17.9.09

MIKA

Ouvir o novo álbum do Mika sem comparar com sua excelente estreia em Life in cartoon motion é uma tarefa quase impossível. Logo nas primeiras audições de The boy who knew too much estranhei, alguma coisa que eu esperava não estava ali. Era ainda o efeito do primeiro álbum, no caso dele, ainda mais forte que em outras estreias. Não esperava ali superação, reinvenção ou algo do tipo, esperava apenas um segundo trabalho, mas não foi de primeira que desceu. Já na primeira faixa We are golden é possível perceber que o álbum será diferente, vai por outro caminho, tentando, de forma inteligente, não trilhar o mesmo caminho musical do primeiro disco, mesmo que tenha os mesmos cenários.

Ao seguir pelas faixas, fica ainda mais difícil achar referências em sua música, é um mosaico de influências das mais diversas -- algumas coisas de George Michael, trilhas Disney e, mais uma vez, Freddie Mercury/Queen estão lá. Depois de embarcar, fica claro que Mika acertou a mão novamente, seja nas composições, seja na produção, agora ainda melhor. O único ponto que jogará contra seu segundo disco é o fato do primeiro ter sido uma das melhores coisas dos últimos anos, o fator novidade não está mais presente. A comparação inevitável precisa ser evitada.

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