24.11.10

Cee-lo Green


Na ida pra SP atrás de Macca, alimentei meu tocador com algumas coisas que estavam na fila, como o novo do Cee-lo Green (foto) e o The Suburbs, do Arcade fire; além de memórias musicais como o Medadeth, que retomei esses dias. Sim, a fase dos anos 90, onde a banda teve seu melhor momento criativo com Countdown to Extinction e principalmente Youthanasia. Além, claro, de Otis, que não paro de ouvir.

Hoje cedo, no tédio da sala de espera da médica, escutei o Arcade Fire, quase na íntegra. Bateu muito bem, muito. Surpreendeu. Sempre leio elogios entusiasmados ao grupo, mas sempre escutei meio de longe, com medo dessa coisa superestimada que ronda o cenário indie. Acabo de ver, na Wikipedia, que o álbum é longo, tem 16 faixas, então devo ter chegado na segunda metade. Ready to Start e Rococo desceram muito bem, vou partir para outras audições.

Mas o que tem tocado no loop é Cee-lo Green e seu The Lady Killer, que resolvi escutar enquanto voava no trecho SP-RJ como um zumbi, depois de praticamente virar a noite pós-Paul. Normalmente pego distância dos discos que já saem etiquetados como "melhor do ano", que aconteceu com o novo de Cee-lo, mas fui atrás. Muito groove, muita coisa de sopro e cordas, e os vocais inspirados de Cee-lo em boas composições. Uma receita certa. Tem até espaço para uma participação discreta de Philip Bailey (Earth, Wind & Fire) em Fool For You. Também tem muito soul em Bright Lights Big City e a contagiante Cry Baby. A faixa que puxou o cd por aí, Fuck You, é muito boa, mas o resto do cd supera.

Old Fashioned, por exemplo, é belíssima. Cee-lo canta muito.

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