29.7.10

O soul de Sharon Jones


Na abertura do filme Amor Sem Escalas - mais um desses filmes que ganham títulos equivocados por aqui, prefiro ficar com o original Up in the Air - uma música chamou minha atenção, era This land is your land. Fiquei na dúvida se parava o filme ali para ir no google mais próximo buscar, mas não, esperei o final do (bom) filme. A cantora era Sharon Jones, de quem já tinha ouvido falar pelas conexões com Amy Winehouse que, fascinada pela qualidade da sonoridade de Sharon, pediu emprestada sua banda, os Dap-Kings, para a gravação de Back to Black, o tal disco que jogou Amy no mundo.

Como consequência disso, todos foram atrás de Sharon. Descobriram uma cantora de outra geração, hoje com 52 anos, que sempre esteve por perto, cantando uma coisa aqui outra ali, mas que jamais estourara. O primeiro álbum é de 2002 e o segundo, Naturally, que escuto neste momento, de 2005, e é o que tem This land is your land, tradicional folk da música americana da década de 40, composta por Woody Guthrie e aqui com Sharon num groove soul irresistível. Ótimo que Sharon ganhou seu espaço a partir do surgimento de Amy, não poderíamos ficar sem músicas como You're gonna get it, How long do I have to wait for you? e Fish in the dish.

A sonoridade, resultado da gravação 100% analógica como em décadas passadas, realmente impressiona, e os Dap-Kings são excelentes, uma banda de apoio de luxo, que deixa Sharon num ambiente perfeito para desfilar com classe.

28.7.10

Rush e Chickenfoot em DVD

Vi que a ST2 Music vai soltar no mercado nacional a edição da (excelente) coleção Classic Albums que falará de dois discos do Rush: 2112 e Moving Pictures. Essa série tem outras edições com Stevie Wonder, Metallica, Pink Floyd, Bob Marley, U2 e outros, trazendo sempre os artistas ao lado de produtores e músicos envolvidos, que dissecam o trabalho em mesas de som, estúdios, locações da época etc. É um item de alto nível, que vale ir atrás, e o do Rush promete. E tem mais Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart no filme Beyond Lighted Stage (Universal), que saiu em edição dupla recheada de extras dias atrás.

Aliás, a mesma ST2 também lança esse mês o dvd Get Your Buzz On - Live do supergrupo Chickenfoot, aquele que junta Chad Smith (Chilli Peppers), Michael Anthony e Sammy Hagar (Van Halen) e o guitarrista Joe Satriani. Dezesseis câmeras de alta definição captaram três shows da banda com um repertório totalmente baseado no ótimo cd de estreia e ainda dois covers: Montrose (primeira banda de Sammy Hagar) e The Who. Vem coisa boa aí.

23.7.10

O novo Som Imaginário!


Esse é o novo Som Imaginário. Depois de um tempo adormecido, está de volta, de roupa nova e agradeço ao trabalho de Luis C Martino Jr e Rafaela Pimenta (devidamente creditados no canto direito) para levantar isso aqui. Está como eu queria. Para saber mais de como esse meu canto surgiu, é só ir ali no Sobre o blog e ler. E ao lado tem um perfil meu que, depois de inúmeras versões, reduzi em algumas linhas.

Fique à vontade, um super obrigado pela visita, e volte sempre.

O que tem tocado muito por esses dias é o cd Toto Bona Lokua - ideia de um produtor francês, o projeto juntou Richard Bona (Camarões), Lokua Kanza (Congo) e Gerald Toto (França). Quase todo apoiado nas três vozes - e não poderia ser diferente, pois os três tem timbres e alcances especiais - o trabalho passeia com classe pelo soul, coisas jazz e música afro. Tem uma coisa diferente, culturalmente forte, mas com molho pop, de bom gosto. O Lokua eu não conhecia, mas a voz de Toto havia me conquistado anteriormente em umas músicas daquele coletivo francês Nouvelle Vague, enquanto o Richard Bona, como baixista e cantor, já tinha me impressionado em um show do guitarrista Mike Stern. Sua participação no acústico do Lenine também vale.

Também não saio de Exile on Main St dos Stones. Torci o nariz durante um bom tempo para Jagger, Richards e cia, talvez pela imagem que eles passaram nos últimos anos e discos. Mas acontece é que tudo tem um hora para acontecer e foi quando Tumbling Dice tocou, com aquele groove e aquelas backing vocals, que tudo mudou. Os Stones, então, começaram a falar comigo e uma porta se abriu.

Fecham o pacote dessa retomada do blog: muita coisa do Rush; o último ao vivo do Tom Waits; o espetacular Signed, Sealed, Delivered, do Stevie Wonder; o último do Coldplay; o Love, do The Cult; e o hip-hop (progressivo?) de Janelle Monáe. É tempo de mudança, vamos nessa.

Na foto: Toto, Bona e Lokua no estúdio. Pescada no google.

9.7.10

Paul & Ringo


Bela foto. Histórica. Peguei no site da Rolling Stone gringa.

Paul se juntou, de surpresa, a Ringo, no show de aniversário deste, no último dia 7. O encontro aconteceu no Radio City Music Hall, em NY, nos 70 anos do baterista, que estava lá tocando com sua All-star Band.

6.7.10

O exílio dos Stones no inferno


É estranho descobrir a música dos Rolling Stones, banda tão cultuada, falada e presente, que, na verdade, nunca me interessou, mesmo tendo conferido o show na praia de Copacabana e gostando de uma ou outra coisa solta. Mas semana passada, um amigo, que comprara a nova edição de Exile on Main Street, me passou sua antiga. Antes que eu saísse com o cd de sua casa, fez questão de colocar para tocar ainda Sweet Virginia e Loving Cup. Senti na hora que algo diferente me aguardava e que os Stones, provavelmente, virariam o jogo. E, depois, já no dia seguinte, quando Soul Survivor, a última faixa, acabou, Jagger e Richards já tinham feito a minha cabeça, restou apenas ouvir e ouvir... Há momentos em que paro na faixa Tumbling Dice e não saio. Fico ali ouvindo e tentando entender os elementos que fazem aquele groove beirar a perfeição. Em outros, interrompo a sequência inicial para ouvir novamente Rocks off, faixa de abertura arrebatadora, assim como Ventilator Blues, já na segunda metade do álbum.

Além de edição de luxo, recentemente Exile também ganhou um livro chamado "Uma temporada no inferno com os Rolling Stones" (Editora Jorge Zahar), que conta como os Stones estavam vivendo naqueles dias de gravação do disco em uma mansão na França. Tudo também documentado no Stones in Exile, dvd lançado aqui pela ST2 Music esse mês.

A onda folk, a coisa gospel, a black music, a veia rock, os vocais únicos de Mick Jagger, e Keith Richards comandando a turma - que tinha, por exemplo, Billy Preston na escalação - toda no porão. Espetacular. Exile on Main St virou um desses discos de cabeceira.

4.7.10

Peter Gabriel na Caixinha de Música


A Caixinha de Música, da Monica Ramalho, está com um texto meu sobre o Scratch my Back, último álbum do Peter Gabriel. Está aqui, é só clicar.

ou www.caixinhademusica.com.br