19.6.11

O show do Symphony X


Com dias corridos na última semana, não consegui passar pra falar sobre Symphony X e a perna carioca do BMW Jazz Festival, deste apenas algo rápido - que, pra mim, representou o melhor momento da noite, ou melhor, das duas noites - sobre Marcus Miller e seus garotos. Mas vamos por partes, primeiro a turma de Romeo e Allen, na Fundição Progresso, há exatamente uma semana. Sim, o Symphony X foi nota dez em sua primeira passagem pelo Rio, em uma turnê que esquenta o lançamento de Iconoclast, que já está solto pela internet. Assim como o show que vi em parrí, a banda olhou mais para o lado metal da carreira, deixando o progressivo encostado e embalou Smoke and Mirrors, Of Sins and Shadows, Domination, Set the World on Fire e por aí vai. Não que isso seja ruim - o peso de hoje é até algo super positivo, vide as duas novas Dehumanized e End of Innocence -, mas aqueles momentos mais limpos, bonitos e viajantes de outras épocas fazem falta, embora tenham guardado o melhor pro final, a épica The Odyssey, com mais de vinte minutos e que é, sim, uma viagem progressiva e heavy da melhor espécie. No palco, a execução é perfeita, sem deslizes e uma performance impecável de Russel Allen, uma das grandes vozes da atualidade no estilo. Sabe quando cantar limpo, quando usar sua veia soul e, ultimamente, quando usar um drive para as partes mais pesadas.

Essa história do peso ganhando mais espaço que o rock progressivo serve, da mesma forma, para o novo disco, o já citado Iconoclast, que é muito, mas muito pesado, o que é ótimo. Uma das melhores músicas da banda está aí, When All is Lost, com um refrão onde Allen brilhad. Sim, tem lá os clichês e as repetições que eles sabem usar como ninguém, mas quando não foi assim? E um outro detalhe importantíssimo: tem muito de Dimebag Darrell e Pantera. Isso já faz de Iconoclast um discaço. Pesadão.

Um comentário:

Ana Carolina Ralston disse...

Joshua realmente me surpreendeu tb! muito bom. bjos!