29.9.10

Peter Gabriel sinfônico

Esse repertório abaixo é do show que Peter Gabriel está fazendo lá fora. Não é pra qualquer um, pois parece longo e só com orquestra, mas é uma viagem musical por covers, novos e antigos, e coisas de sua carreira com olhar sinfônico. Um DVD disso seria uma ótima ideia. A matéria no G1 ainda diz que os telões são impressionantes e que PG está com a voz impecável.

1 . "Heroes" (David Bowie)
2. "The Boy in the Bubble" (Paul Simon)
3. "Mirrorball" (Elbow)
4. "Flume" (Bon Iver)
5. "Listering Wind" (Talking Heads)
6. "The power of the heart" (Lou Reed)
7. "My body is a cage" (Arcade Fire)
8. "The book of love" (The Magnetic Fields)
9. "I think it's going to rain today" (Randy Newman)
10. "Apres moi" (Regina Spektor)
11. "Philadelphia" (Neil Young)
12. "Street spirit (fade out)" (Radiohead)

Parte 2

13. "San Jacinto"
14. "Digging in the dirt"
15. "Signal to noise
16. "Downside-up"
17. "Mercy street"
18."The rhythm of the heat"
19- "Washing of the water"
20. "Intruder"
21. "Red rain"
22. "Solsbury hill"
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23. "In your eyes"
24. "Don't give up"
25. "The nest that sailed the sky"

28.9.10

Louis Armstrong no cinema


Está saindo lá fora Louis: A Silent Film, uma biografia de Louis Armstrong nas telonas, que traz o cinema mudo de volta para 2010. E, como o próprio site do longa destaca, é uma homenagem a Charlie Chaplin, belas mulheres, música americana e ao próprio Satchmo, claro. As exibições nos Estados Unidos têm o acompanhamento de luxo de Wynton Marsalis (foto) tocando a trilha ao vivo, acompanhado pela pianista Cecile Licad e uma jazz big band.

Aqui o trailer:


24.9.10

Moacir Santos



A capa do Ouro Negro, discaço que resgatou a obra do mestre Moacir Santos e o apresentou para muita gente que não fazia ideia de quem ele era.
O dvd, de mesmo nome, com o registro de um dos shows da época, também vale. Aliás, tudo vale. Hoje vi que Moacir nasceu no mesmo ano de Miles e Coltrane.

22.9.10

Voltando ao SOUL

Essa é a (ótima) capa do disco que junta John Legend e o grupo The Roots. Wake Up! saiu ontem lá fora e dá para ouvir na íntegra aqui. O repertório é formado por covers da turma das antigas da soul music, como Donny Hathaway, por exemplo, e uma composição de Legend, chamada Shine. Bateu muito bem.

Aqui no video, eles tocam Hard Times, de Baby Huey, no estúdio.


20.9.10

Jazz no Municipal


Hoje tem Irvin Mayfield no Theatro Municipal. Pouco conheço do trompetista, mas a dica veio do fera em jazz Rafael Teixeira (do blog parado no tempo Melomania Aguda, o link não entrou, acho que está desativado) e vou seguir. Sem contar que, ir no Municipal, é sempre um acontecimento, ainda mais com jazz... À frente da NOJO - New Orleans Jazz Orchestra, que fundou e conta com 16 músicos, Irvin traz o espetáculo From Duke to Basie and the best of New Orleans Jazz.

17.9.10

Primeiras impressões

Down Again, quinta faixa da estreia do Black Country Communion, desceu bem, a melhor até agora. A capa é fraca, mas o disco promete. É uma pena que Joe Bonamassa, guitarrista do grupo, que tem um ótimo trabalho solo, também não cante. Pelo que li por aí, divide apenas duas músicas com GH. A conferir. É cedo para dizer, mas prefiro quando Glenn Hughes, que admiro muito, não exagera nos vocais.

Na verdade, ainda estou um pouco com a cabeça no Skunk Anansie e na Skin, não tem como não se deixar levar por sua voz e as músicas do grupo. Durante a semana ainda revisitei seu ótimo cd solo Fleshwounds e o Post Orgasmic Chill do SA. O hard (funk) rock do Black Country poderá bater meio quadrado, de início. Mas vou em frente. E agora entrou Song of Yesterday, com os dois divindindo as vozes e concluindo meu pensamento que Bonamassa poderia cantar mais nas músicas. Depois volto.

15.9.10

A volta do Skunk Anansie


O Skunk Anansie surgiu na Inglaterra no meio dos anos 90 com uma carta na manga, que ninguém mais tinha, a vocalista anti-musa e única Skin. A figura, a voz e a presença dela fizeram com que o rock do SA fosse além e atingisse outros níveis. No terceiro álbum, Post Orgasmic Chill, de 99, foi tudo perfeito, desde a capa, passando pelas composições, os vocais incríveis de Skin, as guitarras criativas de Ace e a cozinha segura da dupla Cass Lewis e Mark Richardson. Assim a banda chegou num ponto alto, que veio naturalmente como resultado da evolução dos dois primeiros Paranoid Sunburnt e Stoosh. Depois desse êxito, de estourar na Europa, e vender 5 milhões ao redor do globo, Skin e cia resolveram parar.

Agora, 10 anos depois, e após uma coletânea (com ótimas 3 inéditas) lançada ano passado, o Skunk Anansie volta a todo vapor com Wonderlustre, justamente no ponto onde parou com o último cd. Essa é a impressão que fica. O novo trabalho é um excelente álbum de rock com todas aquelas influências que a banda sempre apresentou -- pop, dub, heavy metal, black music e punk. O destaque fica, como sempre, para Skin e seus vocais impressionantes. Sua versatilidade é o grande trunfo da música do Skunk Anansie.


A abertura com God Only Loves You, o single My Ugly Boy, as brilhantes Talk Too Much, My Sweetest Thing e My Love Will Fall, mostram que a banda está de volta e muito bem. Do início ao fim, nas 12 faixas, a inspiração está de volta. Mesmo que Post Orgasmic Chill continue como a obra-prima do quarteto, Wonderlustre vem em boa hora e mostra que o Skunk Anansie ainda tem assunto. Ainda tem música.

10.9.10

Love me or leave me


Hoje é dia de ouvir Nina Simone. Tem dias que só ela salva.

9.9.10

Mike Portnoy deixa o Dream Theater

Mike Portnoy anunciou ontem sua saída do Dream Theater. Atolado em diversos projetos paralelos nos últimos anos, Portnoy pediu um tempo à banda para que pudessem recarregar energias, inspirações e tudo mais -- o que acho válido, e já estava mais do que na hora disso acontecer. O problema foi que o resto não topou e que o trabalho segue sem ele. Quem conhece a banda sabe que dificilmente será produtiva essa continuidade com outro músico no lugar que foi de Portnoy, não só um baterista criativo e notável, mas sua presença ia além, seja em estúdio, seja nos shows, onde fosse. Mesmo ali no banco, atrás do kit, no fundo palco, era praticamente um frontman.

A verdade é que o Dream Theater já vinha precisando de um hiato tem tempo. O grupo teve um ritmo saudável até o Train of Thought (2003) e a turnê deste. Depois passaram altos e baixos criativos com Octavarium (2005) e, principalmente, Systematic Chaos (2007), vindo retomar a boa forma justamente no último álbum Black Clouds & Silver Linings (2009). O ritmo esteve muito forte nos últimos anos e nenhuma banda consegue sair ilesa de uma rotina intensa assim. No caso do DT, os dois lados saem perdendo na história.

Pelo menos fica um grande cd como último, Black Clouds & Silver Linings trouxe de volta os melhores elementos da música do grupo, fez o Dream Theater grande novamente. Difícil que a banda consiga ir muito longe. O comunicado oficial diz que eles começam a gravar em janeiro, mas ainda não anunciaram o baterista que entra. Mike Portnoy era desses insubstituíveis. E quem conhece sabe que Mike Portnoy e cia mudaram muita coisa nos últimos 20 anos.

8.9.10

De novo

Estão falando da vinda do Paul.

3.9.10

O som do Chickenfoot cresce ao vivo

Quando, em 2008, Sammy Hagar, Michael Anthony, Chad Smith e Joe Satriani, arrumaram suas respectivas bagagens - Van Halen, Red Hot Chilli Peppers e décadas de guitar hero - formando o Chickenfoot, gostei da ideia. Depois no cd, não decepcionou, pelo contrário, tocou muito bem, já pedindo um segundo.

O repertório de Get Your Buzz On passa praticamente pelo cd de estreia inteiro, com adesão de Bitten By The Wolf, que tinha aparecido só na versão especial em vinil; My Generation, do The Who; e Bad Motor Scooter, do Montrose, primeira banda de Sammy, antes de partir para a segunda fase do Van Halen.

As músicas crescem no palco com uma química impressionante dos quatro - Chad Smith é baterista de mão cheia, tem groove, sabe a hora de aparecer; Michael Anthony é ótimo baixista e esperto nos backings, como sempre; Joe Satriani está muito bem pela primeira vez em uma banda, à vontade e se divertindo; e Sammy, mesmo distante do que já cantou lá atrás, mostra aquela habitual presença de palco e se arrisca nos vocais altos.


A diversão é visível na cara dos quatro e continua no documentário que acompanha o show. É tudo pelo rock e tomara que o Chickenfoot consiga alinhar as agendas e gravar mais alguns bons álbuns. O diretor Daniel E. Catullo III captou o show de forma primorosa, sem deixar que a perfomance caia de ritmo para quem está assistindo pelo DVD, que, de certa forma, fez a música do quarteto ficar ainda melhor.

2.9.10

O fino jazz vai a Olinda


McCoy Tyner vem ao Brasil para participar da Mimo, no próximo domingo, em Olinda, com a participação do saxofonista Gary Bartz. Lenda viva do jazz, o pianista integrou o memorável quarteto de John Coltrane, que tinha Elvin Jones e Jimmy Garrison na escalação, na primeira metade da década de 60 e gravou discos como A Love Supreme e My Favorite Things. Será histórico. Conto depois, por sorte e coisas da vida, estarei lá.

Vale ainda conferir a extensa programação da Mimo aqui.

1.9.10

Resgatando a era de ouro



Certo que, nos últimos 20 anos, o Iron Maiden produziu apenas dois bons discos - Fear of the Dark, da saída do Bruce, e Brave New World, da volta dele. Mas, ao vivo, a banda continuou grande com shows memoráveis, ignorando aqui a fase com Blaze nos vocais. Ontem, assisti, com atraso, ao Flight 666, dvd que documenta a última turnê da banda, em 2008, quando eles rodaram países como Índia, Austrália, Japão, Costa Rica, Estados Unidos e Brasil, a bordo do próprio Boeing, pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson.

A dupla Sam Dunn e Scott Fayden, os mesmos do último filme do Rush, fizeram um ótimo trabalho e o filme é interessante. Mesmo que a novidade fique apenas com o piloto Bruce e o seu avião, é sempre bom ver uma banda pelos bastidores e como encaram a rotina. A turnê foi histórica e resgatou a era Powerslave e tudo que banda fazia em sua melhor época, os anos 80, adicionando apenas a música Fear of the Dark, já década de 90, no set. E, mesmo assim, nem precisava, o repertório tem pérolas, que, perdidas no tempo não apareciam nos últimos shows, como Revelations, Moonchild e a própria Powerslave.

O mais impressionante é ver como Bruce Dickinson, recém-chegado na casa dos 50, consegue cantar da maneira que canta, ainda fazendo aquelas acrobacias no palco, e ser o piloto naqueles 45 dias de turnê com um show a cada dois dias, foram 23 no total. O dvd duplo traz o filme e o show, montado a partir de apresentações em várias cidades. Mesmo Iron Maiden sendo um assunto batido, vale, principalmente pelo resgate da era de ouro.