29.11.09

Norah Jones

Chasing pirates, a música que abre o novo álbum da Norah Jones, é ótima. Li que ela buscou outros ares para fazer esse disco e por isso fui atrás. A coisa da reinvenção me atrai.

25.11.09

Jamie Cullum

Ontem fui até o novo de Jamie Cullum, The Pursuit, para conferir sua versão para Don´t stop the music, da Rihanna. Jamie desconstruiu a música e levou para seu universo pop jazzy. O resultado não poderia ser melhor e mostra que o pop tem vida inteligente hoje, seja com John Mayer bebendo no blues ou Jamie que bebe muitas doses de jazz. E suas apresentações são sempre únicas, com um piano muito bem tocado, repertório afiado -- vai de Jeff Buckley, Cole Porter, Hendrix, Beach Boys etc -- e uma presença de palco marcante. O dvd Live at blenheim palace mostra bem esse Jamie em grande show.

24.11.09

ainda Ella

Continuo com Lullaby of birdland tocando sem parar, mas nesse momento, é a versão original de Ella, primeira faixa do álbum Lullabies of birdland, de 1954. Na foto, pescada via google, Ella está acompanhada de seu marido, o baixista Ray Brown, e o baterista Max Roach.

21.11.09

We love Ella!

Música do dia: Lullaby of birdland, na voz de Lizz Wright, do excelente We love Ella!, tributo a Ella Fitzgerald. O DVD é excelente, com Natalie Cole, George Duke, Take 6, Stevie Wonder, Nancy Wilson, Patti Austin e outros, mas Lizz roubou a cena e o dia. Ela - que já tinha despertado meu interesse ao gravar Thank you, do Led Zeppelin, em seu último disco - agora me conquistou de vez.

20.11.09

Freedom

Peguei na estante Listen without prejudice Vol.1, aclamado disco de George Michael da virada da década de 80 para 90. É um excelente album pop, as canções são ótimas, com boas referências, e ainda tem espaço para They won´t go when I go, de Stevie Wonder, numa ótima versão gravada ao vivo -- mas com overdubs de backings --, onde o registro vocal é perfeito. Depois desse álbum, GM não conseguiu fazer mais nenhum trabalho notável, apesar de ensaiar retornos e lançar um ótimo disco de standards anos atrás, mas a essa altura, o artista já era outro. Em Listen whitout prejudice é tudo bem feito, bem arranjado, pensado. Era o artista tentando afirmar algo. E a capa é ótima.

17.11.09

a capa do novo de Peter Gabriel


Essa é a capa de Scratch my back, o novo de Peter Gabriel. O álbum, gravado ao lado de uma orquestra, tem uma lista não muito óbvia de covers: Heroes (David Bowie), The Boy in the Bubble (Paul Simon), Mirrorball (Elbow), Flume (Bon Iver), Listening Wind (Talking Heads), The Power of the Heart (Lou Reed), My Body is a Cage (Arcade Fire), The Book of Love (The Magnetic Fields), I Think it's Going to Rain Today (Randy Newman), Apres Moi (Regina Spektor), Philadelphia (Neil Young) e Street Spirit (Radiohead). Li em uns sites, que Peter Gabriel teria sugerido uma relação de troca com os artistas, que teriam de gravar uma de seu repertório em algum momento ou em uma versão dupla do álbum, mas não sei até onde isso vai de fato. Desconheço a maioria das músicas, mas Philadelphia, uma das mais belas canções de Neil Young, é motivo para começar o cd pela penúltima faixa. O álbum será lançado no dia 25 de janeiro e ilumina certa identificação de Peter com o grupo Elbow (ver post anterior) através da gravação de Mirrorball.

16.11.09

o progressivo pop do Elbow

Certamente, Grounds for Divorce, música do grupo inglês Elbow, é uma das grandes surpresas das minhas últimas semanas. Tenho ficado entre Battle Studies, o ótimo novo de John Mayer, e a versão especial com orquestra de The Seldom Seen Kid, dos ingleses. Os vocais de Guy Garver remeteram, de primeira, a Peter Gabriel em carreira solo, assim como, o som do grupo. Mas é difícil falar de um estilo, tentar encaixar a banda em alguma estante - é folk, rock, pop, progressivo, a coisa vai além. Elbow é daquelas bandas que não entregam tudo de uma vez, é um som de surpresas, detalhes - há espaço, por exemplo, para uma bela citação de Summertime, de Gershwin, na segunda faixa, The bones of you. É, acima de tudo, envolvente e novo.


13.11.09

POP

Já está na rede Battle Studies, o novo álbum de John Mayer, que sai, oficialmente, no próximo dia 17. A qualidade que John havia alcançado no último, Continuum, continua e atinge outros níveis. A veia r&b/blues/soul, que pontuava suas últimas coisas, abre espaço também para um lado folk e rock, de Neil Young, Tom Petty e Fleetwood Mac; e também um foco maior na composição/canção. E é isso que faz o som de John ter identidade: a soma de vários clichês e referências de grandes artistas dos anos 70 e 80. Outro ponto positivo - e inteligente, da parte de John - é a banda que, nesse caso, é mais experiente, com mais bagagem que ele. O baterista e co-produtor Steve Jordan (foto) é fundamental para essa nova fase, que vem desde o álbum TRY!, usando timbres particulares e colaborando, não só como instrumentista, mas como produtor, arranjador e parceiro. Battle Studies é pop, mas não é bobo, ensolarado, chega até a ser triste, introspectivo, e isso faz dele um grande trabalho. Ainda tem espaço para uma ótima versão de Crossroads, cheia de groove, em meio a ótimas composições próprias como Heartbreake warfare, Who says, War of my life e Edge of desire.

11.11.09

Morricone

Ontem foi aniversário do nosso bravo maestro Ennio Morricone, que fez 81 anos. Merece, obviamente, uma menção por aqui.

9.11.09

Pet Sounds e Brian Wilson

Sempre gostei dessa capa do Pet Sounds. Gosto dos elementos: a barra em cima, as cores e, principalmente, os nomes das músicas na parte da frente, que era bem comum há tempos atrás. Esse álbum dos Beach Boys traz músicas belíssimas, canções perfeitas de Brian Wilson, que já entrava, a essa altura, em uma dose de loucura, consequência de sua necessidade de superação ou de, simplesmente, buscar um espelho no que os Beatles faziam. Como diz no texto do encarte do cd, Brian começou a trabalhar em Pet Sounds logo depois de ouvir (e ouvir e ouvir) o Rubber Soul dos fab four.

A coisa ficaria mais séria alguns anos depois, em 67, Brian trabalhava em seu complexo Smile e teria ouvido, no rádio do carro, Strawberry Fields Forever, a então nova música dos Beatles. Ele descreve a cena no excelente documentário do Smile, lançado em 2005. Parou o carro, virou para a pessoa junto dele e disse:

- eles já fizeram (...) o que eu queria fazer em Smile.

A partir daí Brian se afundou em drogas, ficou paranóico, seu álbum desmoronou, não foi pra frente, e só veio a ser finalizado agora em 2004. Gosto dessa história. E muito. Principalmente do final, a finalização do disco décadas depois e o show, que acompanha o documentário, onde mostra um Brian Wilson emocionado de levar o projeto da vida para o palco.


8.11.09

Blues



No momento escuto o álbum Blues, que Glenn Hughes lançou em 1992, depois de um período obscuro mergulhado nas drogas. Recentemente vi no twitter ele dizendo que, lamentavelmente, não lembrava nada dos anos 80, quando perguntaram sobre alguma pessoa que ele teria conhecido na década. É bom ver que ele saiu dessa e tem lançado bons álbuns, acertando mais que errando. Here come the rebel e You don´t have to save me anymore são ótimas, trazem a marca de GH banhada em blues.

Ao procurar essa bela imagem de Glenn Hughes em 76, passei por uma dele ao lado de Joe Perry, do Aerosmith, e lembrei da notícia que li agora pouco, que Steven Tyler teria deixado a banda. Será que Joe Perry e cia tentarão algum substituto? Seria um tiro no pé, dos fortes. Qual o problema de dar um ponto final em uma banda? Steven Tyler é desses insubstituíveis, certamente. Agora, o álbum de GH está na sétima faixa, Shake the ground, ótima, blues com hard rock e aquele tempero black music na medida.

4.11.09

Jazz+Soul

O Bridgestone Music Festival, que teve sua segunda edição esse ano, tem um site bem completo e a grande novidade é que, a cada mês, é disponibilizado um dos shows do ano. Agora em novembro é possível assistir a apresentação de René Marie e Jeremy Pelt (foto); no próximo mês, dezembro, será a vez do Jimmy Cobb com a So What Band reproduzindo o Kind of Blue, de Miles, na íntegra. O festival é de primeira linha, ano passado pude conferir a inovadora primeira edição, que juntou Jazz e World Music. Agora, em 2009, foram noites de Jazz e Soul. Vamos ver o que o produtor Toy Lima prepara para 2010. E, quem sabe, uma edição carioca do evento.

O site é www.bridgestonemusic.com.br