30.11.10

Preservation Hall Jazz Band


O show da Preservation Hall ontem foi uma viagem no tempo e espaço. Afiados, e com aquela boa dose de bom humor, encerraram em grande estilo a série Jazz All Nights de 2010. Na banquinha, montada no saguão do belo Municipal reformado, comprei New Orleans Preservation, Vol.1, um dos cds da turma à venda. Depois que ouvir falo aqui dele. Ainda teve participação da Orquestra Voadora que, segundo meu irmão na saída do teatro, passou voando. Na foto acima, Tom Waits com a jazz band, ainda contando com o baixista (o figurão de barba), que não esteve ontem no show, morto esse ano. Tom Waits cantou em duas faixas no último cd.

Vou ver se o chapa Rafael Teixeira, que também esteve lá ontem, topa falar sobre o QG do grupo lá em New Orleans, que ele visitou esse ano; e também um pouco da história, que vem desde 1961, data do nascimento do grupo. Nem que seja coisa de um parágrafo, tamanho quase habitual das coisas desse espaço.

29.11.10

Hoje tem jazz no Municipal


Hoje é dia de assistir a Preservation Hall Jazz Band, de New Orleans, fechando a série Jazz All Nights. Amanhã conto algo.

27.11.10

O Megadeth, de novo


Tenho épocas de voltar ao Megadeth, não sei por qual motivo. Esses dias revisitei os álbuns que considero os melhores, os feitos na década de 90, como disse no post anterior. E no momento escuto Youthanasia, que é onde a banda foi mais longe musicalmente. É o mais melódico também, por parte de Mustaine, é só ouvir I Thought I Knew it all, uma das melhores, para perceber. É também onde o peso está melhor encaixado com as composições e isso já vinha um pouco do trabalho anterior, o ótimo Countdown Extinction, mas que trazia ainda um pouco da primeira fase da banda .

Mas foi mesmo com Youthanasia, em 94, que - ao lado de Nick Menza, Marty Friedman e Dave Ellefson - Mustaine conseguiu chegar num trabalho perfeito dentro da história da banda. Não tem nota fora e ainda sobra espaço para uma mezzo balada A Tout Le Monde, em meio a um repertório que valoriza muito o lado mais arranjador de Friedman, com as clássicas linhas de guitarra com as quais sempre colaborou ao longo dos anos, desde o clássico dos clássicos Rust In Peace, considerado um dos pilares do trash metal ao lado do Master Of Puppets, do Metallica. Com os cds seguintes ficando mais enxutos em matéria de composição, e cada vez menos trash, ele completava muito bem o lado riffeiro de Mustaine e foi o trunfo dessa formação de ouro.

Depois do hiato em 2002, os últimos discos são elogiados, mas fico de longe, ouvindo coisa ou outra. Dread and the Fugitive Mind, por exemplo, é excelente. Vi o Megadeth uns dois ano atrás, mas já desfigurado, com músicos que nem sabia o nome depois das inúmeras trocas, que deixam a banda cada vez mais trabalho solo de Mustaine, e foi apenas um bom show, nada memorável. Uma volta dessa formação faria o Megadeth crescer novamente, sem dúvida.

Esse post é daqueles deja vu, já passei por aqui falando do Youthanasia e/ou essa fase de Mustaine e cia. Acontece quando revisitamos algo.

24.11.10

Cee-lo Green


Na ida pra SP atrás de Macca, alimentei meu tocador com algumas coisas que estavam na fila, como o novo do Cee-lo Green (foto) e o The Suburbs, do Arcade fire; além de memórias musicais como o Medadeth, que retomei esses dias. Sim, a fase dos anos 90, onde a banda teve seu melhor momento criativo com Countdown to Extinction e principalmente Youthanasia. Além, claro, de Otis, que não paro de ouvir.

Hoje cedo, no tédio da sala de espera da médica, escutei o Arcade Fire, quase na íntegra. Bateu muito bem, muito. Surpreendeu. Sempre leio elogios entusiasmados ao grupo, mas sempre escutei meio de longe, com medo dessa coisa superestimada que ronda o cenário indie. Acabo de ver, na Wikipedia, que o álbum é longo, tem 16 faixas, então devo ter chegado na segunda metade. Ready to Start e Rococo desceram muito bem, vou partir para outras audições.

Mas o que tem tocado no loop é Cee-lo Green e seu The Lady Killer, que resolvi escutar enquanto voava no trecho SP-RJ como um zumbi, depois de praticamente virar a noite pós-Paul. Normalmente pego distância dos discos que já saem etiquetados como "melhor do ano", que aconteceu com o novo de Cee-lo, mas fui atrás. Muito groove, muita coisa de sopro e cordas, e os vocais inspirados de Cee-lo em boas composições. Uma receita certa. Tem até espaço para uma participação discreta de Philip Bailey (Earth, Wind & Fire) em Fool For You. Também tem muito soul em Bright Lights Big City e a contagiante Cry Baby. A faixa que puxou o cd por aí, Fuck You, é muito boa, mas o resto do cd supera.

Old Fashioned, por exemplo, é belíssima. Cee-lo canta muito.

22.11.10

Up and Coming Tour


Difícil é falar algo do show de Paul depois daquele choque de emoções de ontem à noite. Não há adjetivo no dicionário que defina. Foi um privilégio estar lá para me juntar ao refrão de Band on the Run, ao coro de Hey Jude ou o Give Peace a Chance, de John, lembrado por Paul, com o estádio tomado de bolas brancas. Foi tudo mágico, assim como Something, com imagens do George no telão. Repertório não falta a Paul, claro, e toma de Jet, Mrs Vandebilt, Letting Go, 1985, Live and Let Die, Lady Madonna, Drive my Car... o set é enorme e ainda tem seus trunfos como a inspirada A Day in the Life e as belas The Long and Winding Road e My Love. E ainda teve espaço para o projeto Fireman, com Sing the Changes e Highway, que foi uma boa surpresa. Por mais clichê que possa soar: a sensação de estar ali diante de um beatle foi única.

A foto é de Marcos Hermes.

20.11.10

PAUL


Amanhã tem Paul. É para entrar na história. E na foto Linda e Paul. Bonitões. Gostei do que li na Folha ontem, em um artigo no caderno especial de Macca. Não lembro agora o nome de quem fez a análise da coisa Lennon/McCartney, mas falava que, mesmo com a não existência dos Beatles, os dois surgiriam em algum momento com suas canções. Lennon mais na onda dos trovadores Leonard Cohen e Lou Reed, enquanto Paul ficaria com os magos da canção, Billy Joel e Elton John. Faz sentido. Muito. E complemento com a linha de pensamento que Rafael Teixeira, com quem divido o Epístolas Musicais, traçou sobre a personalidade de um ser fundamental para a do outro. Era mais ou menos por aí mesmo, eles se encontravam, onde musicalmente se distanciavam. As personalidades se equilibravam. É por aí. Na segunda, quando estarei de volta, vou tentar contar algo, o que não será fácil.

19.11.10

Mayer Hawthorne


Enquanto me acostumo com a ideia de Mayer Hawthorne não passar pelo Rio, na turnê com Amy, em janeiro, segue no link abaixo entrevista com ele. Entre as boas novidades, Mayer já terminou o novo álbum, que sai ano que vem, com influências - além, claro, da soul music - de Doobie Brothers, Beatles, Steely Dan e Beach Boys, ou seja, coisa boa. Tem música nova também, no fim da entrevista, chamada No Strings.

Na foto, Mayer Hawthorne & the County, a banda que o acompanha. Mayer com uma Flying V à mão, modelo de guitarra característico do Heavy Metal, estilo que ele cita, curiosamente, na entrevista, como influência.

http://soultrain.com/2010/11/19/sound-check-mayer-hawthorne-hes-a-soul-man/

18.11.10

O SOUL de Otis


Enquanto toca a bela versão de Summertime, de Sam Cooke, escrevo aqui sobre outro, na verdade, Otis Redding (foto), que tem reinado. Sempre tive uma ou outra coisa de Otis nos meus arquivos, principalmemte das coisas do Joaquina, da época que fazia a playlist lá. Batia sempre bem. Mas numa viagem dessas, na casa em que fiquei, quem me recebeu lançou uma playlist, que no meio, tinha The Happy Song (Dum-Dum), de Otis. Na hora senti que minha relação não podia ficar em alguns mp3s. Dias depois, já em casa, fiz download de umas três coletâneas que, depois de uma comparação para eliminar faixas repetidas, viraram um superalbum.

I've Got Dreams to Remember, These Arms of Mine, (Sittin' on) The Dock of the Bay e a brilhante Try a Little Tenderness formam a indispensável sequência musical dos últimos dias. Aos poucos Otis vai caminhando em direção ao altar dos meus grandes. No momento já toca A Change is Gonna Come, ainda com Sam Cooke, outro de primeira linha. E assim vamos...

A imagem de Otis, acima, demorou para carregar e foi o tempo para entrar Marvin Gaye cantando Yesterday, tudo a ver em tempo de visita de Paul. Essa versão é bela, de uma coletânea soul Beatles que ainda tem Al Green numa ótima I Wanna Hold Your Hand. Ando muito soul, dos novos e dos velhos. É um universo fascinante, não tem nada igual.

15.11.10

Enquanto isso

A nova da Adele.

10.11.10

Seu Jorge and Almaz


Boa foto do Seu Jorge com sua nova banda, Almaz, num show em Londres. Ainda não ouvi o cd, mas interessa. Lucio Maia e Pupillo, dois membros da Nação Zumbi, completam o time ao lado do baixista Antonio Pinto.

8.11.10

O SOUL vem aí


Parece que Amy Winehouse vem mesmo e com abertura de luxo de Mayer Hawthorne (foto) e Janelle Monáe. Back to Black, de Amy, é um discaço, mas tem tanto tempo que ela só aparece pelo lado junkie, que estou nessa mais por Mayer e Janelle. Nada como umas boas rotações do Back to Black até janeiro para trazer de volta Amy para a minha cabeça. O que me pergunto é como seria um show dela hoje - se aguenta, se vai ficar no palco e se vai...cantar. Recife, Rio, São Paulo e Florianópolis estão na rota desses shows, que supostamente formariam um tal de Summer Soul Festival. Enquanto isso, Sam Cooke e Otis Redding, principalmente o segundo, não param de tocar.

addendum: parece que o Rio só receberá Amy, com participação especial de Janelle, ou seja, não será o tal festival, a tal noite com os três. Mas vale lembrar que, um tempo atrás, o Circo Voador tinha soltado uma nota falando de Mayer por lá em janeiro. Está batendo.

6.11.10

o soul do Aloe Blacc

I Need a Dollar, faixa que abre o último álbum de Aloe Blacc. Puro soul em 2010.

2.11.10

Awake, Dream Theater


Sábado com trilha do Dream Theater, mais especificamente o álbum Awake, que é um dos 15, série que começou com o Maiden, dias atrás. Esse cd foi o da virada, que mudou tudo e mostrou que a música ia muito além do que eu ouvia na época, que era, basicamente, Heavy Metal. Sempre lia coisas da banda nas revistas e via críticas fortes aos intermináveis solos e demonstrações de virtuosismo gratuitas. Esses pontos chamaram atenção e fui atrás. Comprei na antiga Gramophone sem ouvir uma nota, mais pela capa, o Awake, de 94.

O play, já no carro, soltou aquela bateria que corria o stereo e me colocou de frente a um som muito novo. Do início ao fim, de 6:00 a Space-Dye Vest, a musicalidade era inédita para os meus ouvidos, pois as influências eram determinantes -- Pop, Fusion, Jazz, Heavy Metal, Prog, Funk, era tudo junto, enquanto a voz de LaBrie soava única, versátil, cantando como ninguém. Talvez, pela primeira vez, eu estava em contato com músicos, mesmo, e isso abriu a mente, trouxe novas possibilidades. Awake ainda trazia Kevin Moore nos teclados, membro fundamental que deixaria o grupo logo depois. Suas linhas eram mais suaves, viajantes, floydianas, e isso mudou com sua saída. Eu nunca tinha escutado nada como Lifting Shadows off a Dream, Innocence Faded e Scarred.

Depois da estreia* com o Images & Words, esse trabalho tratou de reorganizar as influências e musicalmente foi longe, com uma produção melhor, timbres mais certeiros. Era mais um passo, mais um degrau criativo, até chegar no definitivo Scenes From A Memory, cinco anos depois, mas aí eu já estava dentro do clube. Awake mudou as regras. A partir dele a música ganhou outra proporção.

* Considerando aqui a discografia com o James La Brie. Deixando de lado o primeiro álbum com o Dominici nos vocais.

novo da Adele

Essa é a bela capa do próximo álbum da Adele, cantora que, nesse mundo pop pós-Amy, é a que mais leva votos meus. Seu disco de estreia, 19, que saiu em 2008, é excelente e brilha em momentos como Cold Shoulder e First Love, de seu repertório, e Make You Fell My Love, baladona do Dylan. Vamos aguardar, sai em janeiro.