25.5.09

Peter Cincotti

A nova safra do jazz vai bem. Jamie Cullum, por exemplo, domina o palco e está lançando bons trabalhos, assim como o cantor e pianista da foto, Peter Cincotti. Conheci Cincotti através de sua versão para Sway, uma amiga recomendou o vídeo no youtube e achei fenomenal, principalmente pela maneira com que Peter sola.

Escuto no momento seu disco de 2007, o bom East of Angel Town. É uma mistura (confusa) de gostar e não gostar. Esperava encontrar o Cincotti que vi em Sway, jazzístico, acompanhado de baixo e bateria enquanto solava de forma fenomenal, mas o que toca nesse álbum é um artista pop, ok, com um pé de leve no jazz. As composições de Cincotti têm qualidade e, com produção e banda impecáveis, ganham força.

O resultado final não compromete, pelo contrário, é de extremo bom gosto, como na belíssima "Cinderella Beautiful". É que eu estou ainda sob efeito daquelas notas soladas por Cincotti em seu vídeo no youtube, mas passa.


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Thiago
no post do Coltrane perguntou sobre Kind of Blue e A Love Supreme. Bom, muito (ou tudo?) já foi falado dos dois, mas acredito que o primeiro, de Miles, tenha um caráter de iniciação no mundo do jazz. Enquanto A Love Supreme, ao meu ver, é mais para iniciados. Muitas vezes, Coltrane e suas idéias beiram o freejazz não tão fácil de digerir. É de momento, cada um tem o seu. Mas para começar, indicaria o Kind of Blue, de Miles Davis.

20.5.09

ainda em jazz

O Bridgestone Music Festival desse ano foi um sucesso, sold out. Puxado pela So What Band, tributo de Jimmy Cobb a Miles, o evento balançou São Paulo e projetou o festival, que segundo o diretor Toy Lima, deve chegar ao Rio de Janeiro em 2010.

Era esse ano, mas a crise mundial...não permitiu.


E o que importa mesmo é que a imprensa abraçou e o público também, mostrando que o espaço para a boa música ainda existe, e resiste. Abaixo algumas (ótimas) fotos da noite da So What Band.

fotos> Guto Nóbrega




14.5.09

A Love Supreme

Embarquei em A Love Supreme, o clássico disco de John Coltrane. Aproveito também para começar a leitura de "A Love Supreme / A Criação do Álbum Clássico de John Coltrane", de Ashley Kahn, o mesmo que escreveu sobre o Kind of Blue, de Miles Davis. Quanto tentei ouvir Coltrane tempos atrás, não desceu, eram notas frenéticas e um movimento na música que eu não compreendi. Mas agora...é inexplicável o que esse disco passa a cada audição.

A love supreme, a love supreme, a love supreme...o (quase) mantra entoado por Coltrane na primeira faixa é fascinante.

*Na foto, Coltrane e sua esposa, Alice Coltrane. Bela foto.

12.5.09

Gennio

Ennio Morricone. Maestro que mudou minha maneira de ver e ouvir as coisas.

5.5.09

ainda no jazz

Vejo agora no site da Amazon que Chris Botti está de dvd novo. Botti tem classe, como mostra a (bela) capa acima. O repertório tem ótimas surpresas como "Flamenco Sketches", de Miles Davis; "Cinema Paradiso", de Morricone, aqui com participação de Yo Yo Ma; "Hallelujah", de Leonard Cohen; "Seven Days", uma das grandes de Sting, aqui com participação do próprio. E outras coisas interessantes, Steven Tyler do Aerosmith dando as caras e John Mayer participando na Sinatra "Glad to be unhappy".

Conhei Botti na banda do Sting, é um grande músico, com um sopro leve, de poucas notas, influenciado por Miles. Botti tem bom gosto e está sempre com ótimo repertório em mãos. Vale.