22.3.10

Dream Theater no Rio


Nove músicas em 2 horas de show e o Dream Theater mais uma vez passou o seu recado. Foram intermináveis solos -- incluindo de iPhone ligado no teclado de Jordan Rudess --, um set list bem dividido sem deixar cair o ritmo da apresentação, e uma banda ainda mais à vontade do que nas vezes passadas. O show é de uma musicalidade que impressiona qualquer um, era só olhar nos rostos espalhados pela pista e notar sorrisos e emoções das mais diversas. Sim, a música do Dream Theater, mesmo com uma técnica levada ao extremo e com longas durações, é capaz de emocionar e prender o olhar de todos, ninguém quer perder nem um segundo do que acontece em cima do palco. Outro ponto interessante é a aceitação de todos em relação às músicas novas, que normalmente, em shows de outras bandas, não envolvem, pela sede que todos têm de ouvir logo os chamados "clássicos". Todas as três novas -- Rite of Passage, Nightmare to Remember e a bela Count of Tuscany -- foram muito bem recebidas como, praticamente, qualquer outra do set, que teve grandes momentos como Mirror, Lie, Take the Time, In The Name of God, Sacrificed Sons e Solitary Shell -- com uma jam enorme no meio -- fechando a grande noite.

Na foto, que pesquei no Google, o guitarrista John Petrucci e o tecladista Jordan Rudess em um dos duelos que normalmente arrancam aplausos do público, hábito tradicional em shows de jazz em pequenos bares, como bem observou Eduardo Fradkin na ótima crítica no globo online.


Nenhum comentário: