5.4.11

Sempre as mesmas: Régis Tadeu

A coluna Sempre as Mesmas, que teve uma edição com o Dapieve, volta agora com o Regis Tadeu, colunista do Yahoo! e editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera. A ideia, como já disse aqui, é ter diferentes respostas para as mesmas perguntas. Gosto disso.

Na foto, a bela Céu, cantora que teve uma estreia quase impecável, mas o segundo trabalho ainda não me pegou. Ela está entre as cantoras que Régis destacou. Vamos lá.

Fernando Neumayer: Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?
Regis Tadeu: Puta que pariu! Adoro o Burn,o Stormbringer e o Come Taste the Band, mas, na comparação, os discos da banda com o Gillan são quase insuperáveis. Até mesmo o Who Do We Think We Are, que a própria banda odeia até hoje, é sensacional!

FN: Miles Davis vale em todas as fases?
RT: Vale. Um disco ruim do Miles é melhor que 70% da produção musical do planeta em todos os tempos.

FN: E a Nina Simone?
RT: Também gosto de todos os discos que ela gravou. Sem exceções.

FN: E o Milton Nascimento?
RT: O último disco decente que o Milton gravou foi o Sentinela, de 1980. De lá para cá, foi ladeira abaixo, uma merda atrás da outra...

FN: Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?
RT: Os Beatles tinham um senso melódico/harmônico quase sobrenatural. Os Stones tinham mais garra nas apresentações ao vivo.

FN: Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?
RT: De forma alguma! O Gabriel não tem um único disco solo que você possa classificar como "mediano".

FN: O que tem essa cena indie de Artic Monkeys, The Strokes, Franz Ferdinand, Bloc Party etc? É pra tanto barulho? Quem se salva?
RT: O que tem é uma desesperada busca por uma relevância que estas bandas jamais terão. Fazem bons discos, elaboram boas composições, mas nada que vá tirar o fôlego da gente. Serão lembradas com certo carinho em um futuro não tão distante. Nada além disto...

FN: Da nova geração de cantoras do Brasil, quem se destaca?
RT: Tulipa Ruiz, Céu, Roberta Sá, Lu Horta e Ellen Oléria.

FN: Radiohead é isso tudo?
RT: É uma boa banda, que tem uma discografia irregular, mas interessante, mas não é essa "cocada preta" que todo mundo apregoa. OK Computer é um disco bem menos sensacional do que as pessoas imaginam...

FN: O que você está ouvindo?
RT: Agora, na lata, neste exato momento, uma coletânea do Roy Eldridge, um trompetista sensacional. O cara foi "apenas" a maior influência do Dizzy Gillespie. Era fodão ou não?


Nenhum comentário: