25.5.11

+Woon

Fiquei com medo de o álbum de Jamie Woon não corresponder a expectativa que cresceu por aqui, depois que ouvi a ótima Night Air. Fui até o álbum, Mirrorwriting, o primeiro dele, lançado esse ano, e o que era bom ficou ainda melhor. Woon desfila seu talento por 12 faixas irresistíveis, todas compostas por ele e parceiros. Há uma conexão, sim, com James Blake, que tem aparecido em todos os lugares como um dos melhores álbuns do ano, mas Woon vai um pouco além, abre o leque, e deixa claro que é descaradamente pop em vários sentidos, enquanto Blake é mais fechadão, introspectivo. Vale destacar que no bom sentido da música pop, sem diminuir a obra. E isso é ótimo. Suas músicas grudam, mas não por ter um refrão bobo e pegajoso, e sim pelo conjunto que envolve arranjos, climas, batidas sampleadas leves e vocais inspiradíssimos. Aliás, são os vocais que dão a direção ao trabalho de Woon, que é um cantor de mão cheia, com pé no soul, mas sem os cacoetes de soulman. No disco tem um pouco de tudo, as referências são diversas, e em momentos é possível ver algo de Michael Jackson e até Maxwell, quando a coisa pesca inspiração no R&B contemporâneo. Jamie Woon, britânico com descendência malaia (ou malasiana?), sabe para onde está indo e o que está fazendo. Pegue Shoulda e dê um play. Ou a bela Gravity. No post abaixo é possível ver Night Air, ao vivo, com um falsete de responsa. Só não deixe que ele passe despercebido.

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