14.4.10

RUSH

Quando escutei pela primeira vez A Show of Hands, do Rush, senti algo estranho e afinal aquilo era meio além do meu universo, na época dominado por Iron Maiden e afins. Não lembro exatamente quando fui dar uma segunda chance ao cd, mas não foi muito tempo depois, e foi tudo diferente -- Mission e Time Stand Still me conquistaram na hora. A partir disso comecei a embarcar no cd com Marathon, Turn the Page, Red Sector A, Manhattan Project e nesse Rush da década de 80. Até hoje, na minha relação com a banda, sempre fui mais pra frente do que pra trás, fui pra década de 90, e não para a de 70, que é justamente considerada a mais brilhante, com aquela verve musical mais progressiva. Sim, é fácil atacar o Rush da década de 80, cheio de teclados cafonas, ombreiras, música pop, cabelos da época etc, mas muitos -- Yes? Genesis? -- foram convertidos e, talvez ao lado do Genesis, o Rush tenha se saído melhor.

Depois, os anos 90 trouxeram ótimas vibrações para a banda, que soube se reinventar desplugando os teclados e pegando uma veia mais rock. É muito interessante o que o Rush fez no início da década em Test for Echo, Roll the Bones e principalmente Counterparts. Essa reinvenção constante e inquieta através das décadas talvez tenha sido mesmo o grande caminho que o Rush encontrou para estar sempre na ativa, e isso é certo, o Rush sempre esteve vivo e por perto.

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