2.9.09

Ennio Morricone

Ennio Morricone:

- Apesar de amar muito o filme, acredito que não me superei desta vez. Acho que não usei toda a minha artilharia contra o céu, com a exceção de alguns momentos.

Pesquei isso no site do Globo depois de ler mais de uma vez essa declaração sincera de Ennio sobre seu novo trabalho, a trilha sonora para o novo filme de Giuseppe Tornatore. É mais um encontro dos dois, que fizeram o belo
Cinema Paradiso. Essa sinceridade de Ennio é rara no mundo da arte, um mundo sempre cheio de blá blá blás, onde o novo trabalho é sempre o melhor e que todos têm a obrigação de conferir. Uma sinceridade que assusta e fascina. Quero ver o filme e, sobretudo, conferir a trilha, principalmente depois dessa.

Lembro, ao escrever esse post, do concerto de Ennio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em maio de 2007. O festival, que não ouvi mais falar depois daquilo, juntava cinema e música. A presença do maestro italiano naquela primeira edição foi uma abertura de luxo. Os ingressos acabaram em poucas horas e quem esteve lá viu um espetáculo comovente e único, com Ennio voltando ao palco 3 ou 4 vezes nos encores. O repertório, impecável, é muito semelhante a um dvd do Ennio, na Alemanha, que vende por aí -- Morricone por Morricone.

addendum: Fui ao youtube e assisti um trailer disponível por lá. O filme é Baaria e a trilha tem a assinatura de Ennio -- aquela habitual beleza de seus grandes trabalhos. O longa promete.




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