25.6.09

Michael Jackson

Pronto, o dia de hoje entrou para história. De forma triste, mas entrou. Michael Jackson subiu, de repente, claro, sem avisar. Gênio, esteve sempre à frente musicalmente e, ultimamente, passava por muitos problemas e polêmicas. Como disse Ed Motta agora pouco na Globo News - e é o que sempre pensei - a sociedade e a imprensa o pressionavam de todas as formas, cobravam cada passo, cada atitude, e ele, por sua vez, em sua própria loucura, seu mundo fechado, alimentava isso. Era um lado alimentando o outro e o final é esse que vemos hoje, acabamos de assistir o último capítulo.

Agora, teremos tributos, documentários, filmes, livros, depoimentos em todos os cantos do mundo, uma série de homenagens, e todos olharão para sua obra. Ou seja, tudo que de repente ele precisou durante todos esses anos, mas afundado em esquisitices, era atacado. Ele fechou a cortina, mas a música e os vídeos ficaram. É pegar o Thriller e colocar pra tocar, não tem jeito, Michael foi único, sempre será. Rompeu todas as barreiras, chegou a todas as pessoas, em todos os lugares, e mudou a música.

22.6.09

ainda no rock


Jeff Buckley imortalizou a composição Hallelujah, de Leonard Cohen, em seu aclamado "Grace". É o tipo de registro que vai muito além e, de certa forma, faz com que ninguém mais "possa" gravar a música. A versão é definitiva, como, por exemplo, Como Nossos Pais, de Belchior, na voz de Elis. Alguém se arrisca?

Mas, Daniel Gildenlow (foto), à frente de sua usina musical chamada Pain of Salvation, resolveu gravar Hallelujah no novo dvd da banda. O resultado é excelente. A música segue o formato da composição de Cohen, sem tirar, nem pôr, e o que entra em cima é a roupagem da banda, um arranjo simples e criativo. E, claro, o alcance da voz de Daniel que é sempre impressionante, assim como o de Elis era.



18.6.09

Rush

Hoje foi o dia do Rush. "Counterparts" tocou por aqui de manhã, ecoou na minha cabeça à tarde e, agora à noite, voltou novamente. Gosto dessa cara que Geddy Lee e cia assumiram na década de 90, o Rush de "Test for Echo", "Roll the Bones", e esse "Counterparts" principalmente, o melhor dos três. A penúltima faixa do cd, Cold Fire, é talvez a música menos Rush da história da banda e uma das que mais gosto. Tudo se encaixa em quatro minutos de música.


17.6.09

solos


Ainda sobre a história do solo no post anterior, Thiago comentou que o problema está na figura do guitarrista e seus solos bregas. Sim, Thiago, concordo. Mas o que penso também é que em algum momento a coisa do solo se perdeu, e, em grande número, o solo de guitarra. De certa forma, acho que a crítica contribuiu um pouco para matar os solos - talvez nos anos 80 - e, o artista, por sua vez, também parou de abrir espaço para seus guitarristas de banda. Acho que o ouvinte não tem parcela de culpa não, o bom ouvinte gosta de um bom solo, seja de guitarra, sax, piano etc, o que falta mesmo é espaço. É complicada a discussão, mas vale.



15.6.09

Leonardo Amuedo


Na foto é Leonardo Amuedo, guitarrista uruguaio que, depois de passar um bom tempo na Holanda, veio para o Brasil e há alguns anos integra a banda de Ivan Lins. Leonardo Amuedo é um guitarrista excelente, e tem dois momentos especiais em dvds do Ivan. O primeiro é o solo em Dinorah, Dinorah no dvd Cantando histórias, o segundo, que mais gosto, é seu solo em Depois dos Temporais, no último dvd de Ivan, Saudades de Casa. Tem me interessado muito o trabalho de Leonardo e não me canso de ver (e ouvir) o solo de Depois dos Temporais. Um solo inspirado de quase dois minutos de duração, algo raro dentro do universo da canção brasileira. Nesse caso, Ivan Lins, que também transita pelo universo do jazz, mostra que ter um solo de guitarra na música não é brega, como muitos (ainda) pensam.

14.6.09

mais uma


No momento, Over the rainbow com Melody Gardot, pela quinta vez seguida. Uma versão é sempre um risco, tem gente que não gosta de chegar perto, já eu gosto de conferir o risco corrido, como é o caso desse, surpreendente, em Over the rainbow. É genial a maneira que Gardot conduz a música, "prendendo" a melodia no primeiro verso e apenas no segundo soltando a melodia original enquanto base fica numa quase bossa e algumas cordas dão um clima. O disco é My One and Only Thrill (2009) e a cantora é nova, nascida em 82, e vejo rapidamente na wikipédia que sofreu um sério acidente aos 19 que a impossibilitou de andar por uns tempos e, dessa forma, incentivada pelo médico, gravou um EP, chamado Some Lessons - The Bedroom Sessions.


9.6.09

my russian soul

Viktoria Tolstoy, sueca, bisneta do escritor russo Leon Tolstoi e...cantora de jazz. Seu cd "My Russian Soul" é uma ótima surpresa. Fui no sempre útil allmusic e vi que as composições são, claro, como entrega o título, do universo musical russo. São temas de Tchaikovsky, Rachmaninov e outros compositores russos, que Viktoria vestiu com as melhores roupas do jazz - solos, improvisos e arranjos refinados.

1.6.09

A volta dos que não foram

Desde o dia que vazou o novo álbum do Dream Theater que me aplico diariamente. Quando capa e título foram liberados um tempo atrás, senti que algo poderia me surpreender, já que os dois últimos cds foram, de certa forma, irregulares. Aquela capa e o título remetiam a algo progressivo, outros tempos. Abrindo parênteses ,"Octavarium" tem seu valor, principalmente pela progressiva faixa-título e o último "Systematic Chaos" também tem algo, mas o que fica, depois de ouvir, é uma sensação de que muita coisa se perdeu no caminho.

Minhas primeiras impressões não estavam erradas, "Black Clouds & Silver Linings" é espetacular. Tem muita coisa de volta e exemplo disso são The Best of Times e The Count of Tuscany. Esta segunda, última do cd, é uma das melhores músicas da carreira da banda. O heavy metal, o progressivo e o rock voltaram a andar lado a lado em um cd do Dream Theater. É como se tivessem achado o eixo novamente. Certamente é o cd mais inspirado em anos. Está tudo lá. Na hora certa, na medida certa.

*Na foto, o vocalista James Labrie, um dos mais "beneficiados" com as novas composições.