31.8.11

B2B

A colorida estação da Leopoldina, visualmente pilotada pelos Gêmeos, era só black music no domingo. O baile começou cedo com Asa e seu pop de bom gosto e leves canções do último disco Beautiful Imperfection, como Why Can´t We Be Happy, Maybe e Be My Man. Foi um show bonito, Asa cheia de charme, descalça, com seu timbre leve e astral lá em cima. Em seguida, Aloe Blacc superou expectativas e cantou e dançou muito, já no início imitando trejeitos - anunciados por ele - de Stevie Wonder e Marvin Gaye. Abriu a apresentação com uma vinheta instrumental de seu hit I Need a Dollar, que voltaria depois no set, e soltou Hey Brother e You Make Me Smile na sequência. Loving You is Killing Me foi outro grande momento. Fechou com California Dreamin'. Era só festa na estação desativada, em um palco menor, o Paraphernalia de Donatinho e Alberto Continentino fazia dois sets nos intervalos do palco principal, um instrumental e um com B Negão, botando todo mundo pra dançar. Primeira vez que vejo o grupo em ação e foi surpreendente ver aquela boa onda de grooves e sopros. Donatinho toca muito, comanda o groove no seu teclado, e está bem acompanhado de uma turma boa. E vale dizer que Continentino é um dos maiores baixistas do país hoje. Quando Seu Jorge subiu ao palco com o seu projeto Almaz, o cansaço batia e aproveitei apenas as três primeiras. A onda é boa. Lucio Maia entrou na frente com a banda, soltando acordes meio distorcidos enquanto preparavam o clima para Seu Jorge entrar, de óculos escuros, gorro e desfilando uma cara fechada, que o som pedia. Não foi dessa vez, mas quero ver onde chega o Almaz.

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