23.12.09

2010

2009 foi um ano de ótimas surpresas. Entrar aqui em listas do ano, da década, seria uma loucura, só de começar a pensar, já dá uma certa pane, muita coisa ficaria de fora. Buscando na memória recente, o ano teve ótimas surpresas nessa reta final com os novos trabalhos de Norah Jones, John Mayer e Them Crooked Vultures. Foi também o ano que o Dream Theater acertou a mão com Black Clouds & Silver Linings. O Skunk Anansie anunciou uma volta com novas músicas. Mika lançou seu segundo e ótimo álbum, mas tem a falta de sorte de ter feito uma estreia imbatível. Foi o ano que entrei no universo da Ella Fitzgerald. Adele e Maria Gadu me surpreenderam. O Maxwell voltou com o seu melhor disco. Embarquei em A love supreme de John Coltrane. Stevie Wonder, finalmente, lançou um show espetacular em dvd. Mas paro por aqui. 2010 vem aí e já tem Peter Gabriel -- com orquestra -- no forno, ou seja, não poderia existir um melhor começo. Que o próximo ano traga muita paz e boa música.

21.12.09

trilha sonora de John Williams

Chegamos com antecedência à Sala Cecília Meirelles, mas a informação era de que os ingressos estavam esgotados. Resolvemos, então, aguardar na fila de espera por ingressos de desistentes. E valeu. Entramos, sentamos na segunda fila, de cara para a Orquestra Sinfônica Brasileira, que, a essa altura, já afinava os instrumentos para a execução das trilhas espetaculares de John Williams (foto). Por um lado, o ponto negativo de não ser possível ver toda a orquestra; mas por outro, essa proximidade permitiu ver a emoção dos músicos das primeiras filas, que, de várias gerações, viveram aquelas trilhas sonoras, aqueles filmes. Foi uma apresentação sublime, regida com muita vida pelo maestro Roberto Minczuk.

O espetáculo, que abriu de forma impressionante com o tema de E.T, seguiu por Jurassic Park -- um dos meus favoritos --, Indiana Jones, Harry Potter, A Lista de Schindler e o final apoteótico, que muitos ali aguardavam, com a suite de Star Wars. E, não bastasse a grandiosidade dos temas da saga de George Lucas, um Darth Vader surgiu e conduziu a orquestra com seu sabre de luz, até Minczuk voltar para o palco com uma camisa do Superman, assumir a batuta novamente e fechar em grande estilo. Quem viu, viu.

14.12.09

Metallica


As primeiras imagens de Français por une nuit são impressionantes. Uma multidão extasiada enquanto as caixas de som tocam Ecstasy of gold -- pérola de Ennio Morricone que abre tradicionalmente os shows do Metallica -- num cenário belíssimo de um coliseu romano, em Nimes, França. James, Lars, Kirk e Trujillo entram na arena romana e abrem com Blackened, a faixa que abre o disco ...And justice for all. O DVD foi gravado durante a passagem da turnê do último álbum, Death Magnetic, que colocou o Metallica novamente no cenário, depois de anos de duras críticas. Sem entrar no mérito do que vale nesses trabalhos criticados, realmente Death Magnetic trouxe o que todo mundo queria ouvir. E isso foi importante para a longevidade da banda. Um outro nos moldes de Load ou St. Anger seria o fim. Mas além desse lançamento francês -- tudo indica que o lançamento é só por lá --, o Metallica lança também agora em dezembro um só por aqui, nas Américas, com o nome de Orgulho, Paixão e Glória, que traz um show gravado no México, da mesma turnê. É isso, Metallica em alta, com um repertório imbatível e a força de sempre.

13.12.09

o novo show de Peter Gabriel

O álbum de Peter Gabriel sai em fevereiro, mas em seu site oficial já tem um anúncio de que o trabalho vai para os palcos e com datas já marcadas na Inglaterra, na França e na Alemanha. A New Blood Tour será inovadora na carreira de Peter certamente trazendo algo mais sóbrio no assunto produção de palco, já que a última turnê, que resultou o dvd Growing Up, era algo mega, aliás, como sempre foram seus shows. Dessa vez -- como está em destaque no banner do site oficial que colei acima -- sem bateria, sem guitarra, apenas orquestra, teremos um novo artista no palco. Outro ponto interessante dessas apresentações será a execução de suas músicas com o arranjo de orquestra, já que Scracth my back reúne apenas covers. E isso promete. No mais, 2010 também será o ano que Peter Gabriel vai finalizar seu novo álbum de estúdio, com músicas próprias.

6.12.09

+Elbow



É de primeira essa edição, que saiu lá fora, do álbum do Elbow com a BBC Concert Orchestra. A caixinha, além de trazer o cd e o dvd, tem também fotos individuais em preto e branco dos integrantes e um belo encarte. O Elbow -- outras linhas em um post abaixo -- faz um som profundo, de melodias ricas, e em alguns momentos me leva a coisas como Peter Gabriel e até o Coldplay de Viva la Vida. É o tipo de banda que, ao ouvir e assistir, temos a certeza de que os músicos sabem onde estão pisando, aonde estão indo. An audience with the pope, um dos grandes momentos da apresentação, tem sido a trilha desses últimos dias.

3.12.09

It might get loud (mais uma dose)

Ontem, mais uma dose de It might get loud, dessa vez no Vale Open Air. Não tinha ido ao evento ainda, nem em outras edições, quando era da VIVO. Gostei muito do ambiente, da tela gigante, do som, mas quanto ao filme, foi a mesma impressão que tive quando assisti pela primeira vez. Excelente, ótima direção e bom gosto. The Edge continuou como boa surpresa, trazendo coisas interessantes para o longa; Jack White continuou como um (quase) ator, a impressão era de ver um personagem de Johnny Depp na tela, mas ainda assim contribui com algo; e Page, sensacional, com ótimos depoimentos, momentos incríveis, esses sim, que o filme fez bem em descortinar para o público. Como, por exemplo, a coisa do crescendo, que Page falou enquanto Stairway to heaven era mostrada, uma artimanha musical não permitida em seus tempos de músico de estúdio, e foi um de seus caminhos para a música do Led.

Conectando Page a John Paul Jones, chego ao Them Crooked Vultures, que bateu de primeira esses dias. O som é forte e me impressionou. E acho que, como guitarrista, talvez Josh Homme seja mais interessante que Jack White, mais natural quem sabe.

1.12.09

Them Crooked Vultures

Depois de uma primeira audição, os (muitos) riffs frenéticos do Them Crooked Vultures ecoam na cabeça. É original e, além da sonoridade pesada, tem certa dose de loucura, que me agrada. John Paul está bem acompanhado.

29.11.09

Norah Jones

Chasing pirates, a música que abre o novo álbum da Norah Jones, é ótima. Li que ela buscou outros ares para fazer esse disco e por isso fui atrás. A coisa da reinvenção me atrai.

25.11.09

Jamie Cullum

Ontem fui até o novo de Jamie Cullum, The Pursuit, para conferir sua versão para Don´t stop the music, da Rihanna. Jamie desconstruiu a música e levou para seu universo pop jazzy. O resultado não poderia ser melhor e mostra que o pop tem vida inteligente hoje, seja com John Mayer bebendo no blues ou Jamie que bebe muitas doses de jazz. E suas apresentações são sempre únicas, com um piano muito bem tocado, repertório afiado -- vai de Jeff Buckley, Cole Porter, Hendrix, Beach Boys etc -- e uma presença de palco marcante. O dvd Live at blenheim palace mostra bem esse Jamie em grande show.

24.11.09

ainda Ella

Continuo com Lullaby of birdland tocando sem parar, mas nesse momento, é a versão original de Ella, primeira faixa do álbum Lullabies of birdland, de 1954. Na foto, pescada via google, Ella está acompanhada de seu marido, o baixista Ray Brown, e o baterista Max Roach.

21.11.09

We love Ella!

Música do dia: Lullaby of birdland, na voz de Lizz Wright, do excelente We love Ella!, tributo a Ella Fitzgerald. O DVD é excelente, com Natalie Cole, George Duke, Take 6, Stevie Wonder, Nancy Wilson, Patti Austin e outros, mas Lizz roubou a cena e o dia. Ela - que já tinha despertado meu interesse ao gravar Thank you, do Led Zeppelin, em seu último disco - agora me conquistou de vez.

20.11.09

Freedom

Peguei na estante Listen without prejudice Vol.1, aclamado disco de George Michael da virada da década de 80 para 90. É um excelente album pop, as canções são ótimas, com boas referências, e ainda tem espaço para They won´t go when I go, de Stevie Wonder, numa ótima versão gravada ao vivo -- mas com overdubs de backings --, onde o registro vocal é perfeito. Depois desse álbum, GM não conseguiu fazer mais nenhum trabalho notável, apesar de ensaiar retornos e lançar um ótimo disco de standards anos atrás, mas a essa altura, o artista já era outro. Em Listen whitout prejudice é tudo bem feito, bem arranjado, pensado. Era o artista tentando afirmar algo. E a capa é ótima.

17.11.09

a capa do novo de Peter Gabriel


Essa é a capa de Scratch my back, o novo de Peter Gabriel. O álbum, gravado ao lado de uma orquestra, tem uma lista não muito óbvia de covers: Heroes (David Bowie), The Boy in the Bubble (Paul Simon), Mirrorball (Elbow), Flume (Bon Iver), Listening Wind (Talking Heads), The Power of the Heart (Lou Reed), My Body is a Cage (Arcade Fire), The Book of Love (The Magnetic Fields), I Think it's Going to Rain Today (Randy Newman), Apres Moi (Regina Spektor), Philadelphia (Neil Young) e Street Spirit (Radiohead). Li em uns sites, que Peter Gabriel teria sugerido uma relação de troca com os artistas, que teriam de gravar uma de seu repertório em algum momento ou em uma versão dupla do álbum, mas não sei até onde isso vai de fato. Desconheço a maioria das músicas, mas Philadelphia, uma das mais belas canções de Neil Young, é motivo para começar o cd pela penúltima faixa. O álbum será lançado no dia 25 de janeiro e ilumina certa identificação de Peter com o grupo Elbow (ver post anterior) através da gravação de Mirrorball.

16.11.09

o progressivo pop do Elbow

Certamente, Grounds for Divorce, música do grupo inglês Elbow, é uma das grandes surpresas das minhas últimas semanas. Tenho ficado entre Battle Studies, o ótimo novo de John Mayer, e a versão especial com orquestra de The Seldom Seen Kid, dos ingleses. Os vocais de Guy Garver remeteram, de primeira, a Peter Gabriel em carreira solo, assim como, o som do grupo. Mas é difícil falar de um estilo, tentar encaixar a banda em alguma estante - é folk, rock, pop, progressivo, a coisa vai além. Elbow é daquelas bandas que não entregam tudo de uma vez, é um som de surpresas, detalhes - há espaço, por exemplo, para uma bela citação de Summertime, de Gershwin, na segunda faixa, The bones of you. É, acima de tudo, envolvente e novo.


13.11.09

POP

Já está na rede Battle Studies, o novo álbum de John Mayer, que sai, oficialmente, no próximo dia 17. A qualidade que John havia alcançado no último, Continuum, continua e atinge outros níveis. A veia r&b/blues/soul, que pontuava suas últimas coisas, abre espaço também para um lado folk e rock, de Neil Young, Tom Petty e Fleetwood Mac; e também um foco maior na composição/canção. E é isso que faz o som de John ter identidade: a soma de vários clichês e referências de grandes artistas dos anos 70 e 80. Outro ponto positivo - e inteligente, da parte de John - é a banda que, nesse caso, é mais experiente, com mais bagagem que ele. O baterista e co-produtor Steve Jordan (foto) é fundamental para essa nova fase, que vem desde o álbum TRY!, usando timbres particulares e colaborando, não só como instrumentista, mas como produtor, arranjador e parceiro. Battle Studies é pop, mas não é bobo, ensolarado, chega até a ser triste, introspectivo, e isso faz dele um grande trabalho. Ainda tem espaço para uma ótima versão de Crossroads, cheia de groove, em meio a ótimas composições próprias como Heartbreake warfare, Who says, War of my life e Edge of desire.

11.11.09

Morricone

Ontem foi aniversário do nosso bravo maestro Ennio Morricone, que fez 81 anos. Merece, obviamente, uma menção por aqui.

9.11.09

Pet Sounds e Brian Wilson

Sempre gostei dessa capa do Pet Sounds. Gosto dos elementos: a barra em cima, as cores e, principalmente, os nomes das músicas na parte da frente, que era bem comum há tempos atrás. Esse álbum dos Beach Boys traz músicas belíssimas, canções perfeitas de Brian Wilson, que já entrava, a essa altura, em uma dose de loucura, consequência de sua necessidade de superação ou de, simplesmente, buscar um espelho no que os Beatles faziam. Como diz no texto do encarte do cd, Brian começou a trabalhar em Pet Sounds logo depois de ouvir (e ouvir e ouvir) o Rubber Soul dos fab four.

A coisa ficaria mais séria alguns anos depois, em 67, Brian trabalhava em seu complexo Smile e teria ouvido, no rádio do carro, Strawberry Fields Forever, a então nova música dos Beatles. Ele descreve a cena no excelente documentário do Smile, lançado em 2005. Parou o carro, virou para a pessoa junto dele e disse:

- eles já fizeram (...) o que eu queria fazer em Smile.

A partir daí Brian se afundou em drogas, ficou paranóico, seu álbum desmoronou, não foi pra frente, e só veio a ser finalizado agora em 2004. Gosto dessa história. E muito. Principalmente do final, a finalização do disco décadas depois e o show, que acompanha o documentário, onde mostra um Brian Wilson emocionado de levar o projeto da vida para o palco.


8.11.09

Blues



No momento escuto o álbum Blues, que Glenn Hughes lançou em 1992, depois de um período obscuro mergulhado nas drogas. Recentemente vi no twitter ele dizendo que, lamentavelmente, não lembrava nada dos anos 80, quando perguntaram sobre alguma pessoa que ele teria conhecido na década. É bom ver que ele saiu dessa e tem lançado bons álbuns, acertando mais que errando. Here come the rebel e You don´t have to save me anymore são ótimas, trazem a marca de GH banhada em blues.

Ao procurar essa bela imagem de Glenn Hughes em 76, passei por uma dele ao lado de Joe Perry, do Aerosmith, e lembrei da notícia que li agora pouco, que Steven Tyler teria deixado a banda. Será que Joe Perry e cia tentarão algum substituto? Seria um tiro no pé, dos fortes. Qual o problema de dar um ponto final em uma banda? Steven Tyler é desses insubstituíveis, certamente. Agora, o álbum de GH está na sétima faixa, Shake the ground, ótima, blues com hard rock e aquele tempero black music na medida.

4.11.09

Jazz+Soul

O Bridgestone Music Festival, que teve sua segunda edição esse ano, tem um site bem completo e a grande novidade é que, a cada mês, é disponibilizado um dos shows do ano. Agora em novembro é possível assistir a apresentação de René Marie e Jeremy Pelt (foto); no próximo mês, dezembro, será a vez do Jimmy Cobb com a So What Band reproduzindo o Kind of Blue, de Miles, na íntegra. O festival é de primeira linha, ano passado pude conferir a inovadora primeira edição, que juntou Jazz e World Music. Agora, em 2009, foram noites de Jazz e Soul. Vamos ver o que o produtor Toy Lima prepara para 2010. E, quem sabe, uma edição carioca do evento.

O site é www.bridgestonemusic.com.br

30.10.09

Skunk Anansie está de volta

Acabo de ver em um site português que o grupo de Skin, o Skunk Anansie, está de volta. A primeira fase do grupo durou três álbuns e quatro, cinco anos, acabando no início dessa década e deixando excelentes trabalhos como o último (e melhor) Post Orgasmic Chill. Pelo comunicado no site oficial da banda, assinado pela vocalista Skin, o retorno parece ir além da coletânea com 3 músicas inéditas, que já está anunciada e será lançada semana que vem. Justificar

29.10.09

Glenn Hughes em dezembro

Glenn Hughes vem mesmo aí com sua mistura de rock e black music. Em dezembro, provavelmente no Circo Voador.

28.10.09

THIS IS IT

Caça-níquel ou não, não importa, hoje tem THIS IS IT.

addendum:
O filme é espetacular e o melhor texto para resumir a experiência está aqui: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diversao/2009/10/28/226448-analise-this-is-it-devolve-a-michael-o-que-e-de-michael

23.10.09

Them Crooked Vultures

Essa é a capa do Them Crooked Vultures, que sai em novembro, em versão vinil e cd. No site da banda já é possível encomendar para vários cantos do mundo, não só EUA e Europa, pelo que vi. Mais uma vez, não custa repetir, os integrantes são Josh Homme, do Queens of the Stone Age, Dave Grohl, do Foo Fighters, e John Paul Jones, do Led Zeppelin. Tem tudo pra ser um dos grandes álbuns do ano.

20.10.09

Shuffle


O shuffle do tocador de mp3 tem me dado boas surpresas esses dias. Aliás, enquanto em casa os álbuns na íntegra têm um papel fundamental que não dispenso, acho que não há nada melhor do que o shuffle para a rua, o ônibus, e demais cenas do cotidiano. Esse é um dos motivos que voltei ao tocador de mp3 -- a surpresa com músicas enfileiradas e embaralhadas. Em uma das últimas, a sequência passeou à vontade por 29 Palms, música da carreira solo de Robert Plant; Someone to watch over me, pérola de Gershwin, na interpretação de Ella Fitzgerald; The look of love, Here comes the sun e I am blessed, com Nina Simone; Better, do último do Guns n'Roses; Bless those e Behind the sun, do novo do Living Colour; Tired of Hangin Around, dos Zutons; Altar Particular, da estreia de Maria Gadú; Trampled undefoot, do Physical Grafitti do Led Zeppelin e, nesse caminho meio sem rumo, continuou.

19.10.09

Bruce Dickinson

Esses dias retomei dois grandes discos solo de Bruce Dickinson. Accident of birth e The chemical wedding, que Bruce fez no final da década de 90, são brilhantes e trazem Bruce bem distante daquilo que fazia no Iron Maiden, que aliás, nessa mesma época, estava totalmente sem brilho, com Blaze Bayley nos vocais.

16.10.09

novo do John Mayer

Essa é a capa do novo álbum do John Mayer. Battle Studies sai no dia 17 de novembro e já tem Who Says, o primeiro single, tocando por aí e com clipe no youtube. Se conseguir manter o nível do último de estúdio, Continuum, já será ótimo.

+ Living Colour

O quarteto poderoso do Living Colour: Doug Wimbish, Will Calhoun, Vernon Reid e Corey Glover. Pesquei essas fotos no site da Rolling Stone, que fala muito bem do show de ontem em São Paulo e imagino que tenha sido. Hoje tem no Rio, no Circo Voador. Animei quando o show foi anunciado, mas desanimei nas últimas semanas, é aquele papo de meia-entrada, ingressos caros, que não vou entrar aqui no blog. Ficarei com os dois outros shows da banda na memória.

12.10.09

Living Colour

Gostei dessa capa do novo álbum do Living Colour, The chair in the doorway. No momento, Method, quinta faixa, é ótima e traz Corey Glover com ótimos vocais. É cedo ainda, estou visitando o disco pela segunda vez, mas acho que vou embarcar, coisa que não aconteceu com o anterior Collideoscope.

addendum: Este talvez seja o melhor álbum da banda desde o Time's Up. O Stain, antes da separação na década de 90, não é muito fácil, já mostrava uma banda numa fase difícil, é longo, com coisas muito experimentais, apesar de ter, ainda, ótimas músicas como Auslander. The chair in the doorway parece trazer a banda renovada, natural, mais à vontade e com todos em forma. O álbum "oficialmente" vai até a faixa 11, mas há uma música bônus na faixa 13, que é uma das melhores do disco.



8.10.09

Peter Gabriel

Hoje, ao entrar no blog do jornalista Mauro Ferreira, vi a notícia de que Peter Gabriel está com álbum no forno. É muito bom saber que vem coisa aí, mais precisamente, no início de 2010. O álbum, produzido por Bob Ezrin, será de covers e Peter cantará acompanhado de uma orquestra. É mais um passo na carreira sempre inventiva de Peter Gabriel, onde os álbuns não se repetem, cada disco tem um olhar, um tratamento diferente. O nome do sucessor do espetacular UP, de 2002, é Scratch my back.

7.10.09

disney jazz

É ótimo esse álbum Disney Adventures in Jazz lançado ano passado. Como o título entrega, são clássicas canções da Disney em roupagem jazz. O álbum é comandado pelo pianista Gil Goldstein, que tem a companhia do baixista John Patitucci e do baterista Billy Kilson. As recriações de temas como When you wish upon a star, Alice in wonderland, Beauty and the beast e Someday my prince will come, esta com participação do guitarrista Pat Martino, são de muito bom gosto.

5.10.09

It Might Get Loud



Sexta passada, a sala do Roxy, em Copacabana, estava cheia para ver
It Might Get Loud dentro do Festival de Cinema do Rio. O encontro na tela era, no mínimo, inusitado -- Jimmy Page, The Edge e Jack White, ou Led Zeppelin, U2 e White Stripes. Três gerações e estilos para contar a história da guitarra através de suas músicas, bandas, raízes etc. O filme é ótimo e caminha muito bem com uma direção primorosa de Davis Guggenheim, o mesmo de Uma Verdade Inconveniente. Apesar de ser um filme sobre guitarra e guitarristas, não é um filme para guitarristas apenas e, como já tinha visto Guggenheim destacar em uma entrevista, o filme passa longe dos clichês de filmes sobre guitarras e rock, não tem nada de camarins, depoimentos externos, direção fria, essas coisas que envolvem o gênero. É filme mesmo, com locações, ritmo e bom gosto.

Após a sessão, fiquei com a sensação de que o filme -- de pouco mais de uma hora e meia -- rendia mais, principalmente o encontro dos três no belo estúdio montado pela produção. Jack White, muitas vezes, soou um pouco forçado, quase um personagem, como se atuasse, quase um Johnny Depp, mas teve seus momentos. Page e The Edge contribuíram mais para o filme, cada um em sua área, sem melhor nem pior, apenas pela música. Claro que, devido à sua história, Page rouba a cena em vários momentos e é responsável talvez pela melhor cena do filme, quando puxa Whole Lotta Love e The Edge e Jack White ficam como duas crianças assistindo aquilo pela primeira vez. A cena é natural, bem captada e espetacular.

Jimmy Page revisitando suas raízes, discos e apresentado em imagens de arquivo é prato cheio para qualquer fã de Led Zeppelin -- e o Roxy tinha muitos. The Edge quando mostrou o "truque" do riff de Elevation, do U2, também foi responsável por uma das melhores cenas do filme. Que venha um dvd repleto de extras.

29.9.09

Clássico

O histórico Quarteto da Guanabara está de volta. Comandado pelo violoncelista Márcio Malard, o quarteto fará uma homenagem aos membros originais da formação, que começou no final da década de 60. Márcio estará acompanhado de três jovens músicos para o concerto de reestreia da nova formação na Sala Cecília Meirelles, no próximo dia 1°. No programa peças do austríaco Schubert e dos nossos Guerra-Peixe e Radamés Gnatalli.

25.9.09

roquenrou

Coheed & Cambria, banda norte-americana, tem feito minha cabeça nos últimos dias. Tinha tempo que algo do rock não me fisgava dessa forma. Já tinha ouvido a banda um tempo atrás, mas não tinha batido, tinha achado tudo muito perfeito, cuidado e polido -- acho que estava mergulhado nos 70s quando escutei. Semana passada, pude assistir a perfomance ao vivo da banda do dvd Neverender, e fiquei surpreso com a energia e a competência em levar para o palco aquela sonoridade. A banda é um quarteto e tem como apoio um tecladista, duas backing vocals e um percussionista, que não sei bem o que faz ali. É tudo bem tocado e com linhas de vocais impressionantes. E isso é o que mais chama atenção: a chuva de melodias que sai de Claudio Sanchez e cia. No liquidificador do grupo tem heavy metal, rock progressivo e música pop. O resultado é ótimo.

22.9.09

Van Halen

Pesquei essa foto no myspace de Eddie Van Halen. Ele parece estar de bem com a vida, mas não sei bem por onde anda, e, o mais importante, se ainda tem projetos. A última notícia é que tinha voltado a ensaiar, mas confesso que acho a história do Van Halen (a banda) nos últimos anos bem confusa, voltou com Sammy Hagar, depois voltou com Dave, separou, voltou com Dave novamente, e o filho de Eddie no baixo, uma série de coisas e turnê$ pelo mundo. Gostaria mesmo é que Eddie fizesse algo novo, talvez um álbum instrumental, acho que a banda, como já foi, não tem muito mais para onde caminhar, não sei se precisamos de mais um álbum do Van Halen, mas o Eddie solo podia tentar algo.

17.9.09

MIKA

Ouvir o novo álbum do Mika sem comparar com sua excelente estreia em Life in cartoon motion é uma tarefa quase impossível. Logo nas primeiras audições de The boy who knew too much estranhei, alguma coisa que eu esperava não estava ali. Era ainda o efeito do primeiro álbum, no caso dele, ainda mais forte que em outras estreias. Não esperava ali superação, reinvenção ou algo do tipo, esperava apenas um segundo trabalho, mas não foi de primeira que desceu. Já na primeira faixa We are golden é possível perceber que o álbum será diferente, vai por outro caminho, tentando, de forma inteligente, não trilhar o mesmo caminho musical do primeiro disco, mesmo que tenha os mesmos cenários.

Ao seguir pelas faixas, fica ainda mais difícil achar referências em sua música, é um mosaico de influências das mais diversas -- algumas coisas de George Michael, trilhas Disney e, mais uma vez, Freddie Mercury/Queen estão lá. Depois de embarcar, fica claro que Mika acertou a mão novamente, seja nas composições, seja na produção, agora ainda melhor. O único ponto que jogará contra seu segundo disco é o fato do primeiro ter sido uma das melhores coisas dos últimos anos, o fator novidade não está mais presente. A comparação inevitável precisa ser evitada.

9.9.09

um pouco de Glenn Hughes

Glenn Hughes é dono de uma voz impecável, mesmo chegando na casa dos 60. Sua carreira começou muito bem no Trapeze, depois seguiu em ótima fase naquele Deep Purple, que bebia da black music e do blues, por sua influência e de David Coverdale. Os dois formavam uma dupla imbatível, mas que, em pouco tempo, mesmo com ótimos discos, como Burn, afundou o grupo. A banda não suportava mais a própria usina de hard rock, blues e funk, principalmente depois da saída do guitarrista Richie Blackmore, por essas razões. Ainda chegaram a gravar o excelente Come Taste The Band com Tommy Bolin na guitarra como um último suspiro dessa fase. This Time Around, desse álbum, é uma das grandes pérolas da carreira de Glenn Hughes.

Nos anos 80, Glenn Hughes chegou a gravar um suposto disco solo de Tony Iommi, que saiu como mais um disco do Black Sabbath e, afundado em drogas, só foi levantar mesmo para sua carreira solo e outras inúmeras colaborações na década de 90. Não sei se essa carreira solo de Glenn Hughes é no mesmo patamar de seu talento como músico/cantor, às vezes fica essa impressão, talvez por discos irregulares como Music for the Divine ou a presença em inúmeros projetos sem muito brilho ao longo dos últimos anos. Claro que grandes momentos fazem parte da trajetória: Songs in the key of rock, Building the machine e, principalmente, o Feel, trazem o que há de melhor no universo de rock com black music. E recentemente, Glenn Hughes conseguiu essas boas vibrações novamente com seu último álbum de estúdio, o First Underground Nuclear Kitchen - FUNK.

Hoje, no twitter, ele disse que seu agente está negociando uma turnê em dezembro pela a América do Sul. O show que passou pelo Circo Voador no final de 2007 foi sensacional do início ao fim. Todos queremos mais uma dose.


2.9.09

Ennio Morricone

Ennio Morricone:

- Apesar de amar muito o filme, acredito que não me superei desta vez. Acho que não usei toda a minha artilharia contra o céu, com a exceção de alguns momentos.

Pesquei isso no site do Globo depois de ler mais de uma vez essa declaração sincera de Ennio sobre seu novo trabalho, a trilha sonora para o novo filme de Giuseppe Tornatore. É mais um encontro dos dois, que fizeram o belo
Cinema Paradiso. Essa sinceridade de Ennio é rara no mundo da arte, um mundo sempre cheio de blá blá blás, onde o novo trabalho é sempre o melhor e que todos têm a obrigação de conferir. Uma sinceridade que assusta e fascina. Quero ver o filme e, sobretudo, conferir a trilha, principalmente depois dessa.

Lembro, ao escrever esse post, do concerto de Ennio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em maio de 2007. O festival, que não ouvi mais falar depois daquilo, juntava cinema e música. A presença do maestro italiano naquela primeira edição foi uma abertura de luxo. Os ingressos acabaram em poucas horas e quem esteve lá viu um espetáculo comovente e único, com Ennio voltando ao palco 3 ou 4 vezes nos encores. O repertório, impecável, é muito semelhante a um dvd do Ennio, na Alemanha, que vende por aí -- Morricone por Morricone.

addendum: Fui ao youtube e assisti um trailer disponível por lá. O filme é Baaria e a trilha tem a assinatura de Ennio -- aquela habitual beleza de seus grandes trabalhos. O longa promete.




1.9.09

damas do jazz

Nos últimos dias fiquei na companhia das damas do jazz. Nina, que está sempre comigo, e também Billie Holiday, Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald (foto). Esta última tem me fascinado com suas interpretações sofisticadas e cheias de scats -- aquele canto sem palavras que ela dominava como ninguém.

28.8.09

música de 77 minutos

O Transatlantic, supergrupo de rock progressivo, está com novo álbum no forno. Agendado para outubro, The Whirlwind terá apenas uma música de...77 minutos (!). Coisas do mundo do rock progressivo, sem limites, e pra quem tá dentro é fascinante. O lançamento sairá em duas versões: uma apenas com a longa faixa e outra edição dupla com mais 4 inéditas e 4 covers -- Beatles e America (I Need You), Santana (Soul Sacrifice) , Procol Harum (A salty dog) e Genesis (The return of the giant hogweed).

Outro ótimo lançamento que envolve Mike Portnoy, baterista do Dream Theater e um dos comandantes do transatlântico, é o dvd do Liquid Tension Experiment, grupo de fusion que ainda tem John Petrucci e Jordan Rudess, parceiros de Dream Theater, e o baixista Tony Levin, que integra a banda de Peter Gabriel. O LTE é um dos grandes grupos de música instrumental dos últimos anos e esse dvd, gravado em NY no ano passado, promete.



25.8.09

beatlemania


Bela capa da Rolling Stone americana esse mês. E o conteúdo, mesmo com tudo que já foi dito sobre os quatro, parece interessante. Gosto muito dessa foto, dessa fase, época que produziram coisas geniais, mesmo em crise e já perto do fim. E falando em Beatles, os relançamentos remasterizados que sairão agora em setembro prometem, já estava na hora, e vem tudo com encarte novo, aquela coisa. Todo o trabalho de remasterização durou 4 anos e foi feito no lendário Abbey Road.

Outra coisa lançada esse mês aqui no Brasil é o livro Beatles - Gravações comentadas & Discografia completa (Larousse, 496 págs). O título já explica do que se trata, e ler sobre as histórias por trás de cada música, cada disco, vale muito.

21.8.09

my one and only love

JustificarMúsica que não sai da cabeça nas últimas semanas é My one and only love, pérola da música americana, de autoria de Robert Mellin e Guy Wood na década de 50. A versão de Chris Botti ao lado da ótima cantora Paula Cole (foto) é sensacional e tenho escutado no repeat. Paula é uma das grandes cantoras da safra da década de 90, apareceu para o mundo na turnê Secret World, de Peter Gabriel, e depois fez carreira com alguns álbuns, que não fui atrás. Mas volta e meia vejo Paula colaborando em álbuns, como esse de Botti e outro do Herbie Hancock, ou tributos etc, sua voz é marcante, e também sua perfomance, como se pode ver no dvd da turnê de Peter Gabriel.

A wikipedia me informa que a mais popular versão dessa música é de John Coltrane e Johnny Hartman, de 1963, que vou atrás pra conferir. E também vou procurar as outras com Ella, Sinatra, Cullum e quem mais tiver gravado. Uma que peguei também pela dica da wikipedia é com Sting e é excelente.

13.8.09

Milton Nascimento

Milton Nascimento está preparando coisas bem mineiras e novas. Agora, em setembro, em Três Pontas, sua cidade de coração, acontece o Festival Música do Mundo. O festival durante quatro dias transformará a pequena cidade mineira em um super evento. Wagner Tiso, Ivan Lins, Tom Zé e outros passarão por lá ao lado do próprio Milton. Uma das atrações confirmadas era Jon Anderson, do Yes, mas por problemas de saúde cancelou nos últimos dias sua vinda.

O sucessor de Pietá -- último disco de estúdio sem contar os com Jobim e Belmondo -- também está sendo feito com os ares de Três Pontas. Milton está produzindo o álbum ao lado de Wagner Tiso e do também mineiro Marco Elizeo. O Pietá foi um excelente trabalho, tinha ótimos momentos, mas agora seria bacana se Milton buscasse outros caminhos para sua música, seu trabalho autoral. Vamos esperar.

A foto acima é ótimo registro do Milton e seu contrabaixo no palco, certamente em um dos shows da turnê do Pietá. Ele entrava e tocava o standard
Work Song mostrando para muitos, até desavisados, que também sabe do instrumento. Não tenho aqui o crédito da foto, pescada na internet pelo ótimo site Spezify, mesmo que mereça pelo ótimo clique.

Site do festival com todas as informações: http://www.festivalmusicadomundo.com.br/

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12.8.09

apostando no them crooked vultures

Them Crooked Vultures é o novo supergrupo e estou apostando minhas fichas. Gosto dessas colaborações e contando com John Paul Jones, do Led Zeppelin, no baixo e teclado, minha aposta sobe ainda mais. A ideia parece ter partido há uns 4 anos de Dave Grohl -- fã de Led Zeppelin -- que teria convidado John Paul Jones para um projeto. Quem completa a formação é Josh Homme, guitarrista e vocalista do grupo Queens of the Stone Age.

Gosto do Dave Grohl, meio de longe, admirando coisas soltas do Foo Fighters, e, principalmente, o fato de ter deixado a história do Nirvana para trás e decolado com sua banda. O Them Crooked Vultures subiu pela primeira vez no palco no último domingo e o cd Never Deserved the Future sai em outubro.

9.8.09

Journey e o Greatest Hits

Tenho poucos greatest hits, um deles é do Journey. Prefiro os álbuns, mas comprei esse, especialmente, porque no caso do Journey é bom também ouvir os hits enfileirados. O vocalista Steve Perry brilhava, e na parte instrumental, era aquele caso onde tudo funcionava. Depois o Journey se perdeu, tentou outras encarnações, já sem Perry, uma até interessante, há pouco tempo, com Steve Augeri cantando muito, mas era mais revival e (poucas) boas composições novas. O Journey que fez história mesmo foi com Steve Perry, de voz inconfundível, ora cantando rocks de bom gosto como Don´t Stop Believin', ora colocando voz em baladas, que beiravam o brega, como Open Arms. Tem brega no bom sentido da palavra, de bom gosto? Acho que sim. E lembro que isso até ganhou matéria/discussão no Segundo Caderno pouco tempo atrás.


4.8.09

Maria Gadú

Maria Gadú na cabeça (e no som) nos últimos dois dias. A cantora de 22 anos, abraçada por Caetano, Milton Nascimento e João Donato antes mesmo de lançar seu primeiro cd, realmente tem algo. Sobra bom gosto em composições próprias e releituras de Ne me quitte pas, de Jacques Brel, e A história de Lily Braun, de Edu e Chico. No meio das de sua autoria, Dona Cila é ótima, tem bela letra e vocais de fundo à la Milton Nascimento; e o samba Altar Particular, com violino de Nicolas Krassik, soa perfeito. Sem dúvida, esse disco de Gadú é uma das melhores coisas que a música brasileira ganhou nos últimos anos e, mesmo com a escorregada na última faixa -- Baba, de Kelly Key, Gadú mostrou que sabe das coisas.



29.7.09

Ian Gillan nas ruínas

Bravo Ian Gillan com as marcas das décadas de vida e estrada com o Deep Purple. A (ótima) foto foi numa apresentação da banda no último dia 25 nas ruínas romanas de Baalbeck, no Líbano.

22.7.09

Marcel Jacob

O baixista sueco Marcel Jacob, que integrou o Rising Force do Malmsteen e, depois fez história ao lado de Jeff Scott Soto no grupo Talisman, subiu ontem. Jacob foi grande, um baixista fora do comum, levando um outro conceito do instrumento para o hard rock. Recentemente, depois de um bom tempo sem pegar num disco da banda, eu havia retomado o espetacular disco Cats and Dogs.