29.9.09

Clássico

O histórico Quarteto da Guanabara está de volta. Comandado pelo violoncelista Márcio Malard, o quarteto fará uma homenagem aos membros originais da formação, que começou no final da década de 60. Márcio estará acompanhado de três jovens músicos para o concerto de reestreia da nova formação na Sala Cecília Meirelles, no próximo dia 1°. No programa peças do austríaco Schubert e dos nossos Guerra-Peixe e Radamés Gnatalli.

25.9.09

roquenrou

Coheed & Cambria, banda norte-americana, tem feito minha cabeça nos últimos dias. Tinha tempo que algo do rock não me fisgava dessa forma. Já tinha ouvido a banda um tempo atrás, mas não tinha batido, tinha achado tudo muito perfeito, cuidado e polido -- acho que estava mergulhado nos 70s quando escutei. Semana passada, pude assistir a perfomance ao vivo da banda do dvd Neverender, e fiquei surpreso com a energia e a competência em levar para o palco aquela sonoridade. A banda é um quarteto e tem como apoio um tecladista, duas backing vocals e um percussionista, que não sei bem o que faz ali. É tudo bem tocado e com linhas de vocais impressionantes. E isso é o que mais chama atenção: a chuva de melodias que sai de Claudio Sanchez e cia. No liquidificador do grupo tem heavy metal, rock progressivo e música pop. O resultado é ótimo.

22.9.09

Van Halen

Pesquei essa foto no myspace de Eddie Van Halen. Ele parece estar de bem com a vida, mas não sei bem por onde anda, e, o mais importante, se ainda tem projetos. A última notícia é que tinha voltado a ensaiar, mas confesso que acho a história do Van Halen (a banda) nos últimos anos bem confusa, voltou com Sammy Hagar, depois voltou com Dave, separou, voltou com Dave novamente, e o filho de Eddie no baixo, uma série de coisas e turnê$ pelo mundo. Gostaria mesmo é que Eddie fizesse algo novo, talvez um álbum instrumental, acho que a banda, como já foi, não tem muito mais para onde caminhar, não sei se precisamos de mais um álbum do Van Halen, mas o Eddie solo podia tentar algo.

17.9.09

MIKA

Ouvir o novo álbum do Mika sem comparar com sua excelente estreia em Life in cartoon motion é uma tarefa quase impossível. Logo nas primeiras audições de The boy who knew too much estranhei, alguma coisa que eu esperava não estava ali. Era ainda o efeito do primeiro álbum, no caso dele, ainda mais forte que em outras estreias. Não esperava ali superação, reinvenção ou algo do tipo, esperava apenas um segundo trabalho, mas não foi de primeira que desceu. Já na primeira faixa We are golden é possível perceber que o álbum será diferente, vai por outro caminho, tentando, de forma inteligente, não trilhar o mesmo caminho musical do primeiro disco, mesmo que tenha os mesmos cenários.

Ao seguir pelas faixas, fica ainda mais difícil achar referências em sua música, é um mosaico de influências das mais diversas -- algumas coisas de George Michael, trilhas Disney e, mais uma vez, Freddie Mercury/Queen estão lá. Depois de embarcar, fica claro que Mika acertou a mão novamente, seja nas composições, seja na produção, agora ainda melhor. O único ponto que jogará contra seu segundo disco é o fato do primeiro ter sido uma das melhores coisas dos últimos anos, o fator novidade não está mais presente. A comparação inevitável precisa ser evitada.

9.9.09

um pouco de Glenn Hughes

Glenn Hughes é dono de uma voz impecável, mesmo chegando na casa dos 60. Sua carreira começou muito bem no Trapeze, depois seguiu em ótima fase naquele Deep Purple, que bebia da black music e do blues, por sua influência e de David Coverdale. Os dois formavam uma dupla imbatível, mas que, em pouco tempo, mesmo com ótimos discos, como Burn, afundou o grupo. A banda não suportava mais a própria usina de hard rock, blues e funk, principalmente depois da saída do guitarrista Richie Blackmore, por essas razões. Ainda chegaram a gravar o excelente Come Taste The Band com Tommy Bolin na guitarra como um último suspiro dessa fase. This Time Around, desse álbum, é uma das grandes pérolas da carreira de Glenn Hughes.

Nos anos 80, Glenn Hughes chegou a gravar um suposto disco solo de Tony Iommi, que saiu como mais um disco do Black Sabbath e, afundado em drogas, só foi levantar mesmo para sua carreira solo e outras inúmeras colaborações na década de 90. Não sei se essa carreira solo de Glenn Hughes é no mesmo patamar de seu talento como músico/cantor, às vezes fica essa impressão, talvez por discos irregulares como Music for the Divine ou a presença em inúmeros projetos sem muito brilho ao longo dos últimos anos. Claro que grandes momentos fazem parte da trajetória: Songs in the key of rock, Building the machine e, principalmente, o Feel, trazem o que há de melhor no universo de rock com black music. E recentemente, Glenn Hughes conseguiu essas boas vibrações novamente com seu último álbum de estúdio, o First Underground Nuclear Kitchen - FUNK.

Hoje, no twitter, ele disse que seu agente está negociando uma turnê em dezembro pela a América do Sul. O show que passou pelo Circo Voador no final de 2007 foi sensacional do início ao fim. Todos queremos mais uma dose.


2.9.09

Ennio Morricone

Ennio Morricone:

- Apesar de amar muito o filme, acredito que não me superei desta vez. Acho que não usei toda a minha artilharia contra o céu, com a exceção de alguns momentos.

Pesquei isso no site do Globo depois de ler mais de uma vez essa declaração sincera de Ennio sobre seu novo trabalho, a trilha sonora para o novo filme de Giuseppe Tornatore. É mais um encontro dos dois, que fizeram o belo
Cinema Paradiso. Essa sinceridade de Ennio é rara no mundo da arte, um mundo sempre cheio de blá blá blás, onde o novo trabalho é sempre o melhor e que todos têm a obrigação de conferir. Uma sinceridade que assusta e fascina. Quero ver o filme e, sobretudo, conferir a trilha, principalmente depois dessa.

Lembro, ao escrever esse post, do concerto de Ennio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em maio de 2007. O festival, que não ouvi mais falar depois daquilo, juntava cinema e música. A presença do maestro italiano naquela primeira edição foi uma abertura de luxo. Os ingressos acabaram em poucas horas e quem esteve lá viu um espetáculo comovente e único, com Ennio voltando ao palco 3 ou 4 vezes nos encores. O repertório, impecável, é muito semelhante a um dvd do Ennio, na Alemanha, que vende por aí -- Morricone por Morricone.

addendum: Fui ao youtube e assisti um trailer disponível por lá. O filme é Baaria e a trilha tem a assinatura de Ennio -- aquela habitual beleza de seus grandes trabalhos. O longa promete.




1.9.09

damas do jazz

Nos últimos dias fiquei na companhia das damas do jazz. Nina, que está sempre comigo, e também Billie Holiday, Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald (foto). Esta última tem me fascinado com suas interpretações sofisticadas e cheias de scats -- aquele canto sem palavras que ela dominava como ninguém.