmo sem Tord Gustavsen e Renaud Garcia-Fons, que conheci quando vi a escalação e são ótimos. Aqui tivemos Joshua Redman e Wayne Shorter na primeira noite, e Marcus Miller e Sharon Jones & The Dap-Kings na segunda. O primeiro, Joshua, em alguns momentos me fez vibrar na cadeira do Oi Casagrande com seu som pulsante, em um formato reduzido. Ele, um baixista e um baterista, apenas. Foi uma bela abertura. Já Wayne, o segundo da mesma noite, me deixou, em alguns momentos, disperso, com o seu free jazz, árido e solto. Era como se a música estivesse suspensa, flutuando, e aquilo tirou minha atenção, não me prendeu, embora tenha gostado de vários momentos. Em algumas horas grudei o olho no John Patitucci, que sempre quis ver ao vivo por ser um dos melhores e mais versáteis baixistas do ramo, e não tirei. Mas foi bonito ver Wayne ali no palco -- uma lenda, testemunha ocular da história do jazz nas últimas décadas. Totalmente introspectivo, parecia esperar um sinal divino para entrar em cena (e também para trocar de instrumento, coisa que fez inúmeras vezes).


A segunda noite tinha uma coisa mais de festa, afinal, Sharon Jones e sua turma prometiam um show de levantar defunto. E ainda tinha Marcus Miller que, pra mim, baixista bissexto que sou, tinha um significado especial. Não deu outra: MM foi especial e Sharon levantou todo mundo, menos eu, que continuei acomodado ali na poltrona, batendo os pés no chão e as mãos nas pernas.

Marcus Miller é o papa do slap - a técnica de puxar as cordas e estalá-las de forma percussiva - no baixo elétrico e fez um showzaço. Ao lado de músicos jovens e talentosos como o saxofonista Alex Han, o trompetista Sean Jones e o batera Louis Alvin Cato, deu uma aula com seu som que vem do jazz, do funk, do fusion e do soul. No repertório Miller revisitou algumas coisas do Tutu, como Portia e a faixa-título, tocou clarone em When I Fall in Love, e arrebentou em Jean Pierre, com os três músicos já citados em total sintonia. Eu falei disso aqui já. Foi o melhor momento dos dois dias: Marcus Miller soltou o Cato e Han em uma jam espetacular, que depois ganhou a presença de Sean Jones em duelo de arrepiar, já com a banda completa. MM é desses músicos completos, sabe tudo.


Em seguida, os Dap-Kings - cheios de classe e na beca - começaram a festa com cinco músicas, tendo o guitarrista como mestre de cerimônias e o baixista como maestro, até entrar o furacão Sharon Jones. Com microfone na mão e à frente do grupo, Sharon embarca num cruzamento de James Brown com Tina Turner numa presença de palco de incendiar. Não tem pra ninguém, Sharon canta tudo que pode, não para um segundo, sacode pra lá e pra cá, dança com a plateia, troca muito com a banda e sobe o termômetro da casa lá pra cima. No fim da apresentação, que já batia quase duas horas, eu já estava perdendo as forças, achando repetitivo. O bis já me bateu meio over, com uma versão instrumental nota 6 para Reach Out - po, eu queria ver com a Sharon cantando! -, dos Four Tops, e uma ótima It´s a Man's World, de... James Brown, enquanto o público dançava pelas escadas e lá na frente do palco. Mas o jogo já estava ganho há muito tempo. Foi bonito de se ver.

Meu chapa Rafael Teixeira, com quem divido o Epístolas, sempre tem boas palavras que complementam minhas impressões: sobre a história de Joshua bater redondo e Wayne nem tanto, ele diz que o primeiro é ninja e o segundo samurai; enquanto na coisa do meu cansaço no fim da apresentação de Sharon, ele vai na mosca e diz que é para se ver em pé, dançando, com cerveja na mão, em um ambiente diferente do teatro em que vimos.

É meio por aí mesmo.

20.6.11

O que esperar?

Falando no Allen, ele e Portnoy se juntaram nisso aí. O álbum já está gravado - eles liberaram um teaser na página do Facebook há pouco - e a estreia nos palcos acontece em NY, agora no fim de junho.

19.6.11

O show do Symphony X


Com dias corridos na última semana, não consegui passar pra falar sobre Symphony X e a perna carioca do BMW Jazz Festival, deste apenas algo rápido - que, pra mim, representou o melhor momento da noite, ou melhor, das duas noites - sobre Marcus Miller e seus garotos. Mas vamos por partes, primeiro a turma de Romeo e Allen, na Fundição Progresso, há exatamente uma semana. Sim, o Symphony X foi nota dez em sua primeira passagem pelo Rio, em uma turnê que esquenta o lançamento de Iconoclast, que já está solto pela internet. Assim como o show que vi em parrí, a banda olhou mais para o lado metal da carreira, deixando o progressivo encostado e embalou Smoke and Mirrors, Of Sins and Shadows, Domination, Set the World on Fire e por aí vai. Não que isso seja ruim - o peso de hoje é até algo super positivo, vide as duas novas Dehumanized e End of Innocence -, mas aqueles momentos mais limpos, bonitos e viajantes de outras épocas fazem falta, embora tenham guardado o melhor pro final, a épica The Odyssey, com mais de vinte minutos e que é, sim, uma viagem progressiva e heavy da melhor espécie. No palco, a execução é perfeita, sem deslizes e uma performance impecável de Russel Allen, uma das grandes vozes da atualidade no estilo. Sabe quando cantar limpo, quando usar sua veia soul e, ultimamente, quando usar um drive para as partes mais pesadas.

Essa história do peso ganhando mais espaço que o rock progressivo serve, da mesma forma, para o novo disco, o já citado Iconoclast, que é muito, mas muito pesado, o que é ótimo. Uma das melhores músicas da banda está aí, When All is Lost, com um refrão onde Allen brilhad. Sim, tem lá os clichês e as repetições que eles sabem usar como ninguém, mas quando não foi assim? E um outro detalhe importantíssimo: tem muito de Dimebag Darrell e Pantera. Isso já faz de Iconoclast um discaço. Pesadão.

17.6.11

+soul


Para embalar o fim de semana ensolarado: Michael Kiwanuka. Bati essa semana no video e tem uma onda, parece que Kiwanuka saiu de uma máquina do tempo.

16.6.11

Metallica + Lou Reed


Aquele lance que o Kirk tinha falado do Secret Project foi revelado: um disco ao lado de Lou Reed. Curioso, no mínimo. Vamos ver o que sai. Tá lá no site deles.

15.6.11

JAM


Eu volto pra falar dos shows do BMW depois, mas, por enquanto, uma foto de Alex Han e Marcus Miller. O garoto de 23 anos é endiabrado no sax. Tocou muito ontem. Impressionante. No canto esquerdo do palco, ele formou um trio entrosadíssimo com o batera Louis Alvin Cato e o trompetista Sean Jones. Em determinado momento, no melhor estilo Miles, Marcus deixou Han e Louis seguirem numa improvisação totalmente fusion. Depois Sean Jones entrou no duelo e a coisa foi crescendo. E Marcus Miller, do outro lado, de olho, se divertindo, enquanto os três pareciam crianças tocando o terror. Foi de vibrar.

addendum: achei no youtube a Jean Pierre, que tem esse momento que falei acima. A brincadeira fica séria, sublime, a partir ali do sete e pouco.

13.6.11

Hoje tem


Joshua Redman e Wayne Shorter, daqui a pouco, na perna carioca do BMW Jazz Festival. Em SP, na última sexta, The Ocean, do Zeppelin, entrou no repertório do Joshua. Vamos ver.

rock colorido


O Dear Hunter continua soltando coisa do Color Spectrum, que sai, oficialmente, amanhã, em vinil e formato digital. São 36 faixas, divididas em 9 EPs, cada um de uma cor, e com as músicas embarcando na onda que a cor pede -- na cabeça do Casey Crescenzo (foto), líder da turma, claro. E, consequentemente, na nossa também. O amarelo, por exemplo, tem uma que é puro Beach Boys. O branco tem uma coisa mais tranquila. Enquanto o preto tende a ser mais pesado, com umas coisas eletrônicas. O que saiu até agora mostrou uma criatividade acima da média. No video abaixo tem We've Got a Score to Settle, uma das melhores até agora, com um chorus de responsa, que é do Red, como o video entrega.

Play aí, vai.



11.6.11

BMW 3

E fechando a noite em grande estilo: Wayne Shorter.

10.6.11

BMW 2

E Carol manda mais. Agora é a vez do Joshua Redman.

BMW

Está rolando em SP o BMW Jazz Festival. Carol está lá e manda notícias, com uma foto do Billy Harper.

9.6.11

capa do novo do Lenny

8.6.11

+Pain of Salvation no RJ


Excelente imagem do Johan Hallgren que é guitarrista, backing vocal (como poucos) e fiel escudeiro de Daniel Gildenlow. Quem captou foi o Padilha, que está mandando muito bem no Rock on Road, com fotos, claro, roquenrou. Passa lá.

7.6.11

Pain of Salvation no RJ


Sim, talvez o melhor do Pain of Salvation, em estúdio, tenha ficado pra trás. Embora Road Salt One seja um ótimo disco, a criatividade que encontramos em Entropia, One Hour By The Concrete Lake, The Perceft Element e Remedy Lane, é insuperável. Tudo se encaixa perfeitamente. Mas, por outro lado, a banda no palco hoje é diferente, muito mais à vontade, madura, bem humorada e sabendo aproveitar e mostrar as diversas eras. Isso ficou claro, mesmo com um péssimo som, no Hard Rock Cafe no último sábado.

A abertura com a trinca Remedy Lane (no playback), Of Two Begginings e Ending Theme ganhou o jogo na primeira parte do set, deixando todo mundo com sorriso na cara olhando para Daniel e cia, na segunda passagem da banda pelo país, depois da turnê de 2005, na época do cabeça BE. Depois de eletrizar com America e Handful of Nothing, a banda esfriou com Of Dust e Kingdom of Loss, mas em seguida retomou, com três que nunca tinham visto um palco: Black Hills, Idioglossia e Her Voices.

Daniel Gildenlow a essa altura está cantando fácil, como ninguém e enfrentando problemas técnicos no som da casa - o único ponto negativo da noite -, mas comanda a banda na açucarada Second Love, a pesadaça Diffidentia, a roquenrou e ótima No Way, a hit Ashes, e as novas Linoleum - que ganhou muito ao vivo - e a bela Road Salt, que esfria de novo a casa, mas vale. A primeira parte do show acaba com a dupla Falling e The Perfect Element, um encerramento impecável. A primeira é uma curta onda floydiana, cheia de harmônicos na guitarra solo, e a segunda sintetiza bem o espírito do Pain of Salvation em uma das melhores composições de Daniel.

A banda volta para o bis, que começa com a setentista Tell me You Don´t Know, entra pela levada de Disco Queen, que, no momento, fez-se dispensável e deslocada, para acabar muito bem e em grande estilo com Nighmist, dos tempos complexos do primeiro álbum. Foi um show com a cotação lá no alto, de uma banda que merece muita atenção. A segunda parte do Road Salt sai ainda em 2011 e, caso siga o caminho do primeiro, continuará a dividir a massa entre adoradores e detratores. Mas a verdade é que, mesmo assim, Pain of Salvation é uma banda muito - mas muito mesmo - mais de acertos, do que de erros. E um dos principais é buscar sempre inovar. Gildenlow e seus comparsas sabem das coisas.

5.6.11

Ontem


teve Pain of Salvation, depois falo do show.

Hoje ainda tem Symphony X, mas tento falar de Daniel e cia antes, para não embolar a coisa. Já adiantando que abriram revisitando, em grande estilo, o Remedy Lane.

2.6.11

banda cover de luxo

Mike Portnoy e Paul Gilbert falam sobre o supergrupo Yellow Matter Custard no site Music Radar. O projeto de Beatles, que teve uma primeira e ótima edição em 2005, volta agora com repertório totalmente diferente. Dá pra ver quase 20 minutos do show no link também. Promete ser espetacular, assim como foi o anterior.