5.10.09

It Might Get Loud



Sexta passada, a sala do Roxy, em Copacabana, estava cheia para ver
It Might Get Loud dentro do Festival de Cinema do Rio. O encontro na tela era, no mínimo, inusitado -- Jimmy Page, The Edge e Jack White, ou Led Zeppelin, U2 e White Stripes. Três gerações e estilos para contar a história da guitarra através de suas músicas, bandas, raízes etc. O filme é ótimo e caminha muito bem com uma direção primorosa de Davis Guggenheim, o mesmo de Uma Verdade Inconveniente. Apesar de ser um filme sobre guitarra e guitarristas, não é um filme para guitarristas apenas e, como já tinha visto Guggenheim destacar em uma entrevista, o filme passa longe dos clichês de filmes sobre guitarras e rock, não tem nada de camarins, depoimentos externos, direção fria, essas coisas que envolvem o gênero. É filme mesmo, com locações, ritmo e bom gosto.

Após a sessão, fiquei com a sensação de que o filme -- de pouco mais de uma hora e meia -- rendia mais, principalmente o encontro dos três no belo estúdio montado pela produção. Jack White, muitas vezes, soou um pouco forçado, quase um personagem, como se atuasse, quase um Johnny Depp, mas teve seus momentos. Page e The Edge contribuíram mais para o filme, cada um em sua área, sem melhor nem pior, apenas pela música. Claro que, devido à sua história, Page rouba a cena em vários momentos e é responsável talvez pela melhor cena do filme, quando puxa Whole Lotta Love e The Edge e Jack White ficam como duas crianças assistindo aquilo pela primeira vez. A cena é natural, bem captada e espetacular.

Jimmy Page revisitando suas raízes, discos e apresentado em imagens de arquivo é prato cheio para qualquer fã de Led Zeppelin -- e o Roxy tinha muitos. The Edge quando mostrou o "truque" do riff de Elevation, do U2, também foi responsável por uma das melhores cenas do filme. Que venha um dvd repleto de extras.

Nenhum comentário: