3.4.11

U23D

O programa hoje foi assistir o U2 3D no cinema, já na repescagem -- exibiram novamente em função da forte procura no fim de semana passado. Todos sabem da capacidade da banda em criar um super show, mesmo quem não se interessa pelo som do quarteto sabe que é sempre algo de proporções enormes. E não podia ser diferente em um show filmado com tecnologia 3D, na Vertigo Tour, de 2006. A experiência de ver um show no cinema, com o tal óculos que nos permite ver tudo como se estivéssemos lá, é nova, inédita. E o U2 soube como fazer. Apesar da curta duração, 80 minutos, grandes músicas são enfileiradas numa sequência sem descanso, onde recuperamos o fôlego nas baladas como Sometimes You Can Make It On Your Own, que são colocadas no meio das pauleiras, como Bullet the Blue Sky.

Da abertura com a música que dá nome à turnê ao final com With or Without You, a banda mostra o motivo de ser uma das maiores do mundo e que sempre vem se renovando com músicas que não passam batidas por crítica e público. Em Miss Saravejo, ótima sacada do repertório, Bono chega a emular uma espécie de tenor, lembrando Pavarotti, que gravou na primeira versão da canção. É de arrepiar. Aliás, é um frontman de peso, e bem acompanhado de The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Ao mesmo tempo em que assistia o concerto, pensava no caminho percorrido pelo U2 ao longo das décadas: de pós-punk urgente ao rock refinado, trabalhado com classe, que faz hoje. E mais: sempre em alta. Não é fácil se manter.

Saí do cinema gostando mais de Bono e cia.

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