4.2.10

+1 supergrupo


Depois do Them Crooked Vultures e o Chickenfoot ano passado, mais um supergrupo deve aparecer esse ano, o Black Country. Glenn Hughes chega com baixo, voz incrível, sua estrada nos anos 70 e seus devaneios black music; Jason Bonham é baterista de linhagem zeppeliana; Derek Sherinian, tecladista virtuoso, que segundo o press release está mergulhando no hammond; e Joe Bonamassa, guitarrista da nova geração de blues rock, que ainda deve dividir bons vocais com Glenn. O nome é inspirado numa região industrial da Inglaterra onde cresceram Bonham e Hughes e a produção está nas mãos de Kevin Shirley.

O grande problema de um caso desses -- e de qualquer supergrupo -- é a expectativa de público e crítica em achar que, pelas diversas bandas e passados envolvidos, aquilo que está surgindo tem o dever de mudar o rumo de algo. É (apenas) mais uma banda, um coletivo, um grupo que se juntou -- obviamente com suas bagagens musicais individuais -- para fazer música, na maioria das vezes com um objetivo de sair dos caminhos já seguidos por cada um. Essa conversa de esperar algo revolucionário caminha lado a lado com a frustração, sempre.


Na foto: Hughes, Bonham e Bonamassa.

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