30.6.10

A hora dos Stones


Muitas coisas demoram a acontecer, e certamente há um motivo para ser assim. Ontem - finalmente - os Stones começaram a falar comigo através do Exile on Main St. O álbum está tocando pela quarta vez, e deve ficar no loop por semanas.

26.6.10

MJ

Já estou na metade de Thriller. Agora pouco, olhando para a estante de cds, na hora em que passei pela letra M, o álbum meio que pediu para ser tocado. Já faz um ano que Michael subiu e, hoje, vemos que, sim, foi melhor. Não tive fôlego - nem vontade - para encarar a overdose de documentários e programas especiais na TV a cabo. Tudo já foi dito. A novidade está mesmo em This is it, que deve estar em algum horário, algum dia... Vale a pena.

Essa foto é bela. O olhar nem parece de uma criança, coisa que dizem que MJ nunca teve a oportunidade de ser. Nos cds solo, entre o grupo com os irmãos e o Off the Wall, ela está na contra-capa. Já havia me chamado atenção nos encartes e agora achei no google.

Musicalmente não há o que acrescentar. Principalmente do que fez Michael até o Bad. Depois, caindo um pouco de produção, polemizando ainda mais em outros campos, e ficando ainda mais branco, normal que as críticas aparecessem com força. Nos resta ouvir e ouvir. Não esquecendo que, ali, entre os Jackson 5 e o Off the Wall, tem ótimos discos como Got to be there e Ben. No momento, P.Y.T, uma das minhas favoritas.

22.6.10

Peter Gabriel canta Tom Waits

Quando Scratch my Back, o último de Peter Gabriel, saiu, eu estava totalmente mergulhado num ao vivo de Tom Waits. E, se tratando de um disco de covers do PG, pensei: por que nenhuma de Tom Waits foi incluída?, já que tem algo ali que os conecta, começando pela voz de PG nos últimos anos. Só no Glitter and Doom - cd que não saía do meu player - Waits canta, pelo menos, umas três, que na voz de Peter cairíam muito bem. Passado isso, hoje, sai no twitter de ambos artistas um video com Peter falando de In the neighborhood, música de Waits, coverizada para o projeto The Voice Project. Veio em boa hora, a música é linda. Vale conferir a original e a versão.

A do PG é possível ver clicando aqui. E a do TW aqui.

18.6.10

O filme do RUSH

Ontem, fui conferir Beyond the Lighted Stage, numa sessão única no Cinemark. Valeu a Movie Mobz -- que também está trazendo o show Big Four -- por rodar o filme nos cinemas daqui. O filme/documentário, feito pela dupla Sam Dunn e Scott McFayden, vai fundo na história do trio canadense, cheio de imagens de arquivo e depoimentos de gente como Gene Simmons (Kiss), Mike Portnoy (Dream Theater), Tim Commeford (Rage Against the Machine), Trent Reznor (Nine Inch Nails), Kirk Hammett (Metallica), Taylor Hawkins (Foo Fighters), produtores, familiares, executivos das gravadoras etc. Essas falas, que em muitos documentários são frias e burocráticas, aqui são fundamentais, como algumas do ator Jack Black e outras do líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, que se mostrou, talvez, o maior fã da banda ali.

O filme é como uma lupa na história e nos integrantes, nada passa batido, desde a infância pós-guerra, passando pela adolescência sem fazer parte da turma cool no Canadá, e o começo da banda pelos EUA. Musicalmente é rico, mostra bem a evolução do apuro técnico e das letras até o esgotamento dessa onda complexa em Hemispheres no fim da década de 70. Neil Peart diz que esse cansaço os levou para outra direção, que culminou no Moving Pictures, catapultando a banda para o topo com Tom Sawyer.

Depois disso, a entrada com vontade nos anos 80, os teclados, os desentendimentos entre Geddy Lee -- cada vez mais tecladista -- e Alex Lifeson, sem espaço para suas guitarras, até a virada para os anos 90, onde o produtor Kevin Shirley conseguiu reverter o jogo, levando a banda de volta para as guitarras com os excelentes Counterparts e Test for Echo. No capítulo seguinte, as tragédias pessoais de Neil Peart, seu isolamento em viagens, a banda fecha, fica sem música, quase acaba, mas a retomada vem com Vapor Trails, em 2002.

O longa é primoroso e com doses certas de bom humor em vários momentos. Imperdível para fãs, e curiosos também vão gostar. É um documento de um pedaço da história do rock. E fica aquela impressão, como disse Jack Black muito bem num momento do documentário, e falei aqui posts atrás, de que o Rush está sempre por perto, passando pelo teste do tempo e pelo de qualidade.

16.6.10

Stevie Wonder

Na correria das últimas semanas, Stevie Wonder tem sido ótima companhia, voltei a ouvir muito seu (ótimo) disco Signed, Sealed and Delivered. Do início ao fim Stevie brilha nesse álbum, mas dessa vez minha atenção está mais na segunda metade, em faixas como Sugar, Don´t wonder why e Joy (Takes over me). Os vocais estão impecáveis como sempre, e tem uma coisa elétrica no ar, uma sonoridade berrada em alguns momentos, algumas guitarras -- afinal, Hendrix já tinha mudado os padrões -- e composições inspiradas, do próprio Stevie e de outros. Ainda tem Heaven help us all com aquele clima de louvação belíssimo e We can work it out dos Beatles numa releitura de primeira linha. Esse é um post dejavú, pois já falei desse disco com essa mesma imagem, mas é válido. Stevie é sempre Stevie e essa foto é excelente.

8.6.10

Peter Gabriel orquestral


O twitter do Peter Gabriel soltou duas fotos hoje: a que coloco acima, da partitura de sua bela Blood of Eden; e uma outra do Air Studios, onde uma orquestra estaria gravando seu material antigo. Sei que Peter, nos novos shows, tem tocado muita coisa antiga com orquestra, já que seu último trabalho, Scratch my Back, é inteiro assim, mas estaria ele gravando pérolas de outros álbuns?

(a central do blogger tirou a fonte que eu usava. Por enquanto ficará assim, esquisito, mas vejo isso depois)

4.6.10

AMY


A rotina de trabalho intensa me tirou do blog nos últimos dias. E admito também que, de certa forma, seria algo monotemático chegar aqui para falar (mais uma vez) da Janelle Monáe, do Mayer Hawthorne ou do último álbum do Pain of Salvation. São todos fantásticos e não saem do ouvido. Ontem consegui dar uma escapada desses três para ouvir o último álbum de Bettye LaVette com regravações do rock britânico, Interpretations: The British Rock Songbook. Soou interessante, gostei muito da abertura com The Word, do repertório dos fab four, mas ainda preciso me acostumar com bruscas variações melódicas, como em All my love, a bela balada que Plant colocou no último álbum do Zep. Outra, Maybe, I´m Amazed, do Paul, também bateu bem.

Agora pouco, no computador vizinho aqui no trabalho, abriram uma playlist com
Me and Mr. Jones, de Amy Winehouse (foto), e, enquanto ouvia, fiquei pensando no talento de Amy, que pegou todos de surpresa com o seu Back to Black anos atrás. Uma pena que ela tenha entrado num caminho -- até agora sem volta -- de degradação, se afundando em drogas e aparições bizarras. Espero que Amy tenha força e espírito para um próximo disco.