30.5.11

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A ideia era falar mais de Jamie Woon, que roubou a cena nos últimos dias com seu disco de estreia, Mirrorwriting, mas vou mudar de praia e seguir pelo som de Pain of Salvation (foto) e Symphony X, duas grandes bandas que passam pelo Rio neste fim de semana. À margem do que é feito no mainstream, mas com uma carreira sólida, o Pain of Salvation de Daniel Gildenlow vem na turnê do último álbum Road Salt One, onde o grupo ficou mais direto, mais roqueiro, mais cru, embora ainda use toques da onda progressiva dos primeiros álbuns. Eles tocam no Hard Rock Cafe no sábado. O Symphony X, de Allen e Romeo, se apresenta domingo, na Fundição Progresso, em um show que faz parte da turnê que está esquentando o lançamento de Iconoclast, novo álbum que sai em julho. Assisti em Paris e foi arrasador, com a banda voltando para a estrada depois de alguns anos e tocando muito - tudo redondo e Allen impecável, cantando tudo que podia. Ainda teve espaço no repertório para duas novas, Dehumanized e The End of Innocence, que de repente entram por aqui também.

O Symphony X traz aquela onda de sempre, aquela mistura de heavy metal, com progressivo, algo melódico, algo de Pantera que começou a aparecer nos últimos álbuns, coisas épicas e, mesmo que o último Paradise Lost não seja dos melhores, merece total atenção. Russell Allen é um vocalista espetacular, com forte influência da música soul e faz a diferença. Já o Pain of Salvation é um pouco mais imprevisível, pois Daniel é desses artistas inquietos e vem passando por diferentes fases desde o Remedy Lane, de 2002. Passou pelo cabeça e complexo BE; o diferentaço e já menos progressivo Scarsick; e agora o roqueiro Road Salt, com timbres setentistas, ondas analógicas e ótimas músicas. No Way, a melhor do disco, é prova de que Daniel ainda tem cartas na manga. O Rio terá um fim de semana de bom som. Depois falo dos shows.

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