27.11.10

O Megadeth, de novo


Tenho épocas de voltar ao Megadeth, não sei por qual motivo. Esses dias revisitei os álbuns que considero os melhores, os feitos na década de 90, como disse no post anterior. E no momento escuto Youthanasia, que é onde a banda foi mais longe musicalmente. É o mais melódico também, por parte de Mustaine, é só ouvir I Thought I Knew it all, uma das melhores, para perceber. É também onde o peso está melhor encaixado com as composições e isso já vinha um pouco do trabalho anterior, o ótimo Countdown Extinction, mas que trazia ainda um pouco da primeira fase da banda .

Mas foi mesmo com Youthanasia, em 94, que - ao lado de Nick Menza, Marty Friedman e Dave Ellefson - Mustaine conseguiu chegar num trabalho perfeito dentro da história da banda. Não tem nota fora e ainda sobra espaço para uma mezzo balada A Tout Le Monde, em meio a um repertório que valoriza muito o lado mais arranjador de Friedman, com as clássicas linhas de guitarra com as quais sempre colaborou ao longo dos anos, desde o clássico dos clássicos Rust In Peace, considerado um dos pilares do trash metal ao lado do Master Of Puppets, do Metallica. Com os cds seguintes ficando mais enxutos em matéria de composição, e cada vez menos trash, ele completava muito bem o lado riffeiro de Mustaine e foi o trunfo dessa formação de ouro.

Depois do hiato em 2002, os últimos discos são elogiados, mas fico de longe, ouvindo coisa ou outra. Dread and the Fugitive Mind, por exemplo, é excelente. Vi o Megadeth uns dois ano atrás, mas já desfigurado, com músicos que nem sabia o nome depois das inúmeras trocas, que deixam a banda cada vez mais trabalho solo de Mustaine, e foi apenas um bom show, nada memorável. Uma volta dessa formação faria o Megadeth crescer novamente, sem dúvida.

Esse post é daqueles deja vu, já passei por aqui falando do Youthanasia e/ou essa fase de Mustaine e cia. Acontece quando revisitamos algo.

2 comentários:

Ruy Smith disse...

Legal o post. Da fase mais recente eu gosto muito do "The World Needs a Hero", de 2001. Fora isso, gosto muito de toda a fase antiga até o "Cryptic Writings", que também é um discaço!

Fernando Neumayer disse...

Salve Ruy, eu tenho o The World..., mas nunca embarquei muito, vou dar mais uma ouvida. Cryptic é sem dúvida um discaço! Valeu pela visita!