31.3.11

rock n soul

Voltei a Have a Little Faith, discaço de 2006 dos BellRays. O grupo mistura rock setentista com soul, e o ingrediente black vem da super vocalista Lisa Kelaula, que também já deu pinta num ótimo single do Basement Jaxx, de house music, mais especificamente Good Luck (vale a ida no youtube). Com essa coisa do download, me perco muitas vezes em tantas pastas e opções, o que acaba me fazendo esquecer de alguns cds, que foi o caso dos BellRays. Faz uns dois anos que não escuto esse disco. Na verdade, não me dou bem com inúmeros cds no computador. Ainda é preciso tê-los. E isso não é discurso anti-pirataria, é apenas uma questão pessoal. Sinto como se perdesse os álbuns de vista. Mas voltando ao som: Lisa é como se fosse uma Sharon Jones numa banda de roquenrrou. E isso é ótimo. Ela solta a voz em Change the World, Detroit Breakdown e Maniac Blues, enquanto a banda aumenta as distorções em levadas quase punks. Em outros momentos, como em Have a Little Faith in Me, o clima muda, a guitarra fica clean, entram uns coros, a batera fica colada num groove com o baixo e o cd se equilibra na outra faceta da banda. Há espaço ainda para Third Time's The Charm com a vibe lá em cima e um naipe de sopros discreto no fundo. The BellRays tem classe, olha só:

Está tocando

30.3.11

O novo


do Foo Fighters é Wasting Light. Bela capa.

O primeiro single que soltaram, Rope, é ótimo e traz a banda com novos vocais e um som renovado, sem perder o que faz da banda de Dave Grohl uma das melhores coisas do rock pós-Nirvana. E ainda algo discreto de Rush -- o batera Taylor Hawkins é fã. Agora eles soltaram mais uma faixa das boas. Dá pra ouvir aqui no Move That Jukebox. Fora isso, vem aí também um filme dos caras, Back and Forth. Olha o trailer e diz se não vale.




29.3.11

Novas


Não lembro de já ter escutado um álbum inteiro do REM, sempre acompanhei o grupo distante. Não me interessava. Minha relação ficava em Losing My Religion, The One I Love, Shiny Happy People, Everybody Hurts e o show do Rock in Rio 3, que vi, apesar do cansaço que me pegava depois do dia inteiro em pé na Cidade do Rock. Resolvi pegar o novo, Collapse into Now, depois de ouvir a ótima UBerlin. O disco é o que toca no momento e muito bem, não decepciona, e está me fisgando. Outro, das novidades, é o Buil A Rocket Boys!, do Elbow. Não seria fácil fazer um sucessor do espetacular The Seldom Seen Kid, mas parece que Guy Garvey (foto) e cia conseguiram. A abertura com Birds já é sensacional e Guy está mais Peter Gabriel do que nunca - e isso é ótimo. São dois bons lançamentos que rodaram no tocador hoje -- a surpresa do REM e a afirmação do Elbow.


26.3.11

MILES

Filme do Miles: sai ou não sai, Don Cheadle?

25.3.11

Soltas

Encontro de grandes: Paul e Jeff Buckley.

24.3.11

Legend


John Legend, que lançou aquele discaço com o pessoal do The Roots, gravou Rolling in the Deep, da Adele, só na voz. Vale. E aproveitando: gosto muito do primeiro disco da Adele, mas esse novo não me fisgou, apesar desse ótimo single, que o Legend, agora, nos apresenta a capella.

John Legend - Rolling in the Deep (Adele Cover) by johnlegend

23.3.11

Metallica

A Madras está soltando isso aí no mercado brasileiro -- um livro de fotos do Metallica, com material do fera Ross Halfin.

22.3.11

PG em 3D

Amanhã e quinta, Peter Gabriel cantará em Londres seu repertório autoral acompanhado de uma orquestra, apenas ela - sem bateria e guitarras, como o cartaz desde o álbum Scractch my Back destacava. A diferença é que Scratch my Back, grande disco de PG, é totalmente de covers, e agora ele pula para seu próprio catálogo, com a roupagem orquestral.

No
site oficial é possível ver o video do mês com a orquestra, em estúdio, executando o arranjo de Red Rain. Inacreditável a qualidade da coisa, que é assinada, desde o tal cd com música dos outros, por John Metcalfe, em parceria com Peter. Esse material está sendo gravado para um vindouro cd, que deve sair até o fim de 2011. No mais, os concertos em Londres serão filmados também com tecnologia 3D. É pouca coisa?

A boa foto da fachada do Hammersmith Apollo eu pesquei no twitter oficial dele.

21.3.11

Calcanhotto no samba

Adriana Calcanhotto está soltando um álbum de samba. Ela tem aquela voz que acalma e um álbum nesse caminho poderá bater muito bem. Deixo aqui um video de um ensaio, captado com a assinatura de bom gosto da amiga Clara Cavour -- a luz está bonita, tem a coisa do sol batendo e ainda o acompanhamento luxuoso de Alberto Continentino, Davi Moraes e Domenico Lancelotti.

Play aí, vai.

adriana calcanhotto_eu vivo a sorrir from horto filmes | clara cavour on Vimeo.




18.3.11

Solta

E essa do Jeff Buckley, hein? Não conhecia, está no cd póstumo, inacabado, que lançaram depois que ele saiu nadando e desapareceu, o Sketches. Em nada parece com o que ele fazia, tem uma coisa meio R&B, podia estar num cd do Maxwell, por exemplo. Não sei, mas é meio por aí.


17.3.11

Raphael Gualazzi

Pouco antes do dia de embarcar para Europa, uma amiga esperta tinha mandado, sem saber muito sobre, uma música chamada Reality and Fantasy, de um DJ que agora não lembro o nome. Pois bem, o youtube já avisava que a voz na música era de Raphael Gualazzi e a versão era mesmo de um DJ, que tinha trabalhado em cima. Mas nada de bate-estaca, era uma versão chill out, dessas de coletânea para hotel ou restaurante de gente fina. Em alta no velho continente, depois de ser um dos vencedores no Festival de San Remo 2011 com a espetacular Folia d'Amore (Madness of Love), que abre o álbum de estreia, Raphael estava em todas as lojas à mostra. E é o que escuto no momento. Raphael é italiano, tem 30 anos, e faz uma onda jazzy que, só para referências imediatas, fica na mesma praia que um Jamie Cullum ou um Peter Cincotti. Além de ter boa voz, toca piano muito bem e parece bom compositor, como já mostra a faixa vencedora do festival, que abre o disco com classe e um belo trompete.

addendum: vejo que Raphael tem um disco de 2005, chamado Love Outside the Window, ou seja, talvez já esteja em seu segundo álbum. Depois confirmo a história e volto aqui. Em tempo, vale conferir Don't Stop, do Fleetwood Mac, com ele, no youtube.






14.3.11

de volta

O blog volta depois do giro europeu deste que escreve. Muitas coisas na mala, que vou soltar aqui aos poucos, à medida que ouvir. O primeiro que está tocando muito bem é o Mondo Cane, projeto de música italiana do Mike Patton, o inquieto do Faith No More, Mr. Bungle, Fantomas e outras bandas. A ideia é um disco com canções clássicas italianas cantadas com orquestra e banda, com Patton encarnando um crooner. Vale dizer que, já no FNM, Patton mostrara esse lado com I Started a Joke, do Bee Gees, e Easy, do Lionel Richie, por exemplo.

Fã do grande maestro Ennio Morricone, casado com uma italiana e morando em Bologna, Patton tornou-se um admirador de música do país da bota. E o resultado disso tudo é esse Mondo Cane, que começou em concertos em dois mil e oito e, depois de ser adiado algumas vezes, virou álbum editado ano passado.

É interessante ver a trajetória de Patton. Daquele jeito moleque, com casaco amarrado na cintura, pulando com o som pulsante do Faith No More, de repente aparecer como crooner de orquestra cantando canções italianas das décadas de 50 e 60. No disco, Morricone é lembrado com Deep Down, do filme Diabolik.

E mais: o projeto passará pelo Rock in Rio, no Palco Sunset, no mesmo dia que Milton Nascimento encontrará Esperanza Spalding.