6.7.10

O exílio dos Stones no inferno


É estranho descobrir a música dos Rolling Stones, banda tão cultuada, falada e presente, que, na verdade, nunca me interessou, mesmo tendo conferido o show na praia de Copacabana e gostando de uma ou outra coisa solta. Mas semana passada, um amigo, que comprara a nova edição de Exile on Main Street, me passou sua antiga. Antes que eu saísse com o cd de sua casa, fez questão de colocar para tocar ainda Sweet Virginia e Loving Cup. Senti na hora que algo diferente me aguardava e que os Stones, provavelmente, virariam o jogo. E, depois, já no dia seguinte, quando Soul Survivor, a última faixa, acabou, Jagger e Richards já tinham feito a minha cabeça, restou apenas ouvir e ouvir... Há momentos em que paro na faixa Tumbling Dice e não saio. Fico ali ouvindo e tentando entender os elementos que fazem aquele groove beirar a perfeição. Em outros, interrompo a sequência inicial para ouvir novamente Rocks off, faixa de abertura arrebatadora, assim como Ventilator Blues, já na segunda metade do álbum.

Além de edição de luxo, recentemente Exile também ganhou um livro chamado "Uma temporada no inferno com os Rolling Stones" (Editora Jorge Zahar), que conta como os Stones estavam vivendo naqueles dias de gravação do disco em uma mansão na França. Tudo também documentado no Stones in Exile, dvd lançado aqui pela ST2 Music esse mês.

A onda folk, a coisa gospel, a black music, a veia rock, os vocais únicos de Mick Jagger, e Keith Richards comandando a turma - que tinha, por exemplo, Billy Preston na escalação - toda no porão. Espetacular. Exile on Main St virou um desses discos de cabeceira.

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