2.11.10

Awake, Dream Theater


Sábado com trilha do Dream Theater, mais especificamente o álbum Awake, que é um dos 15, série que começou com o Maiden, dias atrás. Esse cd foi o da virada, que mudou tudo e mostrou que a música ia muito além do que eu ouvia na época, que era, basicamente, Heavy Metal. Sempre lia coisas da banda nas revistas e via críticas fortes aos intermináveis solos e demonstrações de virtuosismo gratuitas. Esses pontos chamaram atenção e fui atrás. Comprei na antiga Gramophone sem ouvir uma nota, mais pela capa, o Awake, de 94.

O play, já no carro, soltou aquela bateria que corria o stereo e me colocou de frente a um som muito novo. Do início ao fim, de 6:00 a Space-Dye Vest, a musicalidade era inédita para os meus ouvidos, pois as influências eram determinantes -- Pop, Fusion, Jazz, Heavy Metal, Prog, Funk, era tudo junto, enquanto a voz de LaBrie soava única, versátil, cantando como ninguém. Talvez, pela primeira vez, eu estava em contato com músicos, mesmo, e isso abriu a mente, trouxe novas possibilidades. Awake ainda trazia Kevin Moore nos teclados, membro fundamental que deixaria o grupo logo depois. Suas linhas eram mais suaves, viajantes, floydianas, e isso mudou com sua saída. Eu nunca tinha escutado nada como Lifting Shadows off a Dream, Innocence Faded e Scarred.

Depois da estreia* com o Images & Words, esse trabalho tratou de reorganizar as influências e musicalmente foi longe, com uma produção melhor, timbres mais certeiros. Era mais um passo, mais um degrau criativo, até chegar no definitivo Scenes From A Memory, cinco anos depois, mas aí eu já estava dentro do clube. Awake mudou as regras. A partir dele a música ganhou outra proporção.

* Considerando aqui a discografia com o James La Brie. Deixando de lado o primeiro álbum com o Dominici nos vocais.

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