30.9.11

Stevie Wonder


Maravilha. Depois tento falar algo da noite. Foi histórico.

29.9.11

It´s SOUL Time



Segura a onda que hoje tem Stevie Wonder. Só se fala nisso. Brindes de luxo: Jamiroquai que, se caprichar no set, pode fazer um baita show; e Janelle Monaé com seu hiphopfuturistaprogressivo cheio de boas referências ao melhor da black music. Não vi quando abriu pra Amy no início do ano, mas, pelo que li, me pareceu um show pretensioso e um pouco exagerado. Vamos lá. Boto fé, música ela tem. É uma boa forma de preparar o terreno para Stevie brilhar. 

28.9.11

Metal no RiR

E o dia do metal foi, como se esperava, harmonioso e barulhento. Depois de dois dias mais ou menos, o Rock in Rio mostra coerência em uma boa escalação. Não vi quase nada do palco Sunset, mas o fiasco do Angra foi monumental e o Sepultura, dizem por aí, foi excelente. Mas naquele parque de diversões do Medina, a coisa te obriga a andar de um lado pro outro, enfrentar filas e nessa hora eu estava comendo, em outro bairro da Cidade do Rock -- lá na Rock Street, um dos pontos positivos da nova edição do festival. Quem abriu o palco Mundo foi o Gloria com uma série de clichês do heavy metal e um vocalista que só gritava. Só. Em seguida, uma tarefa difícil para o Coheed and Cambria, uma banda praticamente desconhecida por aqui: fazer um bom show para um público que, desde cedo, já queria ver Motorhead, Slipknot e Metallica. Claudio Sanchez (foto), vocal e guitarra, se esforçou e soltou um set afiado, muito bem tocado e com vocais certinhos. O C&C cruza um Rush com Iron Maiden, solta umas coisas de hardcore mais diretas, umas estruturas progressivas, e faz um metal híbrido, com uma verdadeira chuva de melodias. Foi um show muito bom, mas a banda precisa voltar para uma apresentação solo e melhorar a imagem. 

Motorhead eu estava distante, mas percebi o Lemmy com um vocal muito abafado, enquanto guitarras altíssimas. Passei batido pelos dinossauros. Slipknot veio na sequência com aquela performance arrasadora. Mascarados e elétricos no palco, fizeram um show espetacular comandado pelo vocalista Corey Taylor que, mesmo com aquela máscara, consegue ter carisma, assim como o restante de seus camaradas. Foi uma paulada e ótimos momentos como Before I Forget e Duality, onde Corey solta a voz, valem musicalmente.

O Metallica entrou em seguida. Veio tirar o atraso que vinha desde 99, quando foi a última apresentação. A sequência foi uma turnê desmarcada, em cima da hora, em 2003 e shows isolados em SP ano passado. Mas vamos lá. James, Lars, Kirk e Trujillo estão na melhor fase da banda: maduros, maduros, sóbrios e com domínio total de execução e palco. O set, hoje, privilegia a melhor fase, aquela que fica entre o primeiro, Kill Em All, e o blockbuster auto-intitulado, mas conhecido no mundo todo por Black Album. Mas entram outras coisas como Fuel, da época dos cabelos curtos, e All Nightmare Long e Cyanide do ótimo Death Magnetic, que ressuscitou o grupo.



James (foto) está cantando como nunca. Os pontas, Kirk e Trujillo, fazem muito bem seus trabalhos. E Lars, todo mundo sabe, tem raça, já não tem aquela velocidade dos anos 80, mas é o melhor baterista que o Metallica poderia ter. Não tem pra ninguém, o Metallica em cima do palco está imbatível. E toma de Creeping Death, For Whom the Bell Tolls, Ride Lightning, Fade to Black, Welcome Home (Sanitarium), Blackned, One, Master of Puppets, Sad But True, Enter Sandman, Nothing Else Matters, Whiplash e Seek and Destroy. Ufa.

A abertura é a de sempre com a emocionante Ecstasy of Gold, de Ennio Morricone. Outro momento que marcou a noite foi Orion, pérola instrumental do disco Master of Puppets, que representa Cliff Burton, baixista que morreu em um acidente em uma turnê na Suécia 25 anos atrás. Foi o grande momento. O espetáculo que o Metallica proporcionou, ainda bem, será sempre lembrado como o show que teve Orion. Sem mais.

25.9.11

italianas


Mike Patton surpreendeu mesmo quem achava que seria bom o seu Mondo Cane, com a Orquestra de Heliópolis, ontem no palco Sunset do Rock in Rio. Depois de um show levemente exagerado e deslocado de Milton Nascimento e Esperanza -- ele sem voz e ela sobrando com scats --, o homem de multi-projetos e cara do Faith No More chegou com sua subversão das canções italianas das décadas de 50 e 60 e fez um show espetacular. O público respondia muito bem e Patton foi longe com os jovens da orquestra que também merecem aplausos pelo belo trabalho de terem embarcado na loucura de Patton. Muita coisa do primeiro e - até agora - único álbum do Mondo Cane, como Ore d' Amore, Deep Down, Senza Fine e Il Cielo in una Stanza, e outras surpresas como uma dos Young Rascals. Na primeira noite, se salvou Elton John em meio aos seus hits incontestáveis, mas vou deixar um vídeo do Sérgio Martins dando uma geral nas atrações.


A foto pesquei no G1, do fotógrafo Alexandre Durão.

23.9.11

O Rock in Rio


Vinte e tantos anos depois do espetacular primeiro Rock in Rio e o Medina ainda tem que explicar que não é só de rock, que tem de tudo, que é uma festa, que é para a família e bla bla bla. Sim, esse que começa hoje, em valor artístico, não chega muito perto dos dois primeiros, nem do de 2001. Faltou coisa, faltou um dia mais adulto, mais sério, mas isso claramente foi uma decisão da direção do festival, e não de incompetência de escolher um cast. É um festival, acima de tudo, voltado para o pop, sempre foi. Não a música pop, mas o pop em si. Mesmo com erros, há acertos, tem qualidade ali, não dá pra negar: os gigantes Elton John, Stevie Wonder e Metallica (foto) já carregam respectivamente na música pop, no soul e no heavy metal seus estandartes; também tem novos ares das paradas com as blockbusters Rihanna e Katy Perry; surpresas como o Coheed & Cambria e boas cartadas como Coldplay, Jamiroquai, Janelle Monaé e System of a Down. Ainda tem um Lenny Kravitz deslocado que pode surpreender com banda e repertório, e um Red Hot Chilli Peppers que, se acordar com o pé direito, pode fazer um show muito bom. Isso sem falar no palco Sunset, de encontros, que vai receber Marcelo Jeneci, Mike Patton com seu Mondo Cane, Bebel Gilberto, Ed Motta, Joss Stone, João Donato e Céu, Milton Nascimento e Esperanza, Letieres e sua Rumpilezz e por aí vai. Tem coisa boa, tem pra todo mundo. A Cidade do Rock está com ingressos esgotados desde o início das vendas, mas na televisão Globo e Multishow transmitem, enquanto na internet o G1 também fará uma cobertura especial, de 18h às 2h. É música por toda parte nos próximos dias. E já vale por isso. Bom show.

22.9.11

BOLAN


A capa da Uncut de outubro. Grande Marc Bolan, ícone do glam rock, com seu Electric Warrior. Dá pra baixar a revista lá no music in pdf.

21.9.11

Canção para os Amigos


Semanas atrás fui ver o Eskimo, do Patrick Laplan, no Sérgio Porto, carregado por um amigo que já acompanha a banda há um bom tempo. A produção nacional de rock não me fisga, mas, por isso que a coisa foi diferente, o Eskimo vai além. Tem pop, tem música brasileira, tem doses pesadas de metal e estruturas de progressivo. Em um momento atentei para um verso que soltava ares de samba, em outro para artimanhas instrumentais que me remeteram ao brilhante álbum de estreia do Pain of Salvation, o Entropia. Eu não poderia ter saído dali mais satisfeito. De dever de casa, ficou pegar o álbum recém-lançado, Felicidade Interna Bruta, que ainda não fiz. Mas escrevo aqui porque voltei a esbarrar com a música de Laplan e seu (super) projeto em uma das gravações para o tocavideos. Fomos à casa dele e chegando lá, já com tudo armado, eu nem sabia o que esperar. Eis que começa uma bela música, daquelas da forma canção mesmo, simples, em valsa e grandiosa. Não me recordo agora se fora tocada no show que vi, mas é possível que sim. A música foi apenas no piano e voz, com acompanhamento de uma guitarra clean e um clarinete suave, mas, por trás disso, era possível imaginar uma orquestra. Chega de música pequena que tem por aí, Canção para os Amigos, composição de Patrick e Marcio Segan, é grande. Deixo ela abaixo, em sua versão completa, com um arranjo de banda, que está no disco. Em breve, linkarei aqui a versão do tocavideos. O Eskimo está fazendo um belo trabalho e correndo por fora. Patrick sabe das coisas, depois volto falando do cd. Merece.

20.9.11

Peter Gabriel fala


Uma das melhores entrevistas que já vi com Peter Gabriel. Ele fala, claro, das coisas novas, mas também de Genesis, Phil Collins, a curiosidade pelas drogas - com queda pelo LSD em uma época -, os arranjos do John Metcalfe, criações como San Jacinto etc. E ainda aquela história de pedir que Phil tocasse na Intruder sem pratos, apenas com a bateria crua, em um loop, o que acabou influenciando diretamente In The Air Tonight, primeiro sucesso em carreira solo dele. Fora que essa onda crua de bateria definiu bem uma sonoridade para o PG. Lê lá.




15.9.11

Hot Space


Renata D'Elia fala - e muito bem - sobre o Hot Space do Queen em sua série Revisitando, onde, com muita classe, defende ótimos discos que muitos ignoram ou simplesmente querem ignorar e por aí vai. Para quem perdeu programas passados, ela já falou do Dangerous, do MJ, e do Scoundrel Days, do A-ha. Chega lá, que você ainda ganha de bônus um super panorama do Queen. 


14.9.11

De volta


Saiu video novo do Dream Theater. É o primeiro da retomada com Mike Mangini, o da foto acima, na bateria. A música escolhida foi On the Back of Angels, que acabou como single do álbum e vale notar que não foi editada para o clipe, continuando com mais de 8 minutos. A correria não deixou tempo nos últimos dias, mas já já um texto sobre o A Dramatic Turn of Events, que saiu oficialmente ontem, mas já estava circulando por aí desde o início do mês. Eles acertaram.

9.9.11

Nova




Sonzão novo do Mayer Hawthorne.

3.9.11

Billie Jean revisitada


Ótima versão de Billie Jean, no Estúdio 66 do Canal Brasil, com a guitarra esperta de Davi Moraes, groove de Domenico e acordeon de Marcos Nimrichter. Boa pedida lá do Bruno Natal, no URBE.