23.12.09

2010

2009 foi um ano de ótimas surpresas. Entrar aqui em listas do ano, da década, seria uma loucura, só de começar a pensar, já dá uma certa pane, muita coisa ficaria de fora. Buscando na memória recente, o ano teve ótimas surpresas nessa reta final com os novos trabalhos de Norah Jones, John Mayer e Them Crooked Vultures. Foi também o ano que o Dream Theater acertou a mão com Black Clouds & Silver Linings. O Skunk Anansie anunciou uma volta com novas músicas. Mika lançou seu segundo e ótimo álbum, mas tem a falta de sorte de ter feito uma estreia imbatível. Foi o ano que entrei no universo da Ella Fitzgerald. Adele e Maria Gadu me surpreenderam. O Maxwell voltou com o seu melhor disco. Embarquei em A love supreme de John Coltrane. Stevie Wonder, finalmente, lançou um show espetacular em dvd. Mas paro por aqui. 2010 vem aí e já tem Peter Gabriel -- com orquestra -- no forno, ou seja, não poderia existir um melhor começo. Que o próximo ano traga muita paz e boa música.

21.12.09

trilha sonora de John Williams

Chegamos com antecedência à Sala Cecília Meirelles, mas a informação era de que os ingressos estavam esgotados. Resolvemos, então, aguardar na fila de espera por ingressos de desistentes. E valeu. Entramos, sentamos na segunda fila, de cara para a Orquestra Sinfônica Brasileira, que, a essa altura, já afinava os instrumentos para a execução das trilhas espetaculares de John Williams (foto). Por um lado, o ponto negativo de não ser possível ver toda a orquestra; mas por outro, essa proximidade permitiu ver a emoção dos músicos das primeiras filas, que, de várias gerações, viveram aquelas trilhas sonoras, aqueles filmes. Foi uma apresentação sublime, regida com muita vida pelo maestro Roberto Minczuk.

O espetáculo, que abriu de forma impressionante com o tema de E.T, seguiu por Jurassic Park -- um dos meus favoritos --, Indiana Jones, Harry Potter, A Lista de Schindler e o final apoteótico, que muitos ali aguardavam, com a suite de Star Wars. E, não bastasse a grandiosidade dos temas da saga de George Lucas, um Darth Vader surgiu e conduziu a orquestra com seu sabre de luz, até Minczuk voltar para o palco com uma camisa do Superman, assumir a batuta novamente e fechar em grande estilo. Quem viu, viu.

14.12.09

Metallica


As primeiras imagens de Français por une nuit são impressionantes. Uma multidão extasiada enquanto as caixas de som tocam Ecstasy of gold -- pérola de Ennio Morricone que abre tradicionalmente os shows do Metallica -- num cenário belíssimo de um coliseu romano, em Nimes, França. James, Lars, Kirk e Trujillo entram na arena romana e abrem com Blackened, a faixa que abre o disco ...And justice for all. O DVD foi gravado durante a passagem da turnê do último álbum, Death Magnetic, que colocou o Metallica novamente no cenário, depois de anos de duras críticas. Sem entrar no mérito do que vale nesses trabalhos criticados, realmente Death Magnetic trouxe o que todo mundo queria ouvir. E isso foi importante para a longevidade da banda. Um outro nos moldes de Load ou St. Anger seria o fim. Mas além desse lançamento francês -- tudo indica que o lançamento é só por lá --, o Metallica lança também agora em dezembro um só por aqui, nas Américas, com o nome de Orgulho, Paixão e Glória, que traz um show gravado no México, da mesma turnê. É isso, Metallica em alta, com um repertório imbatível e a força de sempre.

13.12.09

o novo show de Peter Gabriel

O álbum de Peter Gabriel sai em fevereiro, mas em seu site oficial já tem um anúncio de que o trabalho vai para os palcos e com datas já marcadas na Inglaterra, na França e na Alemanha. A New Blood Tour será inovadora na carreira de Peter certamente trazendo algo mais sóbrio no assunto produção de palco, já que a última turnê, que resultou o dvd Growing Up, era algo mega, aliás, como sempre foram seus shows. Dessa vez -- como está em destaque no banner do site oficial que colei acima -- sem bateria, sem guitarra, apenas orquestra, teremos um novo artista no palco. Outro ponto interessante dessas apresentações será a execução de suas músicas com o arranjo de orquestra, já que Scracth my back reúne apenas covers. E isso promete. No mais, 2010 também será o ano que Peter Gabriel vai finalizar seu novo álbum de estúdio, com músicas próprias.

6.12.09

+Elbow



É de primeira essa edição, que saiu lá fora, do álbum do Elbow com a BBC Concert Orchestra. A caixinha, além de trazer o cd e o dvd, tem também fotos individuais em preto e branco dos integrantes e um belo encarte. O Elbow -- outras linhas em um post abaixo -- faz um som profundo, de melodias ricas, e em alguns momentos me leva a coisas como Peter Gabriel e até o Coldplay de Viva la Vida. É o tipo de banda que, ao ouvir e assistir, temos a certeza de que os músicos sabem onde estão pisando, aonde estão indo. An audience with the pope, um dos grandes momentos da apresentação, tem sido a trilha desses últimos dias.

3.12.09

It might get loud (mais uma dose)

Ontem, mais uma dose de It might get loud, dessa vez no Vale Open Air. Não tinha ido ao evento ainda, nem em outras edições, quando era da VIVO. Gostei muito do ambiente, da tela gigante, do som, mas quanto ao filme, foi a mesma impressão que tive quando assisti pela primeira vez. Excelente, ótima direção e bom gosto. The Edge continuou como boa surpresa, trazendo coisas interessantes para o longa; Jack White continuou como um (quase) ator, a impressão era de ver um personagem de Johnny Depp na tela, mas ainda assim contribui com algo; e Page, sensacional, com ótimos depoimentos, momentos incríveis, esses sim, que o filme fez bem em descortinar para o público. Como, por exemplo, a coisa do crescendo, que Page falou enquanto Stairway to heaven era mostrada, uma artimanha musical não permitida em seus tempos de músico de estúdio, e foi um de seus caminhos para a música do Led.

Conectando Page a John Paul Jones, chego ao Them Crooked Vultures, que bateu de primeira esses dias. O som é forte e me impressionou. E acho que, como guitarrista, talvez Josh Homme seja mais interessante que Jack White, mais natural quem sabe.

1.12.09

Them Crooked Vultures

Depois de uma primeira audição, os (muitos) riffs frenéticos do Them Crooked Vultures ecoam na cabeça. É original e, além da sonoridade pesada, tem certa dose de loucura, que me agrada. John Paul está bem acompanhado.