31.8.10

+ coisa do Milton


Milton Nascimento soltou mais um video sobre seu novo cd, que sai agora em setembro. O trabalho é um abraço musical em Três Pontas, cidade do interior de Minas, onde Milton cresceu. Vem coisa boa aí, pelo menos é o que parece com as trilhas dos videos - Me Faz Bem, de Milton e Fernando Brant, gravada pela Gal, e Raras Maneiras, de Marcio Borges e Tunai. Wagner Tiso, parceiro de longa data, também está pelo álbum.

A bela foto, infelizmente, ficará sem crédito, pois não lembro onde peguei, muito menos o nome do fotógrafo.

O video:



30.8.10

revisitando Beatles


O Duofel, de Luiz Bueno e Fernando Melo, levará para a Mimo o som de John, Paul, George e Ringo através da viola caipira e violões de aço e nylon. A dupla, na ativa desde o fim da década de 70, acabou de gravar um dvd no lendário Cavern Club e pretende mostrar um pouco dessa onda. E Beatles é sempre Beatles, a ideia é no mínimo interessante. Eles passam por Olinda na sexta, dia 3, e em João Pessoa, dia 4, na esticada paraibana do Festival.

28.8.10

Black and Blue

Meu estudo de Stones, que começou com Exile on Main St, segue bem agora com Black and Blue, disco de 76, que marca o início de Ron Wood entrando na banda no lugar de Mick Taylor. Mais uma vez fui surpreendido por Mick Jagger e cia, turma que nunca dei atenção. Tudo já começa envolvente no groove de Hot Stuff, que abre o álbum, e em seguida, Hand of Fate, com a cara do que é Rolling Stones, passa o recado. Tem mais black music (Hey Negrita), reggae (Cherry Oh Baby), duas belas baladas (Memory Hotel e Fool to Cry), uma brincadeira jazzy com Billy Preston (Melody) e a puro rock Crazy Mama. Os Stones estavam muito bem no meio da década de 70, voando alto, deixando a música fluir, solta, fruto de pura inspiração, isso faz a diferença. Não é só uma questão de composição, mas também de momento. E vou junto. A boa foto pesquei no google e acredito que - assim como Michael Jackson, McCartney, Lennon, Sinatra, Elvis, talvez Dylan - Mick Jagger é desse tipo que não precisa de legenda, basta a foto.

26.8.10

+ soul por aí



E esse Fitz and the Tantrums?

Tem muita gente sabendo beber do soul, do funk, da black music, e isso é ótimo. Rafael Teixeira, partindo do Ben L'oncle Soul (post abaixo), chegou nesse grupo e passou. Não fui atrás do álbum, mas... Moneygrabber, que segue abaixo, tem um refrão sensacional.

Saca só.


23.8.10

Soul em francês


Me programei para falar de Milton Nascimento gravando as mãos na calçada da fama de Ipanema ontem, na Toca do Vinícius, e também do último álbum da banda britânica Noisettes, que desceu bem (fica a dica: Never Forget You, pesca lá no youtube), mas, agora pela manhã, fui conquistado - de forma fácil - pelo soul francês do jovem Ben L'Oncle Soul, que atropelou qualquer roteiro com sua faixa Soulman. Depois volto para falar do álbum, por enquanto só a capa, que já vale o post pelo belo trabalho gráfico. A dica, em plena segunda-feira, foi do pessoal lá do sempre bom A Day in the Life.

O video:


20.8.10

Brian Wilson Reimagines Gershwin


A ideia de Brian Wilson gravar Gershwin era interessante desde o anúncio do projeto. Depois, gostei muito dessa capa. E agora, depois de ouvir They Can´t Take That Away From Me, parece que o cd guarda mesmo surpresas. Além de regravações, o álbum traz duas músicas inacabadas, de Gershwin, que Wilson pegou e terminou.

Aqui dá para ouvir a música:

http://oglobo.globo.com/cultura/audio/2010/19346/

18.8.10

Festival de música no metrô

Festival de músicos de metrô ao redor do mundo?

O Brasil - com São Paulo representando - está dentro. É mais uma daquelas coisas promovidaes pela Red Bull. O site segue abaixo, a ideia é ótima e o evento acontece em novembro. Isso me lembrou o projeto, com músicos de rua, Playing for Change, que virou dvd com talentos inacreditáveis por todos os continentes. Na foto, um deles, o Grandpa Elliot, de New Orleans.

http://www.redbullsounderground.com/ Vi lá no Brainstorm 9.

17.8.10

A volta de Milton

Milton Nascimento volta com esse aí agora no segundo semestre.

16.8.10

Novo do Skunk Anansie


Capa do novo álbum do Skunk Anansie, Wonderlustre, que sai em setembro, com a mesma formação, 11 anos depois do espetacular Post Orgasmic Chill. É uma reunião que vale.

Bourbon Street Fest

Cheguei ao Parque Garota de Ipanema e Jon Cleary - nascido na Inglaterra e musicalmente de New Orleans - já estava no palco, não o conhecia, mas gostei muito do que vi. Sentado no piano, com ótima voz, acompanhado de um baixista e um baterista, Cleary (foto) tocava sua música, uma mistura de blues, soul e jazz, que deixou uma boa sensação no ar. E plantou aquela semente de ir atrás de seus álbuns para ver se o groove continua bem. A segunda atração da noite, Terrance Simien & The Zydeco Experience, não me pegou, e vi coisas soltas, funcionou para um festival ao ar livre com o espírito do Bourbon Street Fest, mas no geral o que valeu foi uma citação aos Jacksons, com I Want You Back. Em seguida, para fechar a noite fria no Rio, quem subiu ao palco foi o trompetista Shamarr Allen e a sua banda Underwags. Banda afiada que fechou bem a noite com, entre outras músicas, Happy Togheter (The Turtles), Viva la Vida (Coldplay), Beat it e Human Hature (Michael Jackson), Sir Duke (Stevie Wonder) e Smells Like Teen Spirit (Nirvana). Mesmo que, em algumas horas, Shamarr tentasse uns vocais e umas rimas meio deslocadas, o saldo final foi positivo de uma banda que toca para o público. Hoje tem mais com a cantora Tricia Boutté e o saxofonista Gary Brown, que já tocou com Marvin Gaye e Otis Redding, a partir das 19h.

13.8.10

Mike Stern na Mimo 2010


Mike Stern, guitarrista americano de alto nível, vem ao Brasil para participar da Mimo - Mostra Internacional de Música de Olinda. Ele participa da Etapa Educativa que será comandada por outros como Dado Villa-Lobos (guitarras), Henrique Cazes (cavaquinho), Marcos Nimrichter (acordeon) e Leo Gandelman (saxofone) em workshops e palestras. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de agosto pelo site www.mimo.art.br de forma gratuita. O curso de regência com o maestro Isaac Karabtchesvky, onde uma orquestra estará à disposição dos alunos, promete ser um dos mais interessantes. Depois, ao final, os alunos ainda participarão da programação oficial de concertos da mostra. Quem também deve pintar por lá em setembro é o pianista de jazz McCoy Tyner. O evento é um dos grandes e vale ficar de olho.


11.8.10

Um papo com Leonardo Amuedo



Leonardo Amuedo
é um guitarrista uruguaio, radicado no Brasil, que já falei aqui no blog uma vez. Dono de excelente técnica e bom gosto, Amuedo integrou a banda do Ivan Lins nos últimos anos, participou de projetos paralelos - como o Caixa de Música com Kiko Continentino e Mauro Senise - e está preparando seu cd solo. Ele contou um pouco disso num conversa rápida via email.


Som Imaginário: Como foram esses anos na banda do Ivan Lins? E por que a saída? Leonardo Amuedo: Conheci o Ivan na Holanda onde morei 13 anos e ficamos amigos. Dividimos algumas produções até que um dia ele me fez uma proposta irrecusável de vir morar no Brasil e tocar com ele. Aí eu e a minha família viemos para o Brasil em 2002 e desde então fiz parte da banda até março desse ano. A minha saída da banda não teve motivos isolados, mas foi uma decisão minha para trabalhar com outros artistas e com o próprio Ivan também, o que ainda faço bastante. Também quero dedicar-me mais ao meu trabalho instrumental. Estou acabando um CD com musicas minhas e me apresentando ao vivo com meu trio.

SI: Como foi o seu início de carreira?

LA: O meu inicio foi bem cedo, comecei a tocar profissionalmente quando tinha 16 anos. Com 25 ja tinha gravado mais de 5 cds na Holanda com o meu trio e como solista.


SI: Quais músicos e artistas têm influência na sua guitarra?

LA: Muitos!! Wes Montgomery, George Benson, Part Metheny, Toninho Horta, Keith Jarret, Herbie Hancock, John Abercrombie, Hugo Fattoruso, Ivan Lins e por ai vai.

SI: Considero aquele solo de Depois dos Temporais, no dvd Saudades de Casa, e também, o de Dinorah no Cantando Histórias, momentos especiais. Não vejo esse espaço dado por Ivan na música de outros cantores, o solo de guitarra teria ficado cafona depois dos anos 80? Como você vê o papel da guitarra na canção?

LA: Acho que ja respondi essa pergunta antes ou será um Déjà vu? (risos)
O que é cafona? Não acredito mais neste termo, pois tudo é relativo. A guitarra é importante na canção como qualquer instrumento. O Ivan dá esse espaço pois ele não é só um cantor, ele é um músico na totalidade e vibra com cada solo e com cada momento musical como deve ser, sem se preocupar com o fato de um músico chamar a atenção, pelo contrario, ele sempre está dando força para os músicos. Não é todo artista que pensa assim infelizmente, pois eu acho que quem ama a música tem que pensar e reagir assim como o Ivan. Os outros trabalham com musica, não a amam, é diferente.

SI: Fale um pouco do seu cd solo.

LA: O CD esta pronto em fase de mixagem, sairá em 2010 e contém músicas minhas somente. Este CD é instrumental e tem uma sonoridade acústica com o único instrumento elétrico sendo a guitarra. Contei com a participação de músicos maravilhosos como Mauro Senise, Marcos Nimrichter, Nicolas Krassik, Rafael Barata, Guto Wirte, Marco Brito, Josue Lopez e Osvaldo Fattoruso.


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Ficamos agora no aguardo do cd solo de Amuedo, que promete. No youtube (claro) há links para alguns videos e é possível encontrar umas faixas no myspace do guitarrista: http://www.myspace.com/leonardoamuedo

7.8.10

Tem bom gosto no pop rock

O EP de estreia da banda Hearts & Spades, aqui do Rio de Janeiro, é uma boa surpresa. Bebendo boas doses de pop e rock, o som vai bem, segue em frente e tem identidade, remetendo alguns momentos à linha Maroon 5, quando flerta com um groove mais black. As composições do vocalista Leandro são excelentes e foram ponto de partida para a banda, que surgiu para tocar em frente o bom material com a escalação formada ainda por Luis C Martino, Diego Padilha e Bernardo Salgueiro. Mesmo que em alguns momentos um arranjo faça falta - talvez um riff ou uma linha de guitarra para aquela conexão entre a música e quem escuta - o material é de muito bom gosto e, se entrar no caminho certo, pode superar o cenário nacional que temos por aí, sem muito esforço. Vale ficar de olho nos próximos trabalhos, a banda pode surpreender, mas, por ora, I´m Not There (refrão na medida), Royal Flush (mais um bom refrão e com ótimo truque na harmonia) e Ten Things (tranquila e com belo solo de guitarra) se destacam na boa safra de seis canções.

Ao vivo a banda também tem caminhado. O show de estreia, no mês passado, mostrou que no palco os bons vocais continuam e a banda tem força, que vem muito da bateria de Bernardo. Além do repertório focado no EP, a Hearts & Spades ainda atacou bons covers, como a inesperada - e bem escolhida - Faith, do primeiro cd solo de George Michael.

4.8.10

Tom Waits e suas canções

Depois de ficar muito tempo no álbum ao vivo Glitter and Doom, de Tom Waits, consegui finalmente ir até outro, e cheguei em Mule Variations, de 99, que acumula aquelas coisas como lugar na lista de 500 discos da Rolling Stone, indicações para o Grammy etc etc. Depois de passada uma certa estranheza com Big Japan, a faixa de abertura, o álbum caminha muito bem com foco no folk, como a ótima Hold On, que escuto sem parar. É fascinante o lado compositor de Waits, a impressão que fica ao ouvir seu disco inteiro é de que qualquer coisa está ao seu alcance - ou belas canções com piano e violões de fundo como Pony, House Where Nobody Lives, Georgia Lee e Picture in a Frame; ou Filipino Box Spring Hog, Get Behind the Mule e Cold Water, que seguem outro caminho menos doce, mais blueseiro experimental, às vezes meio barulhento, que é uma das marcas de sua música. O cd é longo, tem 16 faixas, mas segue bem do início ao fim, onde fecha com a ótima Come On Up to the House e aquela voz que só Tom Waits tem.

2.8.10

As boas novas de Milton

Recebi agora pouco do amigo João Vitor, o primeiro de uma série de videos, dirigidos por ele, nos quais Milton Nascimento fala de seu novo projeto que sai no segundo semestre. O vindouro álbum conta com participação de uma turma jovem de Minas, que aparecera no clipe de Paciência, com Lenine e o próprio Milton dividindo os vocais.

Mas vamos deixar ele mesmo começar a contar a história.