23.3.10

A vitória do Pink Floyd



O Pink Floyd (foto) ganhou dias atrás uma batalha em cima da gravadora EMI -- esta não poderá vender músicas da banda de forma avulsa, apenas os álbuns na íntegra. É uma vitória em nome da arte e dos álbuns que eram -- e ainda são -- pensados do início ao fim. E isso não é preciosidade do rock progressivo ou de bandas "velhas", o Muse fez isso no último trabalho, o Green Day em seu American Idiot, e acredito que U2, Coldplay e quem sabe até alguns rappers, também pensem na sequência de faixas do álbum. Não se vende 10 páginas de um livro, assim como não podemos assistir uma cena solta de um filme e ter completa noção do que ele passa. A ideia, que vem de antes da era do download, é manter a integridade artística dos discos, e isso consta em um contrato assinado pelo Pink Floyd em 1967. Evidente que tratava das vendas físicas, mas foi base para o juiz dar causa ganha à banda agora em 2010. Hoje vi que, Guy Garvey, vocalista da banda britânica Elbow, engrossou o coro e pediu que outras bandas façam o mesmo, clamem pela venda dos discos completos. A atitude louvável do Pink Floyd é mais uma tentativa de pegar ar e seguir em frente no universo da venda de música nesses (incertos) novos tempos.


Um comentário:

Hugo PySilva disse...

Como fã do rock progressivo, vibrei pela vitória...

Mas por trabalhar onde trabalho, não posso esconder também que é uma vitória um pouco "derrota"...

Tendo uma visão macro, infelizmente a pirataria assola e atravanca muito as vendas, logo as gravadoras devem buscar meios de baratear as vendas.
A EMI havia arrumado uma forma de popularizar a "falta de visão" de uma grande maioria, que têm as músicas como hobbies, digamos assim, permitindo que as pessoas que não quisessem, comprassem Wish You Here avulsa, para permitir que músicas fossem vendidas...

É um debate complexo que adoraria ter contigo pessoalmente.

Mas como sempre, seu blog é super 10.