29.4.11

O novo

Enquanto isso, em NY, o Dream Theater novo: John Myung, Jordan Rudess, James LaBrie, Mike Mangini e John Petrucci. Mangini é o novo baterista. Finalmente, depois de meses, e um documentário para anunciar, sabemos quem vai substituir Mike Portnoy. A foto é oficial, do dia da audition, não é das melhores, meio tirada com cybershot e o flash em cima dos caras, mas vale. Depois falo mais disso.

Coltrane e Miles

Miles e Coltrane.

28.4.11

Kindo


Ontem, via Facebook, um amigo pintou com essa banda The Reign of Kindo. Não saí dessa música, nem fui atrás de mais infos, mas bateu. Tem algo. Meio progressivo, meio pop, com vocais bem elaborados. E a turma ainda mostrou bom gosto na capa do disco, como podemos ver na imagem. Vale um play.

Jamie Lidell vem

E esse pôster do Jamie Lidell? Bonitão. Peguei lá no URBe.

26.4.11

Tocando bem


Voltando ao U2, com Acthung Baby, o pé na porta da banda nos anos 90. Who's Gonna Ride Your Wild Horses é das melhores. Enquanto isso, amanhã tem episódio novo da história do Dream Theater em busca do novo baterista.

25.4.11

de volta 2

Quando Mike Portnoy anunciou a saída do Dream Theater, em setembro do ano passado, postei aqui umas linhas um pouco descrentes sobre o futuro do grupo. Passando o tempo comecei a ver aquilo como uma saída. Renovar sempre é bom. E a banda tinha direito de seguir e não acatar ao hiato proposto por Mike. A julgar pelos três últimos álbuns, Octavarium, Systematic Chaos e Black Clouds & Silver Linings, o DT conseguiu brilhar mesmo no último, tendo alguns outros bons momentos nos outros dois, como a faixa Octavarium. Mas uma coisa era certa: havia um desgaste. Mike sabia disso ao propor o hiato, mas acabou saindo fora da banda que tocou e respirou nos últimos 25 anos.

Agora, o Dream Theater tem um novo baterista - a ser anunciado dentro das próximas semanas - e começou a soltar partes de um documentário com doses de reality show, produzido durante as audições com os candidatos ao posto, no fim do ano passado. Não deixa de ser uma tentativa de recuperar os holofotes, mostrar que ali ainda tem vida pós-Mike e resgatar a força da banda. E isso vale. No mais, não se pode diminuir tudo que Petrucci, Myung, LaBrie e Rudess também fizeram pela banda, que é o que acontece quando levantamos Portnoy lá no alto e o apontamos como a única parte vital da música do quinteto, como se sua saída fosse algo irreversível. É tempo de mudança, tem coisa para acontecer. Sem Mike Portnoy, mas tem. Então, vamos em frente e ver o que vem por aí.

O video no link abaixo, liberado hoje no site da gravadora da banda, a Roadrunner, é muito bem produzido e mostra os preparativos para a primeira audição, focando no baterista Mike Mangini, que já foi apontado - sem confirmação - como o substituto pelo radialista Eddie Trunk. São sete bateristas lutando pela vaga e o documentário nos leva para dentro da sala do estúdio onde acontecem os testes. Play, vai.



24.4.11

de volta


Depois de Paradise Lost, um ótimo disco, mas que ficava devendo um pouco aos grandes momentos da banda, o Symphony X volta com Iconoclast, agora no primeiro semestre. Romeo e cia liberaram uma faixa do novo, a ótima End of Innocence, que já tinha sido apresentada no (ótimo) show de Paris que assisti. É uma faixa nos moldes no Symphony X que, aliás, abusa de seus próprios clichês - para o bem e para o mal - para compor músicas fortes, pesadas e melódicas. Para a sorte de todos, a banda ainda toca no Brasil em junho. Escuta aí -- e vale lembrar que o Allen (foto) brilha, como sempre, nos vocais.

20.4.11

Sempre as mesmas: Rafael Teixeira


Meu chapa Rafael Teixeira, que divide comigo a interminável conversa no Espístolas e também escreve na ISTOÉ, é o nosso convidado no quadro Sempre as Mesmas de hoje. Ali no canto direito, você pode clicar em entrevistras e conferir as outras com Dapieve, Régis Tadeu e Rircardo Seelig.

Ah, o motivo da capa do Caetano ilustrar o post? Você vai saber lá embaixo. Vambora.

Nina, Ella, Billie ou Sarah?
Billie ou Ella. Não me peça para escolher.

Miles Davis vale em todas as fases?
Vale. O que não significa que é pra gostar de tudo ou para gostar igualmente de Bitches Brew e de Kind of Blue. Mas é a tal história: mesmo o pior Miles ainda é Miles.

E o Milton Nascimento?
Minha onda com Milton é ambígua: como cantor, é um gênio, é a tal da "voz de Deus" da qual Elis (dizem) falava. Mas tenho uma relação meio distante com sua discografia, principalmente de uns anos pra cá. Me reaproximei depois de sua parceria com os Belmondo, naquele fantástico disco. Seja como for, só por ter feito Cais (com Ronaldo Bastos, é bom lembrar), já merece lugar no panteão.

Quais são os seus três discos de jazz obrigatórios?
Vou considerar que você perguntou quais são os meus obrigatórios, e não simplesmente os obrigatórios. São coisas diferentes. Dito isso, vamos lá: Kind of Blue, Time Out e Bird & Diz (este não tem o valor histórico dos outros dois. Mas foi o que me introduziu de verdade no jazz). Ah: se você me perguntar amanhã, a resposta provavelmente será outra.

E diga três da música brasileira.
Transa, Transa e Transa. Ops, só disse um? Transa, Acabou Chorare e Secos e Molhados. Amanhã, eu poderia dizer Clube da Esquina, Tábua de Esmeralda e Transa. Ou Coisas, Os Mutantes e Transa. Ok, você já entendeu que eu gosto de Transa.

Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?
Beatles é Nilton Santos. Stones é Romário. Acho. Deu pra entender?

Qual foi o álbum do ano 2000?
Back to Black, da Amy.

Qual o lançamento de 2011 até agora?
Collapse into Now, do R.E.M.

Nesse boom de cantoras brasileiras, quem vale destacar?
Roberta Sá, cada vez melhor no palco. E Tulipa Ruiz.

O que você está ouvindo?
Neste exato instante, nada. Rodando em casa, o disco de estreia de Maíra Freitas, filha caçula do Martinho, pianista clássica sensacional que enveredou pelo popular. Chico Buarque elogiou, disse que "Martinho deixou o melhor por último".

18.4.11

Live from 606

E o novo do Foo Fighters continua rendendo. E vale. No youtube já tem muito material ao vivo do Wasting Light. Segue o Live from 606. Aumenta aí e play.

15.4.11

Sempre as mesmas: Ricardo Seelig

Quem está hoje na Sempre as Mesmas é o Ricardo Seelig, do excelente blog Collector's Room. O entrevistão segue abaixo e a imagem é do Head Hunters, citado pelo Ricardo como essencial. É um discaço do Herbie Hancock, que, além de um som de primeira linha, tem essa capa marcante. Pra quem está sintonizando agora: a Sempre as Mesmas já teve edição com o Dapieve e com o Regis Tadeu. É só clicar, e não deixe de passar no blog do Ricardo. Vambora.

Fernando Neumayer: Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?
Ricardo Seelig: Para qualquer pessoa como eu, que cresceu ouvindo heavy metal e hard rock, a MK II do Deep Purple teve uma importância danada. Lembro perfeitamente da primeira vez que ouvi o Made in Japan e fiquei maluco com o que os caras faziam ao vivo. Mas, nos últimos anos, tenho redescoberto a fase com David Coverdale e Glenn Hughes, que sempre achei meio subestimada pelos fãs. E, atualmente, ela é a minha preferida, com destaque para o álbum Stormbringer e, principalmente, para o Come Taste the Band, que é um disco excelente mas passa batido por muita gente por não contar com Blackmore.

FN: Van Halen: Sammy ou Dave?
RS: É mais ou menos a mesma situação do Deep Purple: quando comecei a ouvir música, curtia mais a fase com o David Lee Roth. Atualmente, a minha preferida, muitos quilômetros à frente, é a com Sammy Hagar, principalmente os álbuns 5150 e OU812. O som do Van Halen ficou bem diferente com Hagar, mais adulto e menos festeiro. Além disso, adoro a voz do Sammy Hagar, então tem um fator afetivo aí na história que desequilibra o confronto.

FN: Miles Davis vale em todas as fases?
RS: Não. Apesar de achar Miles um gênio, ser um grande fã e colecionar seus discos, tem períodos dele que são bem difíceis de digerir e não descem para qualquer um. A fase oitentista e alguns discos dos anos 70 se enquadram nessas características. Mas, pra falar a verdade, acho que toda pessoa que gosta de música deveria se aventurar pela obra de Miles Davis, porque, no mínimo, se tornará um ouvinte melhor e compreenderá mais a música como um todo ao ouvir seus discos.

FN: Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?
RS: Os Beatles tem a sofisticação e o apelo pop. Os Stones tem a energia e os dois pés fincados no blues. Entre os dois, fico com os Beatles, que mudaram tudo, revolucionaram o mundo e são responsáveis pelo modo como a música pop é vista e consumida até hoje. Não tem comparação, pra falar a verdade.

FN: Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?
RS: Não sou um fã do Genesis e nem da carreira solo do Peter Gabriel. Pra falar a verdade, o rock progressivo não me desce muito bem. Mas, se formos comparar o Genesis de Phil Collins com a carreira solo de Peter Gabriel, o vocalista ganha de goleada de sua ex-banda.

FN: O que tem essa cena indie de Arctic Monkeys, The Strokes, Franz Ferdinand, Bloc Party, Arcade Fire, etc? É pra tanto barulho? Quem se salva?
RS: É pra muito barulho, sim! Arcade Fire é uma banda genial, inovadora e pra lá de criativa. Strokes influenciou todo o rock dos anos 2000 com o seu primeiro disco. Os Arctic Monkeys cresceram a olhos visto de um álbum para o outro, e estão melhores a cada ano. Franz Ferdinand não me agrada muito, e Bloc Party é muito sem vergonha, não vale nem o play.

FN: Radiohead é isso tudo?
RS: Não, não é. Na verdade, já foi tudo isso, mas, atualmente, se perdeu na pretensão de soar sempre inovador e diferente. O último disco, The King of Limbs, é uma colagem sem pé nem cabeça onde uma ou duas músicas se salvam. Se colocarem os pés no chão, podem voltar a ser o que foram um dia. Qual foi o álbum dos anos 2000? Sky Blue Sky, do Wilco. Um dos melhores discos que ouvi na minha vida!

FN: Quais são os seus três discos de jazz obrigatórios?
RS: Time Out do Dave Brubeck Quartet, Kind of Blue do Miles Davis e Head Hunters (capa acima) do Herbie Hancock.

FN: Qual o lançamento de 2011 até agora?
RS: 2011 está sendo um grande ano, cheio de ótimos discos. Vários merecem destaque, como o Forevermore do Whitesnake, o Broken Heart Syndrome do Voodoo Circle, o último do R.E.M., o debut do Beady Eye, o The People's Keys do Bright Eyes, o Go-Go Boots do Drive-By Truckers, PJ Harvey e seu Let England Shake, e, em um nível um pouco mais acima que esses, o 21 da Adele, o The King is Dead do Decemberists e o belíssimo Kiss Each Other Clean do Iron & Wine. Agora, pra mim, ninguém bateu ainda – e vai ser difícil superar – o sensacional Kaputt do Destroyer.

FN: O que você está ouvindo?
RS: Outro grande álbum lançado em 2011: Blood Pressures, do The Kills.

14.4.11

PAUL

Está em todos os lugares, mas aqui ainda não tinha aparecido: Paul vem; de novo.

13.4.11

Sharon Jones


Sharon Jones poderá passar pelo RJ com a sua turma, os Dap-Kings, na perna carioca do BMW Jazz Festival. Cantora que veio no embalo da nova cena soul que - ainda bem - tem dominado o mundo, Sharon já é da velha escola, nasceu em 56 e veio a ter reconhecimento nos últimos anos, com ótimos discos, músicas pulsantes, uma voz poderosíssima e uma presença de palco forte. Para completar a história, Sharon emprestou a classe de sua banda para o Back to Black, de Amy, ganhar aquela forma sonora vintage, o que na verdade fecha o ciclo, já que Amy, com seu segundo e sensacional álbum, abriu as portas para a renovação da black music no mundo. Quem deve vir para dividir a noite é o saxofonista Joshua Redman.

addendum: em junho.

11.4.11

Chico e Ennio


Ouvindo Per un Pugno di Samba, o álbum que Chico gravou exilado na Itália, em 69, com arranjos do mestre Ennio Morricone. O cd traz músicas dos discos iniciais de Chico, com letras em italiano, e arranjos de Ennio, que já era, nessa época, o cara das trilhas, principalmente pelo sua assinatura em belíssimos trabalhos como o de Era Uma Vez no Oeste. Está batendo bem; bonito. O encontro é interessante, o disco também.

Está tocando bem



8.4.11

O novo do FF


Depois de quatro anos sem lançar um álbum, o Foo Fighters, de Dave Grohl, volta com Wasting Light, ótimo apanhado de 11 canções roqueiras, mas com forte veia pop também, como em Miss the Misery, Alandria e Dear Rosemary. O início já é uma pedrada: Bridge Burning, faixa que abre o disco, tem um super riff, com uma bateria nervosa e Dave Grohl entrando com um vocal bem característico, gritado; a segunda, o single Rope, é sensacional, com vocais dobrados e uma bateria esperta. Candidata a melhor do álbum e tem cheiro de coisa nova, de renovação por parte da banda. Wasting Light não bate como comida requentada e isso é ótimo. A banda passa mesmo por um bom momento criativo e Dave Grohl sabe das coisas. No momento toca White Limo, e é heavy metal puro.

7.4.11

whocares



Projeto capitaneado por Tony Iommi e Ian Gillan junta ainda Jason Newsted, Nicko McBrain, Jon Lord e Linde. Em teoria, tem aí: Black Sabbath, Deep Purple, Metallica, Iron Maiden e HIM. A turma se juntou para lançar um single, de duas músicas, com venda destinada à reconstrução de uma escola de música na Armênia.

5.4.11

Queremos Jamie Lidell

Depois de trazer o Mayer Hawthorne para um show memorável, o Queremos mira outro soulman branco de peso. Jamie Lidell poderá tocar no Circo, caso o esquema das cotas bata a meta. E não está muito difícil dessa vez. Falta pouco. O site do pessoal da iniciativa é www.queremos.com.br

addendum: já bateu, tem show dia 6 de maio.

Sempre as mesmas: Régis Tadeu

A coluna Sempre as Mesmas, que teve uma edição com o Dapieve, volta agora com o Regis Tadeu, colunista do Yahoo! e editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera. A ideia, como já disse aqui, é ter diferentes respostas para as mesmas perguntas. Gosto disso.

Na foto, a bela Céu, cantora que teve uma estreia quase impecável, mas o segundo trabalho ainda não me pegou. Ela está entre as cantoras que Régis destacou. Vamos lá.

Fernando Neumayer: Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?
Regis Tadeu: Puta que pariu! Adoro o Burn,o Stormbringer e o Come Taste the Band, mas, na comparação, os discos da banda com o Gillan são quase insuperáveis. Até mesmo o Who Do We Think We Are, que a própria banda odeia até hoje, é sensacional!

FN: Miles Davis vale em todas as fases?
RT: Vale. Um disco ruim do Miles é melhor que 70% da produção musical do planeta em todos os tempos.

FN: E a Nina Simone?
RT: Também gosto de todos os discos que ela gravou. Sem exceções.

FN: E o Milton Nascimento?
RT: O último disco decente que o Milton gravou foi o Sentinela, de 1980. De lá para cá, foi ladeira abaixo, uma merda atrás da outra...

FN: Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?
RT: Os Beatles tinham um senso melódico/harmônico quase sobrenatural. Os Stones tinham mais garra nas apresentações ao vivo.

FN: Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?
RT: De forma alguma! O Gabriel não tem um único disco solo que você possa classificar como "mediano".

FN: O que tem essa cena indie de Artic Monkeys, The Strokes, Franz Ferdinand, Bloc Party etc? É pra tanto barulho? Quem se salva?
RT: O que tem é uma desesperada busca por uma relevância que estas bandas jamais terão. Fazem bons discos, elaboram boas composições, mas nada que vá tirar o fôlego da gente. Serão lembradas com certo carinho em um futuro não tão distante. Nada além disto...

FN: Da nova geração de cantoras do Brasil, quem se destaca?
RT: Tulipa Ruiz, Céu, Roberta Sá, Lu Horta e Ellen Oléria.

FN: Radiohead é isso tudo?
RT: É uma boa banda, que tem uma discografia irregular, mas interessante, mas não é essa "cocada preta" que todo mundo apregoa. OK Computer é um disco bem menos sensacional do que as pessoas imaginam...

FN: O que você está ouvindo?
RT: Agora, na lata, neste exato momento, uma coletânea do Roy Eldridge, um trompetista sensacional. O cara foi "apenas" a maior influência do Dizzy Gillespie. Era fodão ou não?


Paul Simon

A bela capa do novo álbum.

4.4.11

Marcus Miller vem aí


Marcus Miller, papa do do baixo elétrico, vem para o BMW Jazz Festival, que acontecerá em SP, no início de junho, com outros nomes de peso como Sharon Jones, Joshua Redman e Wayne Shorter. No video abaixo dá para saber o line up completo e ainda ver que Miller fará um show revisitando Tutu, disco clássico de Miles já nos anos 80, onde o baixista foi a outra metade da coisa. Depois de embarcar no disco Kind of Blue, Tutu foi responsável pelo meu segundo choque com a música de Miles. O video explica a coisa. Play, vai.


3.4.11

U23D

O programa hoje foi assistir o U2 3D no cinema, já na repescagem -- exibiram novamente em função da forte procura no fim de semana passado. Todos sabem da capacidade da banda em criar um super show, mesmo quem não se interessa pelo som do quarteto sabe que é sempre algo de proporções enormes. E não podia ser diferente em um show filmado com tecnologia 3D, na Vertigo Tour, de 2006. A experiência de ver um show no cinema, com o tal óculos que nos permite ver tudo como se estivéssemos lá, é nova, inédita. E o U2 soube como fazer. Apesar da curta duração, 80 minutos, grandes músicas são enfileiradas numa sequência sem descanso, onde recuperamos o fôlego nas baladas como Sometimes You Can Make It On Your Own, que são colocadas no meio das pauleiras, como Bullet the Blue Sky.

Da abertura com a música que dá nome à turnê ao final com With or Without You, a banda mostra o motivo de ser uma das maiores do mundo e que sempre vem se renovando com músicas que não passam batidas por crítica e público. Em Miss Saravejo, ótima sacada do repertório, Bono chega a emular uma espécie de tenor, lembrando Pavarotti, que gravou na primeira versão da canção. É de arrepiar. Aliás, é um frontman de peso, e bem acompanhado de The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Ao mesmo tempo em que assistia o concerto, pensava no caminho percorrido pelo U2 ao longo das décadas: de pós-punk urgente ao rock refinado, trabalhado com classe, que faz hoje. E mais: sempre em alta. Não é fácil se manter.

Saí do cinema gostando mais de Bono e cia.