29.12.10

Balanço dois mil e dez

Um resumão do meu ano - Rolling Stones, muito soul, Macca e Metallica no Morumbi, Rush, Modern Sound, Jeneci etc - está lá no blog que divido com o Rafael Teixeira. O apanhado dele também está lá e o nosso critério é totalmente pessoal, são acontecimentos nas nossas prateleiras, sons, ipods etc. Batemos em algumas coisas como o Queremos, o soul, o Jazz All Nights, a loja do Seu Pedro e o Paul. Depois de ler dois pontos dele, Dave Brubeck e a série da Biscoito, vejo que meu ano foi um pouco fraco de jazz. Já vou começar mudando isso hoje com o Time Out.

27.12.10

Com atraso: Lenny Kravitz

Embarquei em dois álbuns do Lenny Kravitz: Mama Said e Are You Gonna Go My Way, respectivamente, segundo e terceiro de carreira. Nunca me interessei pelo trabalho de Lenny, mas sempre olhei - e ouvi - com simpatia seus singles, mas nada que me fizesse pegar seus discos. Esse fim de semana, na já combalida Modern Sound - de jazz não tem mais nada praticamente -, comprei os dois que acabei de citar, em uma jogada de apostador. E bateu. Bateu muito bem. Rock com sotaque funk - ou o contrário - não tem como dar errado ou, ao menos, me trazer bons grooves e momentos. É aquele caldeirão com muito Hendrix, Sly, Lennon, Zeppelin, Marvin Gaye etc, e em grandes doses, quantidades quase exageradas, mas que fazem o som de Lenny algo a ser notado, pelo menos até o Circus, quarto cd, de 95. Um retrato dessa fase é Always on the Run, do Mama Said, em parceria com Slash. A música é conduzida por um super riff de guitarra, vocais à la Hendrix e um naipe afiado de metais.

Depois o rock com black music recebeu ainda mais injeção de pop, o que não tira o mérito do artista, apenas o joga para uma outra fase e um outro estrelato, que é ali a partir do 5, marcado pela swingada e pegajosa Fly Away e a cabeça sem os dreadlocks, no clipe da baladona I Belong to You. Na wikipedia vejo que Lenny prepara um álbum duplo, só de funk, para o ano que vem, que seria o Black and White America, coisa que já vem sendo feita ao longo dos últimos anos. É esperar para ver.
Enquanto isso vou descobrindo essa primeira fase, que nunca dei a devida atenção.

25.12.10

Está tocando


20.12.10

o tal Jeneci, parte 2

Preso, desde sábado, no álbum de estreia de Jeneci. Ao rodar o cd, fica uma coisa bonita no ar, há uma beleza no conjunto, desde a abertura bucólica com Felicidade ao encerramento épico com Feito pra Acabar - música que batiza o trabalho -, e seus pouco mais de 7 minutos.

Há uma coisa do Clube da Esquina e também espaço para guitarras tropicalistas, mas me chama atenção uma coisa no ar que remete ao Ventura, dos Los Hermanos. São como álbuns da mesma família, que pegam referências semelhantes e projetam a música para frente. Para um futuro.

Jeneci sabe das coisas. Quarto de Dormir, que me fisgou no fim de semana, é uma pérola que junta orquestração, harmonia rebuscada e um toque brega, enquanto Show de Estrelas tem um refrão que me leva a um clima Balão Mágico. O cd ganha pontos - e me conquista - na calmaria, nas águas tranquilas de canções como Dar-te-ei, Longe, Por Que Nós, Tempestade e Pra Sonhar. Quando a coisa flerta com o rock em Pense Duas Vezes Antes de Esquecer, o cd desliza um pouco com uma guitarra mal timbrada. Não importa, logo em seguida o final é grandioso com a faixa-título e é onde Jeneci assina o seu trabalho. É onde ele, como artista, fecha o pacote com um tema belíssimo. Não é uma última faixa ao acaso. Ela tem um motivo para estar ali e não podia ser diferente. Feito pra Acabar tem começo, meio e fim. E isso é ótimo.


18.12.10

o tal Jeneci


A coisa hype em cima de algum artista muitas vezes me deixa distante, como vinha acontecendo, por exemplo, com Marcelo Jeneci, músico paulista badalado por aí com o seu Feito pra Acabar, que acaba de ser lançado. Resolvi ir ao youtube e conferir sua Quarto de dormir, linkada em facebooks amigos e afins. A introdução orquestrada me conquistou de primeira e em seguida, quando Jeneci entra com a bela letra, há um encontro da orquestração erudita com o canto dele, mais popular -- o que me lembra a coluna de Dapieve ontem no Globo sobre a falsa barreira entre a música clássica e a popular, mas isso é outra história. Jeneci mesmo, em sua entrevista no Segundo Caderno, havia falado sobre suas influências sem barreiras, chegando em coisas sertanejas, por exemplo. Voltando à música: o final cresce, fica com o arranjo cheio, do jeito que gosto, bate uma onda anos 70, que deixa a mistura ótima. Vou atrás do álbum. Enquanto isso, Tulipa, outra que vem na cola de Jeneci, também me fisgou com sua Efêmera, que tocou bem nas caixas do Morumbi minutos antes do show do Paul, entre os rocks habituais daquela coisa que lembra uma sala gigante de espera. No momento toca Felicidade, a primeira do álbum e, realmente, há algo bonito na música de Jeneci. É cedo ainda para falar do cd inteiro, mas espero que dure por aqui.

E, no mundo soul, o pessoal do Queremos conseguiu bater a meta do Mayer Hawthorne, que falei no post anterior. Teremos o show no dia 14, no Circo.

15.12.10

Queremos Mayer Hawthorne

Quando descobri e entrei de cabeça em A Strange Arrangement - o belo álbum de Mayer Hawthorne - no início do ano, jamais pensei que assistiria o soulman ao vivo. E isso está perto de acontecer pela iniciativa dos cariocas empolgados do projeto Queremos.

A iniciativa é louvável e está sintetizada no nome do projeto, mas vou explicar: amigos se uniram para tentar trazer bandas que, provavelmente, não teriam escala no RJ. Eles vendem uma cota, chamada de ingresso-reembolsável, que viabiliza a confirmação do show; chegando no valor estimado, eles abrem a bilheteria e, dependendo das vendas, quem comprou o tal ingresso recebe de volta - parcial ou total do valor do ingresso. Caso o lote inteiro encalhe, o show acontece para alguns poucos sortudos que pagaram alto.


Tudo começou com o grupo Miike Snow e seguiu com Belle and Sebastian, Two Door Cinema Club e, o mais recente, Vampire Weekend. Todos com vitória. Ontem comprei minha cota do Mayer Hawthorne e quem quiser pode fazer o mesmo no site do projeto. Com menos de um dia de venda, já bateu 40% e vamos ver como caminha nas próximas 48 horas, que é o deadline. O show está marcado para o dia 14 de janeiro no Circo Voador.

A iniciativa é de quem gosta do artista para quem gosta do artista. Nada mais. E isso é o que vale. Em tempos de ingressos com valores absurdos, a iniciativa do Queremos ganha pela transparência e pela vontade de fazer acontecer. Ninguém quer ganhar dinheiro. É pela música. Tem gente que ainda quer fazer a diferença. Sorte nossa.

E mais: é possível votar na turma no prêmio do jornal O Globo --> http://oglobo.globo.com/projetos/fazdiferenca2010/

E aqui o site: www.queremos.com.br

12.12.10

Ladies & Gentleman: The Rolling Stones


Acabo de ver Ladies & Gentleman: The Rolling Stones, dvd lançado agora no fim do ano que traz um filme-concerto, de 72, quando Mick Jagger e cia faziam a turnê do Exile on Main St. Nos extras, duas entrevistas com Mick, uma de agora e outra antiga, com o Exile no forno, que tem espaço até para Marc Bolan - que na época estava na fase elétrica com Eletric Warrior e The Slider -, que Mick diz preferir na fase acústica. O show, que foi filmado para o cinema na época, traz os Stones em ótima forma e com um repertório de primeira, estão lá: Brown Sugar, Gimme Shelter, Happy, Sweet Virginia, You Can´t Always Get What You Want, All Down the Line, Jumpin' Jack Flash e uma - nas palavras de Mick - crua Tumbling Dice, sem o coro negro. Nas fotos dentro da edição caprichada é possível ver Stevie Wonder dividindo o palco com a banda em algum show, uma pena que esse momento não tenha ido para o dvd, que foi recuperado às pressas, caso contrário, teria ido para o espaço devido ao estado de imagem e som do material bruto. No final do filme, você se toca que os Stones estão aí até hoje, fazendo tudo isso da semana forma.

10.12.10

Fitz and the Tantrums

O que tocou muito bem ontem: Fitz and the Tantrums. Depois volto para contar algo, mas Moneygrabber é para correr no youtube agora.

addendum: Pickin'up the Pieces, o tal álbum da banda, é excelente. Hall & Oates, quando apareceram nos anos 70, souberam muito bem beber da soul music para compor o pop deles e, da mesma forma, é o que faz Fitz. A banda faz um álbum pop de qualidade, com as cores da música negra americana. Tighter, que fecha o álbum cheia de cordas, é uma pérola, parece aquelas belas canções que marcaram as rádios nos anos 70 e tocam até hoje nas FMs.

8.12.10

Dimebag Darrell

Em 2006, certamente em uma hora que muitos falavam do vigésimo sexto aniversário da morte de John Lennon, baleado por um fã; outro também levava um tiro de um fã. Dimebag Darrell, guitarrista do pesado Pantera, foi assassinado em pleno palco, por um fanático que não concordava com sua nova empreitada - uma banda em outra vertente, com o Pantera já encostado e aposentado.

O Heavy Metal perdia um ícone. Dimebag já era um herói por sua técnica e criatividade à frente da banda, que ainda tinha a voz incrível de Phil Anselmo, o baixista Rex Brown e o baterista, irmão de Dimebag, Vinnie Paul.

O álbum Cowboys from Hell é um marco e considerado o primeiro da carreira - antes o Pantera era uma banda de glam rock, poser, com os pés naquele hard rock americano. Com o Cowboys a coisa de mudou de figura, ficou agressiva e trouxe pérolas como a música-título, Psycho Holiday, Heresy e a bela Cemetery Gates, onde Anselmo cantava muito bem com sua voz limpa. Foi o único que embarquei, depois, os cds seguintes ficaram mais pesados e dei uma distanciada, ouvindo coisas soltas, entre elas, as obrigatórias This Love e 5 Minutes Alone. Mas o Pantera foi bem até o final, no Reinventing the Steel, de 2000. Dimebag Darrel brilhava, levou a guitarra do heavy metal além.

Na foto: Vinnie Paul, Dimebag, Rex Brown e Phil Anselmo.

4.12.10

Glenn Hughes

Fui à Sempre Música atrás dos ingressos do Glenn Hughes e saí de lá com três cds do próprio: Songs in the Key of Rock, de 2004; From Now On, de 94; e o último First Underground Nuclear Kitchen (FUNK), de 2008. Essa noite foi de overdose, acidental, não estava nos planos enfileirar três de GH. A verdade é que a passada na Sempre Música, loja que frequento há uns 12 anos, valeu, para azar dos bolsos e sorte dos ouvidos. A audição de FUNK confirmou a impressão que tive quando o disco saiu na época: é o melhor de Hughes em muito tempo por casar, assim como o espetacular Feel (95), tão bem o lado funk com o hard rock. E enquanto Glenn Hughes não grava um álbum de black music - será que isso acontece um dia? -, nos brinda com essas músicas banhadas na música negra americana. Ainda no álbum, a faixa título é alto nível, uma das mais funks de sua carreira, e o disco inteiro conta com Chad Smith na batera, já acostumado a dar o groove ao Red Hot, e boas intervenções de um afiado naipe de sopros. É Glenn Hughes em grande estilo. Depois falo dos ótimos From Now On e Songs in the Key of Rock, que faz referência ao clássico LP duplo de Stevie Wonder, Songs In the Key of Life.


2.12.10

Glenn Hughes vem aí

30.11.10

Preservation Hall Jazz Band


O show da Preservation Hall ontem foi uma viagem no tempo e espaço. Afiados, e com aquela boa dose de bom humor, encerraram em grande estilo a série Jazz All Nights de 2010. Na banquinha, montada no saguão do belo Municipal reformado, comprei New Orleans Preservation, Vol.1, um dos cds da turma à venda. Depois que ouvir falo aqui dele. Ainda teve participação da Orquestra Voadora que, segundo meu irmão na saída do teatro, passou voando. Na foto acima, Tom Waits com a jazz band, ainda contando com o baixista (o figurão de barba), que não esteve ontem no show, morto esse ano. Tom Waits cantou em duas faixas no último cd.

Vou ver se o chapa Rafael Teixeira, que também esteve lá ontem, topa falar sobre o QG do grupo lá em New Orleans, que ele visitou esse ano; e também um pouco da história, que vem desde 1961, data do nascimento do grupo. Nem que seja coisa de um parágrafo, tamanho quase habitual das coisas desse espaço.

29.11.10

Hoje tem jazz no Municipal


Hoje é dia de assistir a Preservation Hall Jazz Band, de New Orleans, fechando a série Jazz All Nights. Amanhã conto algo.

27.11.10

O Megadeth, de novo


Tenho épocas de voltar ao Megadeth, não sei por qual motivo. Esses dias revisitei os álbuns que considero os melhores, os feitos na década de 90, como disse no post anterior. E no momento escuto Youthanasia, que é onde a banda foi mais longe musicalmente. É o mais melódico também, por parte de Mustaine, é só ouvir I Thought I Knew it all, uma das melhores, para perceber. É também onde o peso está melhor encaixado com as composições e isso já vinha um pouco do trabalho anterior, o ótimo Countdown Extinction, mas que trazia ainda um pouco da primeira fase da banda .

Mas foi mesmo com Youthanasia, em 94, que - ao lado de Nick Menza, Marty Friedman e Dave Ellefson - Mustaine conseguiu chegar num trabalho perfeito dentro da história da banda. Não tem nota fora e ainda sobra espaço para uma mezzo balada A Tout Le Monde, em meio a um repertório que valoriza muito o lado mais arranjador de Friedman, com as clássicas linhas de guitarra com as quais sempre colaborou ao longo dos anos, desde o clássico dos clássicos Rust In Peace, considerado um dos pilares do trash metal ao lado do Master Of Puppets, do Metallica. Com os cds seguintes ficando mais enxutos em matéria de composição, e cada vez menos trash, ele completava muito bem o lado riffeiro de Mustaine e foi o trunfo dessa formação de ouro.

Depois do hiato em 2002, os últimos discos são elogiados, mas fico de longe, ouvindo coisa ou outra. Dread and the Fugitive Mind, por exemplo, é excelente. Vi o Megadeth uns dois ano atrás, mas já desfigurado, com músicos que nem sabia o nome depois das inúmeras trocas, que deixam a banda cada vez mais trabalho solo de Mustaine, e foi apenas um bom show, nada memorável. Uma volta dessa formação faria o Megadeth crescer novamente, sem dúvida.

Esse post é daqueles deja vu, já passei por aqui falando do Youthanasia e/ou essa fase de Mustaine e cia. Acontece quando revisitamos algo.

24.11.10

Cee-lo Green


Na ida pra SP atrás de Macca, alimentei meu tocador com algumas coisas que estavam na fila, como o novo do Cee-lo Green (foto) e o The Suburbs, do Arcade fire; além de memórias musicais como o Medadeth, que retomei esses dias. Sim, a fase dos anos 90, onde a banda teve seu melhor momento criativo com Countdown to Extinction e principalmente Youthanasia. Além, claro, de Otis, que não paro de ouvir.

Hoje cedo, no tédio da sala de espera da médica, escutei o Arcade Fire, quase na íntegra. Bateu muito bem, muito. Surpreendeu. Sempre leio elogios entusiasmados ao grupo, mas sempre escutei meio de longe, com medo dessa coisa superestimada que ronda o cenário indie. Acabo de ver, na Wikipedia, que o álbum é longo, tem 16 faixas, então devo ter chegado na segunda metade. Ready to Start e Rococo desceram muito bem, vou partir para outras audições.

Mas o que tem tocado no loop é Cee-lo Green e seu The Lady Killer, que resolvi escutar enquanto voava no trecho SP-RJ como um zumbi, depois de praticamente virar a noite pós-Paul. Normalmente pego distância dos discos que já saem etiquetados como "melhor do ano", que aconteceu com o novo de Cee-lo, mas fui atrás. Muito groove, muita coisa de sopro e cordas, e os vocais inspirados de Cee-lo em boas composições. Uma receita certa. Tem até espaço para uma participação discreta de Philip Bailey (Earth, Wind & Fire) em Fool For You. Também tem muito soul em Bright Lights Big City e a contagiante Cry Baby. A faixa que puxou o cd por aí, Fuck You, é muito boa, mas o resto do cd supera.

Old Fashioned, por exemplo, é belíssima. Cee-lo canta muito.

22.11.10

Up and Coming Tour


Difícil é falar algo do show de Paul depois daquele choque de emoções de ontem à noite. Não há adjetivo no dicionário que defina. Foi um privilégio estar lá para me juntar ao refrão de Band on the Run, ao coro de Hey Jude ou o Give Peace a Chance, de John, lembrado por Paul, com o estádio tomado de bolas brancas. Foi tudo mágico, assim como Something, com imagens do George no telão. Repertório não falta a Paul, claro, e toma de Jet, Mrs Vandebilt, Letting Go, 1985, Live and Let Die, Lady Madonna, Drive my Car... o set é enorme e ainda tem seus trunfos como a inspirada A Day in the Life e as belas The Long and Winding Road e My Love. E ainda teve espaço para o projeto Fireman, com Sing the Changes e Highway, que foi uma boa surpresa. Por mais clichê que possa soar: a sensação de estar ali diante de um beatle foi única.

A foto é de Marcos Hermes.

20.11.10

PAUL


Amanhã tem Paul. É para entrar na história. E na foto Linda e Paul. Bonitões. Gostei do que li na Folha ontem, em um artigo no caderno especial de Macca. Não lembro agora o nome de quem fez a análise da coisa Lennon/McCartney, mas falava que, mesmo com a não existência dos Beatles, os dois surgiriam em algum momento com suas canções. Lennon mais na onda dos trovadores Leonard Cohen e Lou Reed, enquanto Paul ficaria com os magos da canção, Billy Joel e Elton John. Faz sentido. Muito. E complemento com a linha de pensamento que Rafael Teixeira, com quem divido o Epístolas Musicais, traçou sobre a personalidade de um ser fundamental para a do outro. Era mais ou menos por aí mesmo, eles se encontravam, onde musicalmente se distanciavam. As personalidades se equilibravam. É por aí. Na segunda, quando estarei de volta, vou tentar contar algo, o que não será fácil.

19.11.10

Mayer Hawthorne


Enquanto me acostumo com a ideia de Mayer Hawthorne não passar pelo Rio, na turnê com Amy, em janeiro, segue no link abaixo entrevista com ele. Entre as boas novidades, Mayer já terminou o novo álbum, que sai ano que vem, com influências - além, claro, da soul music - de Doobie Brothers, Beatles, Steely Dan e Beach Boys, ou seja, coisa boa. Tem música nova também, no fim da entrevista, chamada No Strings.

Na foto, Mayer Hawthorne & the County, a banda que o acompanha. Mayer com uma Flying V à mão, modelo de guitarra característico do Heavy Metal, estilo que ele cita, curiosamente, na entrevista, como influência.

http://soultrain.com/2010/11/19/sound-check-mayer-hawthorne-hes-a-soul-man/

18.11.10

O SOUL de Otis


Enquanto toca a bela versão de Summertime, de Sam Cooke, escrevo aqui sobre outro, na verdade, Otis Redding (foto), que tem reinado. Sempre tive uma ou outra coisa de Otis nos meus arquivos, principalmemte das coisas do Joaquina, da época que fazia a playlist lá. Batia sempre bem. Mas numa viagem dessas, na casa em que fiquei, quem me recebeu lançou uma playlist, que no meio, tinha The Happy Song (Dum-Dum), de Otis. Na hora senti que minha relação não podia ficar em alguns mp3s. Dias depois, já em casa, fiz download de umas três coletâneas que, depois de uma comparação para eliminar faixas repetidas, viraram um superalbum.

I've Got Dreams to Remember, These Arms of Mine, (Sittin' on) The Dock of the Bay e a brilhante Try a Little Tenderness formam a indispensável sequência musical dos últimos dias. Aos poucos Otis vai caminhando em direção ao altar dos meus grandes. No momento já toca A Change is Gonna Come, ainda com Sam Cooke, outro de primeira linha. E assim vamos...

A imagem de Otis, acima, demorou para carregar e foi o tempo para entrar Marvin Gaye cantando Yesterday, tudo a ver em tempo de visita de Paul. Essa versão é bela, de uma coletânea soul Beatles que ainda tem Al Green numa ótima I Wanna Hold Your Hand. Ando muito soul, dos novos e dos velhos. É um universo fascinante, não tem nada igual.

15.11.10

Enquanto isso

A nova da Adele.

10.11.10

Seu Jorge and Almaz


Boa foto do Seu Jorge com sua nova banda, Almaz, num show em Londres. Ainda não ouvi o cd, mas interessa. Lucio Maia e Pupillo, dois membros da Nação Zumbi, completam o time ao lado do baixista Antonio Pinto.

8.11.10

O SOUL vem aí


Parece que Amy Winehouse vem mesmo e com abertura de luxo de Mayer Hawthorne (foto) e Janelle Monáe. Back to Black, de Amy, é um discaço, mas tem tanto tempo que ela só aparece pelo lado junkie, que estou nessa mais por Mayer e Janelle. Nada como umas boas rotações do Back to Black até janeiro para trazer de volta Amy para a minha cabeça. O que me pergunto é como seria um show dela hoje - se aguenta, se vai ficar no palco e se vai...cantar. Recife, Rio, São Paulo e Florianópolis estão na rota desses shows, que supostamente formariam um tal de Summer Soul Festival. Enquanto isso, Sam Cooke e Otis Redding, principalmente o segundo, não param de tocar.

addendum: parece que o Rio só receberá Amy, com participação especial de Janelle, ou seja, não será o tal festival, a tal noite com os três. Mas vale lembrar que, um tempo atrás, o Circo Voador tinha soltado uma nota falando de Mayer por lá em janeiro. Está batendo.

6.11.10

o soul do Aloe Blacc

I Need a Dollar, faixa que abre o último álbum de Aloe Blacc. Puro soul em 2010.

2.11.10

Awake, Dream Theater


Sábado com trilha do Dream Theater, mais especificamente o álbum Awake, que é um dos 15, série que começou com o Maiden, dias atrás. Esse cd foi o da virada, que mudou tudo e mostrou que a música ia muito além do que eu ouvia na época, que era, basicamente, Heavy Metal. Sempre lia coisas da banda nas revistas e via críticas fortes aos intermináveis solos e demonstrações de virtuosismo gratuitas. Esses pontos chamaram atenção e fui atrás. Comprei na antiga Gramophone sem ouvir uma nota, mais pela capa, o Awake, de 94.

O play, já no carro, soltou aquela bateria que corria o stereo e me colocou de frente a um som muito novo. Do início ao fim, de 6:00 a Space-Dye Vest, a musicalidade era inédita para os meus ouvidos, pois as influências eram determinantes -- Pop, Fusion, Jazz, Heavy Metal, Prog, Funk, era tudo junto, enquanto a voz de LaBrie soava única, versátil, cantando como ninguém. Talvez, pela primeira vez, eu estava em contato com músicos, mesmo, e isso abriu a mente, trouxe novas possibilidades. Awake ainda trazia Kevin Moore nos teclados, membro fundamental que deixaria o grupo logo depois. Suas linhas eram mais suaves, viajantes, floydianas, e isso mudou com sua saída. Eu nunca tinha escutado nada como Lifting Shadows off a Dream, Innocence Faded e Scarred.

Depois da estreia* com o Images & Words, esse trabalho tratou de reorganizar as influências e musicalmente foi longe, com uma produção melhor, timbres mais certeiros. Era mais um passo, mais um degrau criativo, até chegar no definitivo Scenes From A Memory, cinco anos depois, mas aí eu já estava dentro do clube. Awake mudou as regras. A partir dele a música ganhou outra proporção.

* Considerando aqui a discografia com o James La Brie. Deixando de lado o primeiro álbum com o Dominici nos vocais.

novo da Adele

Essa é a bela capa do próximo álbum da Adele, cantora que, nesse mundo pop pós-Amy, é a que mais leva votos meus. Seu disco de estreia, 19, que saiu em 2008, é excelente e brilha em momentos como Cold Shoulder e First Love, de seu repertório, e Make You Fell My Love, baladona do Dylan. Vamos aguardar, sai em janeiro.

30.10.10

Living Legend


Enquanto isso, toca esse figurão aí, Baby Huey.

Tem texto lá no Epístolas Musicais.

26.10.10

A trilha de hoje


O discaço Swordfishtrombones, de Tom Waits, lançado em 83. Foi o momento da virada artística. Waits pegou outro caminho criativo. Foi longe.

23.10.10

Fear of the Dark, Iron Maiden


Um tempo atrás pintou no Facebook uma enquete dos 15 álbuns da vida, aquele bla bla bla. Como sou fã de listas - da mesma forma que acho besteira - resolvi pensar em uma. Pretendo escrever, com aquela habitual frequência indisciplinada deste blog, sobre cada um. O primeiro? Fear of the Dark, do Iron Maiden. Não tem jeito, fui fisgado por Steve Harris e cia quando tinha meus 13, 14 anos. A partir desse álbum a música ganhou outra importância, virou algo meu. Não era mais o que meus pais escutavam, ou meu irmão, ou o que tocava nas lojas, no shopping, na tv. Era a minha música.

Fear of the Dark foi muito novo, abriu uma porta e fascinou, pois o Maiden ia além da música com uma coisa quase super-heróis, que envolvia o Eddie, o Bruce no palco, as capas, as histórias e tudo mais. Para quem estava com aquela idade parecia perfeito. Não deu outra. Comprei tudo da banda e, cada vez mais, entrei na música. Wasting Love, Afraid to Shoot Strangers, Be Quick or Be Dead, Chain of Misery faziam muito sentido. Claro que, hoje, o Maiden não toca com a mesma intensidade por aqui, mas tenho aquela ligação. Semanas atrás, assistindo o dvd Flight 666, vi que ainda bate, e bem.

21.10.10

playlist do dia



Meio sem tempo - ou inspiração? - para um texto nos últimos dias, deixo aqui a playlist que me pegou hoje de manhã. Abriu com Bodysnatchers, do último do Radiohead. Uma das poucas da banda que me fisgou até agora, e é ótima. Depois o shuffle enfileirou duas de Nina simone, de presente, Break dow and let it all out e Brown eyed handsome man. Em seguida, Raphael Saadiq (foto) com Calling. Depois Calling card, de Rory Gallagher, e Can I play with madness, do Iron Maiden. Sim, a essa altura, consultando a lista no tocador, vejo que não estava no shuffle, mas numa ordem alfabética de todas as músicas das pastas, que segue. Carry Your Load, com Whitesnake em ótima forma; Casino Boogie, dos Stones; Cemeteries of London, do Coldplay e Cherry Oh Baby, com Stones novamente. Chicago aparece deslocado com a (ba)baladona Happy man.
E fechando, com classe, Tom Waits e a belíssima instrumental Closing time de seu primeiro álbum, de mesmo nome.

Agora, antes de desligar, ainda entrou Coisa n°1, de Moacir Santos, e assim deve seguir, pelas outras coisas do mestre, já que está na letra C.

addendum: já na F uma dobradinha de Felling Good, a de Nina Simone e a de Joe Bonamassa; Fish in the dish, com Sharon Jones; Flight of Icarus, Iron Maiden em ótima forma; Fool for your loving, da primeira fase do Whitesnake, ainda britânico e sem laquê; e os Stones voltam com a bela Fool to cry; Nina, de novo, com Four Women; seguindo com Freedom, pérola pop de George Michael.

18.10.10

Glenn Hughes em dezembro


Será?

Ele que tá dizendo aqui.

O Rio ficou de fora da última passagem pelo Brasil, ano passado.

15.10.10

+ música

Agora estou também no Espístolas Musicais, a convite do jornalistamigo Rafael Teixeira. A ideia, como o nome entrega, é uma conversa através de cartas, correspondências musicais. Isso está acontecendo no link abaixo:

www.epistolasmusicais.blogspot.com

Visitem.

11.10.10

A aula do RUSH


Assim como em 2002, quando passou pelo Maracanã, o Rush deu uma aula ontem. Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart tocaram por 3 horas e mostraram uma energia invejável ao lado da já habitual técnica a favor da música, como sempre. Ótimas surpresas como Time Stand Still, Presto, Subdivisions, Stick it Out e Marathon formaram muito bem a primeira parte do set ao lado de óbvias como The Spirit Of Radio, Freewill, e repetecos do show passado como Leave That Thing Alone.

A segunda, como todos já esperavam, foi Moving Pictures, álbum de 80, na íntegra, trazendo no pacote Camera Eye, uma das grandes composições do trio, e outras pérolas como 2112 Overture/Temple of Syrinx, La Villa Strangiato e Working Man. Foi uma verdadeira aula de música e presença. No meio disso tudo, ainda teve espaço para duas músicas novas, que estarão no próximo álbum. Caravan e BU2B mostram uma banda com peso e nova, e isso é ótimo.

O Rush é uma banda que passa longe dos clichês do rock progressivo ou do heavy metal ou do hard rock - gêneros com os quais, não tem jeito, acaba sendo associada - para ser única.

Geddy, Alex e Neil, com quase 40 anos de carreira, estão em alta. É mole?

addendum: no comentário, um anônimo me informa que Moving Pictures é de 81, e não 80, como está no texto. Acabei não checando no sempre útil Allmusic e o erro passou. Acho que, por estarmos em 2010, fiquei com a data redonda na cabeça, de 30 anos do álbum. Engano meu.

10.10.10

Hoje tem RUSH


Geddy Lee, Neil Peart e Alex Lifeson tocarão o Moving Pictures na íntegra e outras coisas mais. Conto depois.

8.10.10

Sempre as mesmas: Arthur Dapieve

Tempo atrás pintou a ideia de fazer entrevistas com (praticamente) as mesmas perguntas para diferentes pessoas, de tom totalmente informal, quase mesa de bar entre amigos. O objetivo é simples: ver o que pessoas diferentes acham dos mesmos assuntos; que aqui, muitas vezes, serão coisas que admiro (Peter Gabriel? Nina? Milton?) ou questões minhas (O que tem o Radiohead?, por exemplo).

Sendo assim, mandei uma primeira leva para o Arthur Dapieve, jornalista e colunista d'O Globo que acompanho, e ele topou. As respostas foram exatamente no espírito que eu imaginava para a coluna, que vou chamar de "Sempre as mesmas". Segue, então, a primeira, mas não sei como será a frequência. Semanal, mensal, anual, não importa muito. Pretendo também trocar uma pergunta ou outra com o tempo e dependendo do entrevistado. Ou seja, ao mesmo tempo algo formatado e solto.

Obrigado, Arthur Dapieve, pelas respostas.

(na foto: Roberta Sá - citada na entrevista -, escolhida para ilustrar o post pela boa cantora que é e por outros motivos óbvios)

Fernando Neumayer: Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?

Arthur Dapieve: Boa pergunta. Responder a opção B soa meio como heresia, né? Mas vamos à fogueira, então. Gosto mais da voz do Coverdale, mais grave do que da do Gillan. E o Hughes fez bonito também no Trapeze, embora eu curta muito o Roger Glover no baixo.


FN: Miles Davis vale em todas as fases?

AP: Sim, todas as fases em que ele se meteu e todas as fases em que se meteria caso tivesse vivido um pouco mais... Jazz-rap, jazz-eletrônica...

FN: E a Nina Simone?

AP: Não. A voz pouco mudou, mas o começo da carreira é espetacular, por causa dos arranjos e do repertório. Depois, ela virou middle of the road, muzak, sem a alma dos primeiros tempos.

FN: E o Milton Nascimento?

AP: Mais ou menos a mesma coisa que a Nina. A voz sempre foi estupenda, mas o começo, até o Clube de Esquina, é uma junção particularmente feliz de repertório e arranjo. Depois, a impressão que tenho é que o Milton ficou prisioneiro da própria voz rara, sendo ouvido pelos gringos como se fosse um freak.

FN: Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?

AP: Os Beatles tinham o dom da criatividade infinita (enquanto durou). Os Stones têm o dom da vida eterna. Se fôssemos escolher entre os dons, qual escolheríamos?

FN: Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?

AP: O melhor ficou no Genesis, sem dúvida. Mas há coisa boa no solo, como, por exemplo, “Here comes the flood”. Além disso, ele foi um visionário que deu força para a “world music” na linda trilha de “A última tentação de Cristo”, do Scorsese, batizada “Passion”.

FN: O que tem essa cena indie de Artic Monkeys, The Strokes, Franz Ferdinand, Bloc Party etc? É pra tanto barulho? Quem se salva?

AP: Olha, tendo 46 anos no lombo, já ouvi muita coisa parecida antes. Stones, Stone Roses, Gang of Four, Clash, Mas não menosprezo os mais jovens, porque reinventar a roda pode ser uma arte, sim. Gosto de todos os nomes que você mencionou. Só que os meus favoritos no meio do tal “angular rock” são os Futureheads. Furiosos, urgentes.

FN: Da nova geração de cantoras do Brasil, quem se destaca?

AP: Gosto muito da paranaense Lorenza Pozza. Tem voz, presença, inteligência. E foge do rame-rame do sambinha light. Outra que foge bem disso é a potiguar acariocada Roberta Sá (foto).

FN: Radiohead é isso tudo? AP: Isso tudo e muito mais! Em mim, com “Ok computer”, eles reviveram a sensação de escutar Pink Floyd ou Clash pela primeira vez. Não é pouco, acredite.

FN: O que você está ouvindo?

AP: Neste preciso momento, “Richard Ashcroft & The United Nations of Sound”. Bonito, naquela onda sinfônica que deu bons momentos ao Verve. De maneira geral, tenho escutado muita música clássica, inclusive de autores contemporâneos, como o Lukas Foss, que morreu ano passado, aos 86 anos.

5.10.10

Coverdale


A trilha de hoje foi Ready an' Willing, disco que o Whitesnake lançou em 1980 ainda antes de embarcar descaradamente na década. Jon Lord e Ian Paice, do Deep Purple, se juntaram a Coverdale, que estava cantando muito na época. É um discão. Muito rock, muito blues, muito soul.

4.10.10

Finalmente


Paul confirmado. Tá no site dele.

3.10.10

Liberation Music Orchestra



Chove lá fora e, aqui, o baixista Charlie Haden com a Liberation Music Orchestra no disco de 2004, Not In Our Name, com arranjos de Carla Bley. A primeira faixa, que dá título ao álbum, é uma obra-prima jazzística com um tema tocado pelo naipe de sopros de forma primorosa. No texto do encarte, Charlie Haden linka o álbum ao primeiro, de 68, que contestava a situação no Vietnam, assim como esse que, no ano lançado, contestava a reeleição de Bush. No momento, a segunda faixa, uma versão jazzística, com pé (de leve) no reggae, de This is not America, composição de Bowie, Metheny e o fiel escudeiro deste, Lyle Mays. Muito bom. Ainda tem Amazing Grace lá pra frente. A turma dos sopros dá uma aula.

1.10.10

Merry Christmas Mr. Lawrence


Vi lá no blog do ACM relatos da viagem dele pelo Japão e, nas linhas, o nome de Ryuichi Sakamoto. Então, mudando de clima: Ryuichi Sakamoto, que pouco conheço ainda, mas é dono de um dos temas mais belos que já ouvi, do filme Merry Christmas Mr. Lawrence. Segue.


Lokua Kanza


Shadow Dancer, música de Lokua Kanza, é a trilha da manhã. Just To Say I Love You é outra ótima faixa de Wapi Yo, disco de 1995. Essas duas canções beiram o pop, com acento afro, e a brilhante voz de Lokua, que já havia me conquistado no projeto ao lado de Richard Bona e Gerald Toto, o Toto Bona Lokua, que falei aqui no retorno do blog. Mas o cd vai longe musicalmente e, assim como o projeto do trio, tem as letras entre o inglês, o francês e o - via wikipedia - lingala, dialeto africano. Lokua é do Congo e hoje mora no Rio de Janeiro.

Na foto: Lokua e Toto.

29.9.10

Peter Gabriel sinfônico

Esse repertório abaixo é do show que Peter Gabriel está fazendo lá fora. Não é pra qualquer um, pois parece longo e só com orquestra, mas é uma viagem musical por covers, novos e antigos, e coisas de sua carreira com olhar sinfônico. Um DVD disso seria uma ótima ideia. A matéria no G1 ainda diz que os telões são impressionantes e que PG está com a voz impecável.

1 . "Heroes" (David Bowie)
2. "The Boy in the Bubble" (Paul Simon)
3. "Mirrorball" (Elbow)
4. "Flume" (Bon Iver)
5. "Listering Wind" (Talking Heads)
6. "The power of the heart" (Lou Reed)
7. "My body is a cage" (Arcade Fire)
8. "The book of love" (The Magnetic Fields)
9. "I think it's going to rain today" (Randy Newman)
10. "Apres moi" (Regina Spektor)
11. "Philadelphia" (Neil Young)
12. "Street spirit (fade out)" (Radiohead)

Parte 2

13. "San Jacinto"
14. "Digging in the dirt"
15. "Signal to noise
16. "Downside-up"
17. "Mercy street"
18."The rhythm of the heat"
19- "Washing of the water"
20. "Intruder"
21. "Red rain"
22. "Solsbury hill"
-----------------
23. "In your eyes"
24. "Don't give up"
25. "The nest that sailed the sky"

28.9.10

Louis Armstrong no cinema


Está saindo lá fora Louis: A Silent Film, uma biografia de Louis Armstrong nas telonas, que traz o cinema mudo de volta para 2010. E, como o próprio site do longa destaca, é uma homenagem a Charlie Chaplin, belas mulheres, música americana e ao próprio Satchmo, claro. As exibições nos Estados Unidos têm o acompanhamento de luxo de Wynton Marsalis (foto) tocando a trilha ao vivo, acompanhado pela pianista Cecile Licad e uma jazz big band.

Aqui o trailer:


24.9.10

Moacir Santos



A capa do Ouro Negro, discaço que resgatou a obra do mestre Moacir Santos e o apresentou para muita gente que não fazia ideia de quem ele era.
O dvd, de mesmo nome, com o registro de um dos shows da época, também vale. Aliás, tudo vale. Hoje vi que Moacir nasceu no mesmo ano de Miles e Coltrane.

22.9.10

Voltando ao SOUL

Essa é a (ótima) capa do disco que junta John Legend e o grupo The Roots. Wake Up! saiu ontem lá fora e dá para ouvir na íntegra aqui. O repertório é formado por covers da turma das antigas da soul music, como Donny Hathaway, por exemplo, e uma composição de Legend, chamada Shine. Bateu muito bem.

Aqui no video, eles tocam Hard Times, de Baby Huey, no estúdio.


20.9.10

Jazz no Municipal


Hoje tem Irvin Mayfield no Theatro Municipal. Pouco conheço do trompetista, mas a dica veio do fera em jazz Rafael Teixeira (do blog parado no tempo Melomania Aguda, o link não entrou, acho que está desativado) e vou seguir. Sem contar que, ir no Municipal, é sempre um acontecimento, ainda mais com jazz... À frente da NOJO - New Orleans Jazz Orchestra, que fundou e conta com 16 músicos, Irvin traz o espetáculo From Duke to Basie and the best of New Orleans Jazz.

17.9.10

Primeiras impressões

Down Again, quinta faixa da estreia do Black Country Communion, desceu bem, a melhor até agora. A capa é fraca, mas o disco promete. É uma pena que Joe Bonamassa, guitarrista do grupo, que tem um ótimo trabalho solo, também não cante. Pelo que li por aí, divide apenas duas músicas com GH. A conferir. É cedo para dizer, mas prefiro quando Glenn Hughes, que admiro muito, não exagera nos vocais.

Na verdade, ainda estou um pouco com a cabeça no Skunk Anansie e na Skin, não tem como não se deixar levar por sua voz e as músicas do grupo. Durante a semana ainda revisitei seu ótimo cd solo Fleshwounds e o Post Orgasmic Chill do SA. O hard (funk) rock do Black Country poderá bater meio quadrado, de início. Mas vou em frente. E agora entrou Song of Yesterday, com os dois divindindo as vozes e concluindo meu pensamento que Bonamassa poderia cantar mais nas músicas. Depois volto.

15.9.10

A volta do Skunk Anansie


O Skunk Anansie surgiu na Inglaterra no meio dos anos 90 com uma carta na manga, que ninguém mais tinha, a vocalista anti-musa e única Skin. A figura, a voz e a presença dela fizeram com que o rock do SA fosse além e atingisse outros níveis. No terceiro álbum, Post Orgasmic Chill, de 99, foi tudo perfeito, desde a capa, passando pelas composições, os vocais incríveis de Skin, as guitarras criativas de Ace e a cozinha segura da dupla Cass Lewis e Mark Richardson. Assim a banda chegou num ponto alto, que veio naturalmente como resultado da evolução dos dois primeiros Paranoid Sunburnt e Stoosh. Depois desse êxito, de estourar na Europa, e vender 5 milhões ao redor do globo, Skin e cia resolveram parar.

Agora, 10 anos depois, e após uma coletânea (com ótimas 3 inéditas) lançada ano passado, o Skunk Anansie volta a todo vapor com Wonderlustre, justamente no ponto onde parou com o último cd. Essa é a impressão que fica. O novo trabalho é um excelente álbum de rock com todas aquelas influências que a banda sempre apresentou -- pop, dub, heavy metal, black music e punk. O destaque fica, como sempre, para Skin e seus vocais impressionantes. Sua versatilidade é o grande trunfo da música do Skunk Anansie.


A abertura com God Only Loves You, o single My Ugly Boy, as brilhantes Talk Too Much, My Sweetest Thing e My Love Will Fall, mostram que a banda está de volta e muito bem. Do início ao fim, nas 12 faixas, a inspiração está de volta. Mesmo que Post Orgasmic Chill continue como a obra-prima do quarteto, Wonderlustre vem em boa hora e mostra que o Skunk Anansie ainda tem assunto. Ainda tem música.

10.9.10

Love me or leave me


Hoje é dia de ouvir Nina Simone. Tem dias que só ela salva.

9.9.10

Mike Portnoy deixa o Dream Theater

Mike Portnoy anunciou ontem sua saída do Dream Theater. Atolado em diversos projetos paralelos nos últimos anos, Portnoy pediu um tempo à banda para que pudessem recarregar energias, inspirações e tudo mais -- o que acho válido, e já estava mais do que na hora disso acontecer. O problema foi que o resto não topou e que o trabalho segue sem ele. Quem conhece a banda sabe que dificilmente será produtiva essa continuidade com outro músico no lugar que foi de Portnoy, não só um baterista criativo e notável, mas sua presença ia além, seja em estúdio, seja nos shows, onde fosse. Mesmo ali no banco, atrás do kit, no fundo palco, era praticamente um frontman.

A verdade é que o Dream Theater já vinha precisando de um hiato tem tempo. O grupo teve um ritmo saudável até o Train of Thought (2003) e a turnê deste. Depois passaram altos e baixos criativos com Octavarium (2005) e, principalmente, Systematic Chaos (2007), vindo retomar a boa forma justamente no último álbum Black Clouds & Silver Linings (2009). O ritmo esteve muito forte nos últimos anos e nenhuma banda consegue sair ilesa de uma rotina intensa assim. No caso do DT, os dois lados saem perdendo na história.

Pelo menos fica um grande cd como último, Black Clouds & Silver Linings trouxe de volta os melhores elementos da música do grupo, fez o Dream Theater grande novamente. Difícil que a banda consiga ir muito longe. O comunicado oficial diz que eles começam a gravar em janeiro, mas ainda não anunciaram o baterista que entra. Mike Portnoy era desses insubstituíveis. E quem conhece sabe que Mike Portnoy e cia mudaram muita coisa nos últimos 20 anos.

8.9.10

De novo

Estão falando da vinda do Paul.

3.9.10

O som do Chickenfoot cresce ao vivo

Quando, em 2008, Sammy Hagar, Michael Anthony, Chad Smith e Joe Satriani, arrumaram suas respectivas bagagens - Van Halen, Red Hot Chilli Peppers e décadas de guitar hero - formando o Chickenfoot, gostei da ideia. Depois no cd, não decepcionou, pelo contrário, tocou muito bem, já pedindo um segundo.

O repertório de Get Your Buzz On passa praticamente pelo cd de estreia inteiro, com adesão de Bitten By The Wolf, que tinha aparecido só na versão especial em vinil; My Generation, do The Who; e Bad Motor Scooter, do Montrose, primeira banda de Sammy, antes de partir para a segunda fase do Van Halen.

As músicas crescem no palco com uma química impressionante dos quatro - Chad Smith é baterista de mão cheia, tem groove, sabe a hora de aparecer; Michael Anthony é ótimo baixista e esperto nos backings, como sempre; Joe Satriani está muito bem pela primeira vez em uma banda, à vontade e se divertindo; e Sammy, mesmo distante do que já cantou lá atrás, mostra aquela habitual presença de palco e se arrisca nos vocais altos.


A diversão é visível na cara dos quatro e continua no documentário que acompanha o show. É tudo pelo rock e tomara que o Chickenfoot consiga alinhar as agendas e gravar mais alguns bons álbuns. O diretor Daniel E. Catullo III captou o show de forma primorosa, sem deixar que a perfomance caia de ritmo para quem está assistindo pelo DVD, que, de certa forma, fez a música do quarteto ficar ainda melhor.

2.9.10

O fino jazz vai a Olinda


McCoy Tyner vem ao Brasil para participar da Mimo, no próximo domingo, em Olinda, com a participação do saxofonista Gary Bartz. Lenda viva do jazz, o pianista integrou o memorável quarteto de John Coltrane, que tinha Elvin Jones e Jimmy Garrison na escalação, na primeira metade da década de 60 e gravou discos como A Love Supreme e My Favorite Things. Será histórico. Conto depois, por sorte e coisas da vida, estarei lá.

Vale ainda conferir a extensa programação da Mimo aqui.

1.9.10

Resgatando a era de ouro



Certo que, nos últimos 20 anos, o Iron Maiden produziu apenas dois bons discos - Fear of the Dark, da saída do Bruce, e Brave New World, da volta dele. Mas, ao vivo, a banda continuou grande com shows memoráveis, ignorando aqui a fase com Blaze nos vocais. Ontem, assisti, com atraso, ao Flight 666, dvd que documenta a última turnê da banda, em 2008, quando eles rodaram países como Índia, Austrália, Japão, Costa Rica, Estados Unidos e Brasil, a bordo do próprio Boeing, pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson.

A dupla Sam Dunn e Scott Fayden, os mesmos do último filme do Rush, fizeram um ótimo trabalho e o filme é interessante. Mesmo que a novidade fique apenas com o piloto Bruce e o seu avião, é sempre bom ver uma banda pelos bastidores e como encaram a rotina. A turnê foi histórica e resgatou a era Powerslave e tudo que banda fazia em sua melhor época, os anos 80, adicionando apenas a música Fear of the Dark, já década de 90, no set. E, mesmo assim, nem precisava, o repertório tem pérolas, que, perdidas no tempo não apareciam nos últimos shows, como Revelations, Moonchild e a própria Powerslave.

O mais impressionante é ver como Bruce Dickinson, recém-chegado na casa dos 50, consegue cantar da maneira que canta, ainda fazendo aquelas acrobacias no palco, e ser o piloto naqueles 45 dias de turnê com um show a cada dois dias, foram 23 no total. O dvd duplo traz o filme e o show, montado a partir de apresentações em várias cidades. Mesmo Iron Maiden sendo um assunto batido, vale, principalmente pelo resgate da era de ouro.

31.8.10

+ coisa do Milton


Milton Nascimento soltou mais um video sobre seu novo cd, que sai agora em setembro. O trabalho é um abraço musical em Três Pontas, cidade do interior de Minas, onde Milton cresceu. Vem coisa boa aí, pelo menos é o que parece com as trilhas dos videos - Me Faz Bem, de Milton e Fernando Brant, gravada pela Gal, e Raras Maneiras, de Marcio Borges e Tunai. Wagner Tiso, parceiro de longa data, também está pelo álbum.

A bela foto, infelizmente, ficará sem crédito, pois não lembro onde peguei, muito menos o nome do fotógrafo.

O video: