25.1.11

progressivo em dois mil e onze

Quando o Dream Theater estourou no início da década de 90 juntando fusion, heavy metal e rock progressivo em uma música bem complexa, novos caminhos se abriram. Muitas bandas tentaram fazer o mesmo caminho sem sucesso. Outras - como, por exemplo, Pain of Salvation e ACT - souberam usar a favor o progressivo, o rock, e muitas outras influências, sem cair na exibição barata em solos e andamentos tortos. É nessa segunda leva que vejo o The Dear Hunter, de Casey Crescenzo (foto), banda norte-americana com três cds lançados. O foco é outro, está na canção, nos arranjos, nas vozes, nas camadas sonoras...

E isso torna Act III: Life and Death, que saiu em 2009, impecável do início ao fim. É difícil notar referências óbvias, mas Casey e seus comparsas têm algo contemporâneo de Coldplay, Elbow, Muse, mas também bebem (e muito) em coisas mais clássicas como Beatles e principalmente Queen, com coisas broadway, vaudeville e muitos backings vocals.

Fiquei devendo Jamie Lidell e Eli Paperboy Reed, mas fui atropelado pelo som de Casey e cia. Depois falo dos dois, cada um em sua praia do soul, com o Paperboy soando melhor, com um pé mais no roquenrou dos 60s e 70s. Vou tentar falar algo mais desse Life and Death também, mas é um mosaico de sons tão rico, que está uma tarefa difícil, por enquanto, escrever sobre.

Começou a temporada 2011 de álbuns, músicos, artistas, músicas...

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