24.3.09

cais

A foto é fantástica. O encontro também. Milton Nascimento e Daniel Jobim (em primeiro plano) na turnê do ano passado que celebrou a música de Tom Jobim e a Bossa Nova. A foto deve ser do mesmo momento que vem à memória, aliás, um dos momentos mais marcantes da noite que assisti, Milton sentado ao lado de Daniel no piano para executar a quebra progressiva de "Cais" - uma das canções de Milton que entrou no repertório bossanovista.

18.3.09

no!

Peter Gabriel começa hoje na Venezuela sua turnê sul-americana. O Brasil ficou de fora e com "o show mais aguardado dos últimos tempos", do Radiohead.

16.3.09

conexões musicais

A música dos últimos dias foi "I Can´t Go for That (No can do)", de 81, da dupla Hall & Oates. Recentemente, Mick Hucknall do Simply Red usou a base da música da dupla para sua sensacional "Sunrise". Pouco conheço de Hall & Oates, mas o soulpop da dupla tocou bem, como "Rich Girl", que conhecia com Nina Simone em seu disco "Baltimore", de 78.

13.3.09

progpower

Essa é a bela capa do próximo album do Dream Theater que sai em 23 de junho, pela Roadrunner. Segundo notícia no forum do baterista Mike Portnoy, o cd ainda sairá em vinil e em formato triplo, com um bonus de faixas instrumentais e um outro com 6 covers. A capa - talvez a melhor desde a de "Scenes from a Memory" - lembrou os bons tempos mais progressivos como "Awake" e "Images and Words", assim como o título "Black Clouds & Silver Linings". E como já disse aqui, é isso que espero, a banda bebendo mais do rock progressivo e se afastando um pouco do som adotado nos últimos dois discos.


11.3.09

rockpower


Essa é a capa do novo disco do Chris Cornell que sairá no dia 10 de março. Mesmo sendo produzido pelo hip-hopper Timbaland, estou otimista, Cornell vem falando desse disco como algo diferente e um novo passo em sua carreira, com muitas referências zeppelianas e floydianas no som. Sempre acompanhei Cornell de longe, mas seu show no final de 2007 foi surpreendente, um show de quase 3 horas impressionante, uma aula de rock e uma voz impecável. Desde então passei a prestar atenção em seus trabalhos mais recentes, pós-soundgarden.

E mais, sua "Billie Jean" é toque de mestre.

10.3.09

soulpower

Uma coisa leva a outra e ouvindo Stevie Wonder esses dias cheguei ao Maxwell - cantor de soul que apareceu nos anos 90 balançando a imprensa e as plateias. Seu primeiro disco "Urban Hang Suite" (1996) é uma estreia perfeita, com um soul que passa por batidas mais atualizadas em cima de referências como Marvin Gaye, Sam Cooke, Prince etc.

Mesmo com apenas um disco na bagagem, o sucesso fez com que Maxwell gravasse um MTV Unplugged e o resultado é surpreendente, grande momento do artista. A banda é super afiada e o groove toma conta até a quarta música, onde entra "This Woman´s Work" de Kate Bush, Maxwell nessa impressiona em uma interpretação insuperável. A seguinte também é um dos grandes momentos, sua "Whenever, Wherever, Whatever" ainda melhor que a versão de estúdio. Depois desses momentos mais calmos, o groove volta e encerra o disco com backings, metais e cordas.

"Embrya" e "Now", os discos seguintes, são bons, mas nenhum tão excelente quanto o de estreia. Depois do "Now", de 2001, Maxwell sumiu e, agora, com surpresa, vejo que está de volta. No youtube é possível encontrar vídeos de apresentações do ano passado e no myspace uma música nova.


O lançamento que está por vir é "Blacksummer's Night". Maxwell sabe das coisas, vamos aguardar.

8.3.09

black power


"Signed, Sealed & Delivered" é uma obra-prima de Stevie Wonder, de 1970. A abertura com "Never Had a Dream Come True" é de arrepiar e, logo depois, a releitura de "We Can Work it Out" dos Beatles é uma pérola. A faixa título é outro hit de Stevie e recentemente foi usada como música oficial na candidatura de Obama. Stevie Wonder começou cedo e, nessa época, com apenas 20 anos, já tinha discos ao longo da década de 60 e hits como "My Cherie Amour" além de uma ótima versão de "Blowin' in the Wind", de Dylan.





7.3.09

live

O Rio amanhaceu hoje sem o sol que castigava a cidade nos último dias, e isso é ótimo. Escolhendo o disco da manhã passei pelo "Mental Jewelry" do Live, banda que apareceu com esse debut em 1991 e está aí até hoje. Talvez esse seja um dos meus primeiros cds, na época era ótimo e hoje continua. Não sei se o Live ainda faz bons discos, não me atrai mais a não ser por uns singles interessantes como "Dolphin's Cry" e seu video. Em 1991, as músicas e a voz de Ed Kowalczyk (foto) estão impecáveis, e outra coisa, Patrick Dahlheimer e seu baixo tinham uma posição de destaque - coisa que depois não aconteceu mais.

"Pain Lies on the Riverside" é a faixa que abre o disco e talvez, a grande música da banda. É o caso da música perfeita, onde tudo faz sentido. Vale muito. Hoje, o Live está lançando um dvd ao vivo gravado na Holanda e parece interessante, mesmo sem "Pain Lies...".

5.3.09

thriller

Hoje, em entrevista coletiva, Michael Jackson anunciou uma série de shows para o meio do ano na O2 Arena, em Londres. Sim, Michael Jackson virou um ser bizarro que passa longe das páginas de música nos jornais, mas sua volta ainda traz movimento, de um lado os que acreditam e do outro, talvez a grande maioria, que duvida que Michael realmente suba no palco. A verdade é que mesmo fazendo ótimos shows, Michael dificilmente apagará a mancha negativa em sua (espetacular) história.

Na foto abaixo, Eddie Van Halen e Michael. Eddie é o dono do brilhante solo na faixa "Beat it", do disco "Thriller". Desconhecia a foto e o encontro ao vivo, pensei que tinha ficado em coisas de estúdio.