27.5.10

Black Country Communion


O Black Country agora é Black Country Communion. O grupo formado por Glenn Hughes, Joe Bonamassa, Jason Bonham e Derek Sherinian promete o cd para esse ano ainda. Sim, é mais um supergrupo, mas promete. Glenn Hughes dispensa comentários. Mesmo com uma carreira solo um pouco inconstante, GH é muito criativo, e sempre mostrou isso através da sua fixação em misturar black music no rock que faz, e isso vem desde Trapeze e, principalmente, quando dominou o Deep Purple ao lado do Coverdale nos anos 70. Depois de passar a década de 80 afundado em drogas -- com direito a um disco no Black Sabbath -- GH voltou bem nos anos 90 e continua na ativa com bons momentos.

Joe Bonamassa é da nova geração do rock blueseiro. Excelente guitarrista, com bom gosto e ótima voz. Seu último DVD ao vivo no Royal Albert Hall é espetacular. Deve dividir muitos vocais com GH, e isso é ponto a favor da banda. Derek Sherinian apareceu mesmo no Dream Theater, quando gravou A Change of Seasons e o Falling to Infinity. Ótimo tecladista, mas não era o momento, nem o tecladista certo pra banda. Saiu e montou o Planet X, projeto de fusion com os dois pés no alto virtuosismo. Foi uma surpresa quando vi seu nome na formação, deve trazer algo interessante para o som. E, por último, Jason Bonham, filho do grande John Bonham, traz a força da linhagem Zeppeliana para dentro do Black Country Communion. Com esses currículos, o coletivo promete, assim como todo supergrupo que aparece. Nos resta ouvir sem expectativas exageradas. Provalmente sairá coisa boa disso aí.

Na foto: Sherinian, Bonamassa, GH e Jason Bonham.

26.5.10

+Bridgestone

Daniel Piazzolla dias atrás no Bridgestone Music Festival. Daniel fez um show onde leva seu avô, Astor Piazzolla, ao encontro do jazz. Imperdível, mas perdi. Agora é esperar o cd com esse trabalho, li que sai no segundo semetre. A foto é de Mila Maluhy.

23.5.10

a opera de Monáe



Que grande surpresa esse The ArchAndroid, trabalho da cantora norte-americana Janelle Monáe. Depois de uns dias preso em sua Oh, Maker, sétima faixa do álbum, resolvi ver o que tinha nas outras e me surpreendi. O que encontramos em The ArchAndroid é uma incrível mistura de pop, r&b, soul, hip hop, rock, folk, rock progressivo com doses psicodélicas e por aí vai. É um cd sem limites, Monáe ousou. Somos apresentados ao seu mundo e suas visões através de referências e influências gritantes.

Dividido claramente em dois atos, na primeira parte temos Dance or Die, onde Monáe solta umas rimas; Faster e Locked Inside, essa segunda parece tirada do Off The Wall, de Michael Jackson; Cold War e Tightrope, que traduzem bem o espírito de Monáe; Oh, Maker, o folk r&b que me conquistou de primeira; e ainda a roqueira Come Alive e a viajante Mushrooms & Roses. Talvez nessa primeira leva esteja o grande poder de fogo de Monáe, é tudo mais pulsante. Na segunda metade, The ArchAndroid vai por um caminho um pouco mais relaxado em alguns momentos, como a bela Say You'll go e a espacial 57821. Em 18 faixas, Monáe ousou em arranjos grandiosos e gravou uma espécie de ópera-rock da nova black music. Ela sabe das coisas.

addendum: O cd pode, sim, soar longo, afinal são 18 faixas. E ainda não fiquei muito à vontade na segunda parte. Mas Monáe me conquistou, não consigo para de ouvir suas pérolas como, por exemplo, Tightrope (aquele arranjo de sopros no final tem algo de Moacir Santos, é ouvir para crer); e a overture que antecede a segunda suite tem um detalhe especial: uma reprise da bela melodia que, discretamente, fecha a folk-r&B Oh, Maker. É um trabalho feito nos detalhes e Monáe disse um dia desses no twitter que a experiência tinha que ser na íntegra, que era um álbum para se ouvir do início ao fim, sem essa de singles soltos ou um mp3 solitário. Ponto para ela.



20.5.10

+Bridgestone



Bela foto da primeira noite do Bridgestone Music Festival. É o Christian Scott Quintet, clicado pela Mila Maluhy. Gosto dessas fotos que têm movimento. O Bridgestone vai até sábado em SP e a noite com Dave Holland e o neto do Piazzolla já está sold out.

19.5.10

Janelle Monae


Janelle Monae é uma ótima surpresa. Não consigo parar de ouvir sua Oh, Maker desde ontem, quando fui visitar seu cd The ArchAndroid, lançado essa semana e indicado por uma amiga, que sempre tem boas dicas -- depois vi que saíra no Globo, ao mesmo tempo que um amigo veio também indicar. Ou seja, já tinha algo de nova sensação. Monae, de 25 anos, está no segundo cd, dança de forma jamesbrowniana, e ainda tem carisma, sorriso e estilo, tudo que a deixa interessante como artista. Mas ainda é cedo para dizer, não consegui avançar pelo álbum, pois fiquei preso na faixa nove, essa pérola pop que já fez valer o surgimento de Monae, pra mim. A música começa quase um folk -- remeteu a um Simon & Garfunkel por segundos -- e depois entra num r&b com Monae contida até soltar a voz e subir num refrão sem cara de refrão. Já perdi a conta de quantas vezes voltei à música nessas 24 horas. Também vale a pena buscar no youtube o clipe de Tightrope ou a jazzy Peachtree Blues, que vejo ser seu primeiro single, de 2005, na sempre útil wikipedia, de onde roubei esta bela foto de Monae em ação. Espero que dure.

Brigdestone Music começa hoje em SP


Hoje começa o Bridgestone Music Festival em São Paulo. A abertura é com o quinteto do jovem trompetista Christian Scott, e depois tem Uri Caine com Barbara Walker. Amanhã, quem sobe no palco é o lendário Ahmad Jamal (foto). Assim como aconteceu no ano passado, após o festival os shows estarão disponíveis no site através de streaming. Mais da programação está no site.

18.5.10

Guy Garvey

Guy Garvey, do Elbow, em estúdio gravando Mercy Street, resposta a Peter Gabriel, que gravou Mirrorball deles. Foi ótima escolha de Garvey, vamos ver como ficará. Vi no twitter do PG.

16.5.10

DIO

Ronnie James Dio perdeu a batalha pro câncer. Subiu hoje. Grande voz. Que descanse em paz.

addendum: Revisitei aqui Children of the Sea, na versão do excelente Live Evil, do Sabbath. Dio nessa está insuperável. Um registro vocal que vai muito além, principalmente na parte final, a partir ali dos 4 minutos. Dio brilhava nas partes limpas e, como ninguém, sabia ser agressivo quando a distorção se fazia presente. E ainda tinha um pouco do acento soul. Lembro até hoje da primeira vez que ouvi o Live Evil que, para completar, ainda mostrava o que o Dio podia fazer com as músicas da fase Ozzy, com todo respeito.

13.5.10

Stevie Wonder

Hoje é aniversário do Stevie Wonder. Vale um post. Já falei por aqui do Live at Last, dvd que ele lançou recentemente e é espetacular, obrigatório em qualquer coleção. Repertório que dispensa comentários e uma banda afiadíssima.

10.5.10

o novo do Pain of Salvation


Como já imaginava, entrei de cabeça no novo cd do Pain of Salvation. Antes de falar sobre, vale lembrar que, a partir do disco Remedy Lane de 2002, Daniel Gildenlow (foto), vocalista e faz-tudo, começou a ficar ainda mais a frente das coisas. Aqui, nesse Road Salt - One, parece que ele deu mesmo todas as cartas, e a principal foi que o cd teria uma sonoridade "anos 70 com esteróides", como postou no site oficial da banda no fim do ano passado. E, de fato, é isso que acontece nas 12 faixas que somam pouco mais de 50 minutos.

A abertura com No Way já evidencia o acento setentista, mesmo com características fortes da banda; a segunda faixa, She Likes to Hide, e a quinta, Tell Me You Don´t Know, só confirmam essa direção, com arranjos mais econômicos, por exemplo. Sisters, um dos grandes momentos desse Road Salt, traz uma melodia que me lembrou momentos de inspiração como Chainsling, do já citado Remedy Lane, e também de algumas passagens do BE. O refrão parece algo mais folclórico, e a bateria percussiva contribui para isso. Outros bons destaques ficam com Sleeping Under the Stars (uma tarantella bizarra), Of Dust (apoiada em grandiosos corais), Innocence (talvez a mais Pain of Salvation de todas) e a belíssima faixa-título com Fredrik Hermansson pilotando muito bem um fender rhodes.

Road Salt é um ótimo trabalho, fortemente criativo. Sim, é mais direto, minimalista, com timbres novos, vocais -- que sempre foram abundantes -- presentes de outra forma, poucos solos, virtuosismo mais contido etc. Tudo que Daniel Gildenlow sempre passou, muitas vezes, dentro de uma única música, aqui aparece distribuído pelo álbum todo. As críticas que começaram no último trabalho, Scarsick, devem ficar mais fortes, e quem não pulou fora do barco para dar uma segunda chance, pula agora. Já quem apreciou, resta agora esperar a parte dois que sai no segundo semestre.


9.5.10

A Day in the Life



A versão de Jeff Beck para A Day in the Life, pérola dos Beatles, no dvd ao vivo no Ronnie Scott's é brilhante. Não vou ao google, mas acho que levou estatueta de perfomance instrumental no último Grammy. Beck está impecável nessa apresentação ao lado de sua banda formada pelo grande baterista Vinnie Colaiuta, o tecladista Jason Rebello e a jovem baixista Tal Wilkenfeld, de apenas 23 anos, que, na verdade, parece ter isso de carreira. Seu solo de baixo em Cause We've Ended as Lovers -- composição de Stevie Wonder no repertório de Beck desde o seu clássico Blow by Blow -- é de arrancar palmas até de quem está assistindo pelo DVD. Boas participações como Joss Stone (bem, mas levemente enjoativa), Clapton (bem, como sempre) e Imogen Heap -- esta que me surpreendeu, e vou atrás de seu trabalho -- completam o bom cenário a favor da música de Beck que, além de ótimo guitarrista com seu estilo próprio, sabe juntar uma banda extremamente virtuosa e extrair disso aquela mistura fantástica de fusion, jazz, rock, blues etc. Agora já estou na metade de Road Salt One, o novo do Pain of Salvation que vazou tarde, menos de 10 dias antes do lançamento.

7.5.10

Sinatra & Jobim


Bela capa desse álbum. É lançamento do catálogo do Sinatra lá fora. Pesquei no blog do ACM.

4.5.10

Battle Studies Tour


Bonitão esse cartaz da nova tour do John Mayer. Semana passada li que, entre as músicas próprias, ele tava tocando Don´t Stop Believin', do Journey. É esperar o DVD. Pesquei aqui.

1.5.10

Sisters

E a nova do Pain of Salvation?

Daniel (de camisa laranja) sabe das coisas. Parece retirada das sobras do espetacular Remedy Lane. Na Amazon já dá pra encomendar o Road Salt na pré-venda. Nem um mês pro lançamento e o cd não vazou. Vamos em frente, nos resta esperar.

O link de Sisters: