15.9.10

A volta do Skunk Anansie


O Skunk Anansie surgiu na Inglaterra no meio dos anos 90 com uma carta na manga, que ninguém mais tinha, a vocalista anti-musa e única Skin. A figura, a voz e a presença dela fizeram com que o rock do SA fosse além e atingisse outros níveis. No terceiro álbum, Post Orgasmic Chill, de 99, foi tudo perfeito, desde a capa, passando pelas composições, os vocais incríveis de Skin, as guitarras criativas de Ace e a cozinha segura da dupla Cass Lewis e Mark Richardson. Assim a banda chegou num ponto alto, que veio naturalmente como resultado da evolução dos dois primeiros Paranoid Sunburnt e Stoosh. Depois desse êxito, de estourar na Europa, e vender 5 milhões ao redor do globo, Skin e cia resolveram parar.

Agora, 10 anos depois, e após uma coletânea (com ótimas 3 inéditas) lançada ano passado, o Skunk Anansie volta a todo vapor com Wonderlustre, justamente no ponto onde parou com o último cd. Essa é a impressão que fica. O novo trabalho é um excelente álbum de rock com todas aquelas influências que a banda sempre apresentou -- pop, dub, heavy metal, black music e punk. O destaque fica, como sempre, para Skin e seus vocais impressionantes. Sua versatilidade é o grande trunfo da música do Skunk Anansie.


A abertura com God Only Loves You, o single My Ugly Boy, as brilhantes Talk Too Much, My Sweetest Thing e My Love Will Fall, mostram que a banda está de volta e muito bem. Do início ao fim, nas 12 faixas, a inspiração está de volta. Mesmo que Post Orgasmic Chill continue como a obra-prima do quarteto, Wonderlustre vem em boa hora e mostra que o Skunk Anansie ainda tem assunto. Ainda tem música.

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