23.9.11

O Rock in Rio


Vinte e tantos anos depois do espetacular primeiro Rock in Rio e o Medina ainda tem que explicar que não é só de rock, que tem de tudo, que é uma festa, que é para a família e bla bla bla. Sim, esse que começa hoje, em valor artístico, não chega muito perto dos dois primeiros, nem do de 2001. Faltou coisa, faltou um dia mais adulto, mais sério, mas isso claramente foi uma decisão da direção do festival, e não de incompetência de escolher um cast. É um festival, acima de tudo, voltado para o pop, sempre foi. Não a música pop, mas o pop em si. Mesmo com erros, há acertos, tem qualidade ali, não dá pra negar: os gigantes Elton John, Stevie Wonder e Metallica (foto) já carregam respectivamente na música pop, no soul e no heavy metal seus estandartes; também tem novos ares das paradas com as blockbusters Rihanna e Katy Perry; surpresas como o Coheed & Cambria e boas cartadas como Coldplay, Jamiroquai, Janelle Monaé e System of a Down. Ainda tem um Lenny Kravitz deslocado que pode surpreender com banda e repertório, e um Red Hot Chilli Peppers que, se acordar com o pé direito, pode fazer um show muito bom. Isso sem falar no palco Sunset, de encontros, que vai receber Marcelo Jeneci, Mike Patton com seu Mondo Cane, Bebel Gilberto, Ed Motta, Joss Stone, João Donato e Céu, Milton Nascimento e Esperanza, Letieres e sua Rumpilezz e por aí vai. Tem coisa boa, tem pra todo mundo. A Cidade do Rock está com ingressos esgotados desde o início das vendas, mas na televisão Globo e Multishow transmitem, enquanto na internet o G1 também fará uma cobertura especial, de 18h às 2h. É música por toda parte nos próximos dias. E já vale por isso. Bom show.

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