28.8.09

música de 77 minutos

O Transatlantic, supergrupo de rock progressivo, está com novo álbum no forno. Agendado para outubro, The Whirlwind terá apenas uma música de...77 minutos (!). Coisas do mundo do rock progressivo, sem limites, e pra quem tá dentro é fascinante. O lançamento sairá em duas versões: uma apenas com a longa faixa e outra edição dupla com mais 4 inéditas e 4 covers -- Beatles e America (I Need You), Santana (Soul Sacrifice) , Procol Harum (A salty dog) e Genesis (The return of the giant hogweed).

Outro ótimo lançamento que envolve Mike Portnoy, baterista do Dream Theater e um dos comandantes do transatlântico, é o dvd do Liquid Tension Experiment, grupo de fusion que ainda tem John Petrucci e Jordan Rudess, parceiros de Dream Theater, e o baixista Tony Levin, que integra a banda de Peter Gabriel. O LTE é um dos grandes grupos de música instrumental dos últimos anos e esse dvd, gravado em NY no ano passado, promete.



25.8.09

beatlemania


Bela capa da Rolling Stone americana esse mês. E o conteúdo, mesmo com tudo que já foi dito sobre os quatro, parece interessante. Gosto muito dessa foto, dessa fase, época que produziram coisas geniais, mesmo em crise e já perto do fim. E falando em Beatles, os relançamentos remasterizados que sairão agora em setembro prometem, já estava na hora, e vem tudo com encarte novo, aquela coisa. Todo o trabalho de remasterização durou 4 anos e foi feito no lendário Abbey Road.

Outra coisa lançada esse mês aqui no Brasil é o livro Beatles - Gravações comentadas & Discografia completa (Larousse, 496 págs). O título já explica do que se trata, e ler sobre as histórias por trás de cada música, cada disco, vale muito.

21.8.09

my one and only love

JustificarMúsica que não sai da cabeça nas últimas semanas é My one and only love, pérola da música americana, de autoria de Robert Mellin e Guy Wood na década de 50. A versão de Chris Botti ao lado da ótima cantora Paula Cole (foto) é sensacional e tenho escutado no repeat. Paula é uma das grandes cantoras da safra da década de 90, apareceu para o mundo na turnê Secret World, de Peter Gabriel, e depois fez carreira com alguns álbuns, que não fui atrás. Mas volta e meia vejo Paula colaborando em álbuns, como esse de Botti e outro do Herbie Hancock, ou tributos etc, sua voz é marcante, e também sua perfomance, como se pode ver no dvd da turnê de Peter Gabriel.

A wikipedia me informa que a mais popular versão dessa música é de John Coltrane e Johnny Hartman, de 1963, que vou atrás pra conferir. E também vou procurar as outras com Ella, Sinatra, Cullum e quem mais tiver gravado. Uma que peguei também pela dica da wikipedia é com Sting e é excelente.

13.8.09

Milton Nascimento

Milton Nascimento está preparando coisas bem mineiras e novas. Agora, em setembro, em Três Pontas, sua cidade de coração, acontece o Festival Música do Mundo. O festival durante quatro dias transformará a pequena cidade mineira em um super evento. Wagner Tiso, Ivan Lins, Tom Zé e outros passarão por lá ao lado do próprio Milton. Uma das atrações confirmadas era Jon Anderson, do Yes, mas por problemas de saúde cancelou nos últimos dias sua vinda.

O sucessor de Pietá -- último disco de estúdio sem contar os com Jobim e Belmondo -- também está sendo feito com os ares de Três Pontas. Milton está produzindo o álbum ao lado de Wagner Tiso e do também mineiro Marco Elizeo. O Pietá foi um excelente trabalho, tinha ótimos momentos, mas agora seria bacana se Milton buscasse outros caminhos para sua música, seu trabalho autoral. Vamos esperar.

A foto acima é ótimo registro do Milton e seu contrabaixo no palco, certamente em um dos shows da turnê do Pietá. Ele entrava e tocava o standard
Work Song mostrando para muitos, até desavisados, que também sabe do instrumento. Não tenho aqui o crédito da foto, pescada na internet pelo ótimo site Spezify, mesmo que mereça pelo ótimo clique.

Site do festival com todas as informações: http://www.festivalmusicadomundo.com.br/

Justificar

12.8.09

apostando no them crooked vultures

Them Crooked Vultures é o novo supergrupo e estou apostando minhas fichas. Gosto dessas colaborações e contando com John Paul Jones, do Led Zeppelin, no baixo e teclado, minha aposta sobe ainda mais. A ideia parece ter partido há uns 4 anos de Dave Grohl -- fã de Led Zeppelin -- que teria convidado John Paul Jones para um projeto. Quem completa a formação é Josh Homme, guitarrista e vocalista do grupo Queens of the Stone Age.

Gosto do Dave Grohl, meio de longe, admirando coisas soltas do Foo Fighters, e, principalmente, o fato de ter deixado a história do Nirvana para trás e decolado com sua banda. O Them Crooked Vultures subiu pela primeira vez no palco no último domingo e o cd Never Deserved the Future sai em outubro.

9.8.09

Journey e o Greatest Hits

Tenho poucos greatest hits, um deles é do Journey. Prefiro os álbuns, mas comprei esse, especialmente, porque no caso do Journey é bom também ouvir os hits enfileirados. O vocalista Steve Perry brilhava, e na parte instrumental, era aquele caso onde tudo funcionava. Depois o Journey se perdeu, tentou outras encarnações, já sem Perry, uma até interessante, há pouco tempo, com Steve Augeri cantando muito, mas era mais revival e (poucas) boas composições novas. O Journey que fez história mesmo foi com Steve Perry, de voz inconfundível, ora cantando rocks de bom gosto como Don´t Stop Believin', ora colocando voz em baladas, que beiravam o brega, como Open Arms. Tem brega no bom sentido da palavra, de bom gosto? Acho que sim. E lembro que isso até ganhou matéria/discussão no Segundo Caderno pouco tempo atrás.


4.8.09

Maria Gadú

Maria Gadú na cabeça (e no som) nos últimos dois dias. A cantora de 22 anos, abraçada por Caetano, Milton Nascimento e João Donato antes mesmo de lançar seu primeiro cd, realmente tem algo. Sobra bom gosto em composições próprias e releituras de Ne me quitte pas, de Jacques Brel, e A história de Lily Braun, de Edu e Chico. No meio das de sua autoria, Dona Cila é ótima, tem bela letra e vocais de fundo à la Milton Nascimento; e o samba Altar Particular, com violino de Nicolas Krassik, soa perfeito. Sem dúvida, esse disco de Gadú é uma das melhores coisas que a música brasileira ganhou nos últimos anos e, mesmo com a escorregada na última faixa -- Baba, de Kelly Key, Gadú mostrou que sabe das coisas.