27.12.10

Com atraso: Lenny Kravitz

Embarquei em dois álbuns do Lenny Kravitz: Mama Said e Are You Gonna Go My Way, respectivamente, segundo e terceiro de carreira. Nunca me interessei pelo trabalho de Lenny, mas sempre olhei - e ouvi - com simpatia seus singles, mas nada que me fizesse pegar seus discos. Esse fim de semana, na já combalida Modern Sound - de jazz não tem mais nada praticamente -, comprei os dois que acabei de citar, em uma jogada de apostador. E bateu. Bateu muito bem. Rock com sotaque funk - ou o contrário - não tem como dar errado ou, ao menos, me trazer bons grooves e momentos. É aquele caldeirão com muito Hendrix, Sly, Lennon, Zeppelin, Marvin Gaye etc, e em grandes doses, quantidades quase exageradas, mas que fazem o som de Lenny algo a ser notado, pelo menos até o Circus, quarto cd, de 95. Um retrato dessa fase é Always on the Run, do Mama Said, em parceria com Slash. A música é conduzida por um super riff de guitarra, vocais à la Hendrix e um naipe afiado de metais.

Depois o rock com black music recebeu ainda mais injeção de pop, o que não tira o mérito do artista, apenas o joga para uma outra fase e um outro estrelato, que é ali a partir do 5, marcado pela swingada e pegajosa Fly Away e a cabeça sem os dreadlocks, no clipe da baladona I Belong to You. Na wikipedia vejo que Lenny prepara um álbum duplo, só de funk, para o ano que vem, que seria o Black and White America, coisa que já vem sendo feita ao longo dos últimos anos. É esperar para ver.
Enquanto isso vou descobrindo essa primeira fase, que nunca dei a devida atenção.

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