18.6.10

O filme do RUSH

Ontem, fui conferir Beyond the Lighted Stage, numa sessão única no Cinemark. Valeu a Movie Mobz -- que também está trazendo o show Big Four -- por rodar o filme nos cinemas daqui. O filme/documentário, feito pela dupla Sam Dunn e Scott McFayden, vai fundo na história do trio canadense, cheio de imagens de arquivo e depoimentos de gente como Gene Simmons (Kiss), Mike Portnoy (Dream Theater), Tim Commeford (Rage Against the Machine), Trent Reznor (Nine Inch Nails), Kirk Hammett (Metallica), Taylor Hawkins (Foo Fighters), produtores, familiares, executivos das gravadoras etc. Essas falas, que em muitos documentários são frias e burocráticas, aqui são fundamentais, como algumas do ator Jack Black e outras do líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, que se mostrou, talvez, o maior fã da banda ali.

O filme é como uma lupa na história e nos integrantes, nada passa batido, desde a infância pós-guerra, passando pela adolescência sem fazer parte da turma cool no Canadá, e o começo da banda pelos EUA. Musicalmente é rico, mostra bem a evolução do apuro técnico e das letras até o esgotamento dessa onda complexa em Hemispheres no fim da década de 70. Neil Peart diz que esse cansaço os levou para outra direção, que culminou no Moving Pictures, catapultando a banda para o topo com Tom Sawyer.

Depois disso, a entrada com vontade nos anos 80, os teclados, os desentendimentos entre Geddy Lee -- cada vez mais tecladista -- e Alex Lifeson, sem espaço para suas guitarras, até a virada para os anos 90, onde o produtor Kevin Shirley conseguiu reverter o jogo, levando a banda de volta para as guitarras com os excelentes Counterparts e Test for Echo. No capítulo seguinte, as tragédias pessoais de Neil Peart, seu isolamento em viagens, a banda fecha, fica sem música, quase acaba, mas a retomada vem com Vapor Trails, em 2002.

O longa é primoroso e com doses certas de bom humor em vários momentos. Imperdível para fãs, e curiosos também vão gostar. É um documento de um pedaço da história do rock. E fica aquela impressão, como disse Jack Black muito bem num momento do documentário, e falei aqui posts atrás, de que o Rush está sempre por perto, passando pelo teste do tempo e pelo de qualidade.

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