26.12.11

guitar hero


Nunca fui ligado no Rage Against the Machine, mas sempre gostei da onda, de longe. Por outro lado Tom Morello sempre me chamou atenção com aquela criatividade, aqueles malabarismos, barulhinhos, efeitos, espertezas no pedal. Depois, o Audioslave, que ele fez com a (ótima) cozinha do RATM e o Chris Cornell, bateu muito bem. Corta pra ontem, quando fui surpreendido por um solo épico e espetacular de Morello no DVD de aniversário do Rock n' Roll Hall of Fame. Ele participou da apresentação de Bruce Springsteen,  em The Ghost of Tom Joad, música com ecos de Dylan que o próprio RATM já havia gravado naquele álbum de covers. Há um bom duelo dos dois no meio da música, mas é no final que Morello fica possuído e brilha. Não tenho dúvida que ele seria uma escolha bem melhor (e justa) para o lugar de Jack White naquele filme dos guitarristas. Tom Morello é um músico que soube atualizar a imagem do guitar hero depois que isso se desgastou na década de 80, passando ali pelo início do grunge, e aquela história que ninguém mais queria solo de guitarra no meio das músicas.

Olha só que ele faz no final, a partir ali do minuto 6. Tem tempo que não vejo um solo desses.

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