7.6.11

Pain of Salvation no RJ


Sim, talvez o melhor do Pain of Salvation, em estúdio, tenha ficado pra trás. Embora Road Salt One seja um ótimo disco, a criatividade que encontramos em Entropia, One Hour By The Concrete Lake, The Perceft Element e Remedy Lane, é insuperável. Tudo se encaixa perfeitamente. Mas, por outro lado, a banda no palco hoje é diferente, muito mais à vontade, madura, bem humorada e sabendo aproveitar e mostrar as diversas eras. Isso ficou claro, mesmo com um péssimo som, no Hard Rock Cafe no último sábado.

A abertura com a trinca Remedy Lane (no playback), Of Two Begginings e Ending Theme ganhou o jogo na primeira parte do set, deixando todo mundo com sorriso na cara olhando para Daniel e cia, na segunda passagem da banda pelo país, depois da turnê de 2005, na época do cabeça BE. Depois de eletrizar com America e Handful of Nothing, a banda esfriou com Of Dust e Kingdom of Loss, mas em seguida retomou, com três que nunca tinham visto um palco: Black Hills, Idioglossia e Her Voices.

Daniel Gildenlow a essa altura está cantando fácil, como ninguém e enfrentando problemas técnicos no som da casa - o único ponto negativo da noite -, mas comanda a banda na açucarada Second Love, a pesadaça Diffidentia, a roquenrou e ótima No Way, a hit Ashes, e as novas Linoleum - que ganhou muito ao vivo - e a bela Road Salt, que esfria de novo a casa, mas vale. A primeira parte do show acaba com a dupla Falling e The Perfect Element, um encerramento impecável. A primeira é uma curta onda floydiana, cheia de harmônicos na guitarra solo, e a segunda sintetiza bem o espírito do Pain of Salvation em uma das melhores composições de Daniel.

A banda volta para o bis, que começa com a setentista Tell me You Don´t Know, entra pela levada de Disco Queen, que, no momento, fez-se dispensável e deslocada, para acabar muito bem e em grande estilo com Nighmist, dos tempos complexos do primeiro álbum. Foi um show com a cotação lá no alto, de uma banda que merece muita atenção. A segunda parte do Road Salt sai ainda em 2011 e, caso siga o caminho do primeiro, continuará a dividir a massa entre adoradores e detratores. Mas a verdade é que, mesmo assim, Pain of Salvation é uma banda muito - mas muito mesmo - mais de acertos, do que de erros. E um dos principais é buscar sempre inovar. Gildenlow e seus comparsas sabem das coisas.

Um comentário:

Luís C. Martino Jr disse...

Falou e disse. Sem tirar nem por.. faltou só as fotos do Diego, MAS TD BEM! ahahah